Desejo: Boas Festas...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Anomalisa

A animação em stop motion, Anomalisa, de Charlie Kaufman e Duke Johnson, conta a história de Michael Stone. Marido, pai e respeitado autor de "Como Posso Ajudá-lo a Ajudá-los?", ele é um homem incomodado com a rotina da sua vida. Durante uma viagem de negócios para Cincinnati, onde está programado para dar uma palestra em uma convenção, ele se surpreende ao descobrir uma possível escapada de seu desespero: Lisa, uma despretensiosa representante de vendas, que pode ou não ser o amor de sua vida.
Indicado ao Oscar de animação, "Anomalisa" será só um indicado mesmo. A Academia de Artes Cinematográficas tende a nunca dar o prêmio máximo a uma animação adulta. E este título é muito adulto, em hipótese algum podendo ser visto por criança. Emprestam a voz para a animação Jennifer Jason Leigh ("Mulher Solteira Procura" e "Sinédoque, Nova York") como Lisa, David Thewlis ("A Teoria de Tudo") como Michael e Tom Noonan (série "12 Monkeys") como a voz de todos os outros personagens.
Com exibição restrita, está passando somente me versão legendada. E, é bem curioso assistir à animação em som original. Em um primeiro momento, acreditamos ser um personagem gay por conta da voz do "antigo amor" do protagonista, mas com o passar dos minutos entendemos o porquê da voz masculina. Um outro ponto interessante tem a ver com o nome da personagem que dá título. O nome dela tem relação direta à língua portuguesa falada no Brasil. Mais detalhes, só vendo o filme mesmo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Pai em Dose Dupla

Pai em Dose Dupla é uma boa comédia que estreia amanhã em circuito nacional. O título conta a história de Brad (Will Ferrell), um pacífico executivo de rádio que se esforça para se tornar o melhor padrasto para os dois filhos de sua esposa. As complicações começam quando Dusty (Mark Wahlberg), o descontraído e aproveitador pai verdadeiro, aparece, forçando-o a competir pela afeição das crianças.
As situações de disputas entre os dois são bem sacadas. A trilha sonora é boa e o final relativamente inesperado. É um típico filme para cristão americano, mostrando o lado bom do "bom americano de família". Causa um pouco de estranhamento em uma cena ou duas, quando os brasileiros são mencionados. É um título legal de ser visto no cinema, mas, nada que não possa esperar pelo lançamento na TV paga.

Os esquecidos do Holocausto - deficientes, ciganos, gays...

Hoje acontece o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Comumente, as pessoas lembram desta data por conta do gigantesco número de judeus mortos. Porém, vale aqui uma grande ressalva para a lembrança desta data. Além de judeus, ainda houve um grande número de deficientes físicos e mentais, ciganos, gays, comunistas e todos aqueles que tentaram ajudar os demais...
Lembro-me de uma cena terrível de um dos vídeos do Holocausto, em que uma freira estava com uma criança na fila de Auschwitz. Eu imagino que o menino era judeu e ela não queria deixá-lo. Imagine o que aconteceu com os dois? Pois é... Há quem pense: "mas ninguém lembra destas outras minorias, os ciganos, deficientes, gays... " Então, deficientes foram os primeiros a morrer - eram usados em experiências -  e por motivos óbvios, não deixaram descendentes para lembrar deles... Também por motivos óbvios, gays idem. Ciganos devem ter sido tão dizimados que não há como lembrar deles de cara...
Ou seja, negar o Holocausto Judaico é negar, também, o Holocausto de todas estas outras pessoas, inocentes de pessoas desequilibradas e perversas, que preferiram ficar distantes do Eterno. Que esta data NUNCA seja esquecida, não somente pelos os 6 milhões de judeus mortos, mas por TODOS os mortos de um regime governado por monstros.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

BEAR, uma filhote humana e o urso Dimas

BEAR é uma daquelas gratas histórias em quadrinhos que a gente espera loucamente pela página seguinte, pelo capítulo seguinte. "Bear é uma webcomic criada, escrita e desenhada por Bianca Pinheiro. A história acompanha as aventuras de uma menina e seu amigo, viajando ao redor do mundo tentando encontrar seu lar." No caso, o lar da menininha. Mas, por que chama tanto a atenção?
Primeiramente, porque esteticamente o traço é lindo. Um urso pardo (grizzly) bonachão e uma menininha de óculos, banguela e com gorro só poderia dar certo. Tanto que foi a primeira coisa que esta resenhista notou na Artists' Alley da Comic Com Experience 2015 (saiba mais neste link e também neste). Com um traço limpo, agradável e fofo, a história chamou atenção com o banner de tamanho médio no local.
Depois da primeira etapa passada, compramos o livro também com o intuito de apoiar os quadrinhos nacionais. E quão fantástica a surpresa ao perceber que é uma daquelas histórias de adultos que criança pode ler. Ou seria o contrário? A lógica é parecida com Snoopy, que pode ser as duas coisas. O fato é que a "filhote de humano" cativa por sua ingenuidade, inteligência e fome. E o Dimas - "que não é nome de urso", mas tudo bem - é um urso muito simpático, realista sem ser enfadonho.
São pontos fortíssimos para comprar os dois primeiros livros lançados pela editora Nemo, com uma ótima qualidade técnica: papel e bom preço. Originalmente, BEAR é lançado na web e cujas páginas (algumas) têm alguma animação, como no link anterior. Para quem não conhece o título, certamente uma das grandes obras nacionais dos últimos tempos, que pode ser lido por "ursos rabugentos" e "filhotes de humanos".

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme

Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme é uma grata animação aguardada com muito carinho por esta resenhista que lhes escreve. Baseado nas histórias em quadrinhos de Charles M. Schulz e também na série animada dos anos 60, este título tende a ficar pouco tempo em cartaz, mesmo sendo bom. O motivo é a "concorrência" de outros filmes e animações. Além disso, percebe-se que claramente o público não é exatamente o infantil, mas sim o adulto que via à animação na televisão.
A história gira em torna de Charlie Brown e suas desventuras e os devaneios do cachorro de estimação dele, o Snoopy. Este, assim como as obras originais, mostra-se mais inteligente e sortudo que se próprio dono. Todos os principais personagens aparecem na história. Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme, lamentavelmente, não foi indicado ao Oscar de animação. Depois de assistir, percebemos que talvez haja um motivo para isso.
Apesar da animação ser fantástica por seguir quase que fielmente o estilo do desenho animado da televisão, talvez exatamente este tenha sido o motivo para que a organização não tenha indicado. Por ser fiel demais a algo já existente. Tanto a animação quanto a trilha sonora, um jazz com muito estilo que agrada ao ouvido de todos com quem tenha o mínimo de conhecimento musical. Certamente, um dos títulos que mais vale a pena ver, mas que ficará por pouco tempo em cartaz.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Para alegrar o dia 144

Cachorrinho para adoção neste link (esperamos que já tenha sido adotado)...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O que dizer de 2015...

O ano que se foi realmente... foi bem complicado para muitas pessoas. Muitas demissões, crises de todas as formas possíveis. Momentos ruins - alguns poderão ser vistos na próxima semana em uma retrospectiva -, mas também, momentos bons. Não tenho o que me queixar. Meu 2015 ficará guardado com muito carinho em meu coração. Tive pequenas conquistas, as quais devo mencionar este ano. E, fiz uma viagem inesquecível..
Sim, aquela para NY, em que além de todos os lugares, pude ir a um show de Idina Menzel e me virar por lá também. Também foi um ano importantíssimo para minha vida espiritual. E em que tive que decidi pela minha saúde sentimental. Dando as boas vindas para 2016, agradecendo sempre ao Eterno por tudo o que tenho, especialmente minha saúde. A foto? Uma das tantas que tirei da rainha da Broadway.

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