Desejo: Boas Festas...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ANIMA INFO 1547

Mais informações do retorno das histórias inéditas do Zé Carioca

A editora Abril está, finalmente, dando corpo ao seu projeto de retomar as publicações de histórias inéditas do Zé Carioca. Caso não hajam mudanças, serão dois especiais. Um em outubro e outro em novembro. O de outubro traz todas as tiras do personagem da década de 40.
Já o especial de novembro trará as duas HQs inéditas atuais. Uma HQ de Fernando Ventura. E uma outra história de Arthur Faria Jr., com desenhos de Luiz Podavin. Os dois especiais terão 300 páginas, com as histórias e também matérias. Outras informações em breve.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ANIMA INFO 1546

ABRADEMI retorna suas atividades com encontro de Lady Oscar
A ABRADEMI - Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações - retornará suas atividades no próximo domingo com um encontro sobre Lady Oscar - A Rosa de Versailles (Versalhes). A atividade comemora os 40 anos do lançamento do mangá, um dos mais representativos e influentes no estilo feminino tanto no Japão como na Europa.
Haverá uma palestra de Cristiane Sato - autora do livro JAPOP - O Poder da Cultura Pop Japonesa -, mostra temática, exibição do animê dublado e interpretação da música-tema pela cantora Camila Sakihara. Além destas atividades, ocorrerá outra, uma aula de desenho mangá.
O encontro acontece no Assistencial Mie Kenjin Brasil: Av. Links de Vasconcelos, 3352, próximo ao Metrô Vila Mariana. É necessário levar 3 KG de alimentos não perecíveis ou então R$ 10,00. Outras informações, acesse os links acima.
Vale recordar que houve um hiato de 10 anos de atividades da ABRADEMI. A importância história da associação para o mangá/ anime no Brasil é incontestável, já que a mesma realizou o primeiro evento de mangás/ animes e também diversas palestras com dubladores e outros elementos ligados à cultura pop japonesa.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Censura à obra de Monteiro Lobato: a eliminação do passado...

Navegantes,
Hoje, alguns sites, entre eles o da Veja Online, divulgaram a intenção do STF (Supremo Tribunal Federal) em banir das escolas a obra Caçadas de Pedrinho de Monteiro Lobato. O motivo seria o racismo contido no título.
Pois é... como assim? Gente, o livro foi escrito em 1933. Naquele momento havia um racismo ainda mais latente que hoje. Não estou dizendo que isso é certo. Estou dizendo que havia e isso estava transcrito em algumas obras. O que querem fazer, afinal?
Eliminar o passado como ele foi? As pessoas não entendem que a negação de um fato só o reforça? Quando se quer apagar, eliminasse a existência do fato e, sem lembrança, corre-se o risco de que o mesmo volte a acontecer. É, no mínimo, ridículo querer tirar um livro das escolas por este motivo.
Onde estão e qual o papel dos professores, então? Não é justamente contribuir na educação e orientar? Não cabe a eles orientar sobre o momento histórico o qual o livro foi escrito? Alguns vão dizer: "mas criança não vai entender a explicação"... Desculpem, mas quem diz isso está subestimando e ajudando as crianças de hoje a serem, no mínimo, imbecis. Vou contar uma historinha...
Quando eu estava na terceira série... Havia uma colega negra e gorda na sala. Um dia, um moleque mala tirou sarro dela por estes motivos. Minha professora ficou metade da aula em um sermão que nunca esqueci. E tenho certeza muitos de meus colegas nunca esqueceram. Ninguém tirava mais onda com ela... Só os tontos mesmo...
Ou seja, dizer que crianças não entendem é subestimar a inteligência das mesmas. Eliminar o passado só faz com elas desconheçam e cometam os mesmos erros.
Reclamem em seus blogs, sites, redes sociais. Com seus professores e onde puder. Não podemos deixar que apaguem a nossa História e a nossa literatura. As mesmas devem ser explicadas, e não eliminadas como se nunca tivessem existido. O politicamente correto está gerando frutos nefastos com a ausência da História. Daqui a pouco, viveremos o mundo de 1984 de George Orwell, em que toda a História fora eliminada e alterada. É isso que queremos?

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ANIMA INFO 1545 - Especial

ParaNorman, uma animação com "conteúdo"

ParaNorman é ambientada uma animação  na cidade de Blithe Hollow, local que 300 anos atrás, houve uma famosa caça às bruxas. O menino de 11 anos Norman passa a maior parte dos seus dias apreciando filmes de terror e estudando crenças sobre fantasmas. Ele realmente tem a habilidade de ver e falar com os mortos, como a sua avó. No colégio, Norman se esquiva do bullying de Alvin e troca ideias com seu amigo Neil.
O garoto é contatado inesperadamente por seu estranho tio Prenderghast, com a revelação de que a praga de séculos da bruxa é verdadeira e está prestes a se tornar realidade. E, apenas Norman é capaz de impedir que isso possa atingir o povo da cidade. Quando um grupo de sete zumbis subitamente se levanta de sua sepultura, Norman descobre que está numa corrida contra o tempo junto de sua irmã e amigos.
A animação é uma produção da Focus Features e LAIKA, as companhias de Coraline. Após este título, ParaNorman é o segundo stop-motion de animação feito pela LAIKA em 3D, juntando as duas formas de arte para contar uma história assustadora, engraçada, mágica e emocional, hilária e assustadora.
Apesar de inicialmente parecer uma história comum, ParaNorman é uma animação tão densa, quiçá mais, que Rango. Sua inovação não se dá pela parte técnica. Mas, pelo argumento e roteiros muito bem trabalhados. Não é um título previsível. Ao contrário, há muitos elementos inesperados na história. Tão inesperados e instigantes, que nem é possível citá-los neste artigo para não estragar a percepção da obra. E filme também consegue subverter a lógica dos zumbis com muito bom humor.
Infelizmente, este longa-metragem animado não foi bem de bilheteria nos Estados Unidos, o que pode afetar seriamente sua "estadia" nos cinemas locais. Não é uma animação infantil. Inclusive, segundo a assessoria, algumas crianças saíram chorando em algumas prévias. Realmente, Paranorman faz-nos chorar.
Não de medo. Mas, a histórias nos remete a algo que pode ter acontecido. Algo tão profundo e sério, que bate nas portas da sociedade conservadora americana e, inclusive, na brasileira. E deixa-nos com uma indagação: o que o ser humano seria capaz de fazer por medo? As cenas finais também causam um sentimento interessante, de algo que ocorre em nossas vidas, mas que não temos coragem de admitir.
ParaNorman estreia esta sexta-feira em circuito nacional. Entretanto, fica o registro para que se veja logo este filme, pois, dada sua estranheza, corre o risco de ficar pouquíssimo tempo em cartaz. Mereceria um Oscar de roteiro. Mas, nem para animação, o conservadorismo de Hollywood permitiria uma indicação.
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