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Aug 7, 2008

Conscientização - valeu Anime Center!!!


Olá a todos,
Em meio a tantas notícias desanimadoras no universo da animação japonesa no Brasil, eis algo positivo e que deve ser citado, com certeza. Nossos amigos do JBox News (donos da imagem acima) puseram uma informação interessante de como foi o Anime Center.
Segundo os meninos, não houve venda de DVD pirata. Ou seja, é possível ganhar grana com convenções de animes sem a "ajuda" da pirataria. E olha que foi cantor de j-rock que a galera curte.
Este tipo de atitude deve ser mencionada e parabenizada. Quando a gente - no caso eu - pensa que está tudo perdido, eis que algo extremamente positivo acontece para nos mostrar que sim, a conscientização que tanto tenho batido na tecla é possível. As coisas só vão melhorar quando algumas "pessoas chave" deste meio verem que são importantes no processo de melhoria dos animes no Brasil e claro, a conscientização dos próprios fãs.

Aug 3, 2008

Conscientização, isso ainda é possível?

Bem, antes que a chuva faça cair a força novamente...
Estes dias, li duas informações que me deixaram um tanto, como direi, passada. Uma delas vem da possível "parceria" da Bandeirantes com a Igreja Mundial do Poder de Deus, conforme informou Flávio Ricco em seu site. Segundo o pessoal do grupo Rede 21, há outros sites confirmando.
Nada contra a igreja, mas é possível para ela conseguir concessão para atuar em televisão. Outras igrejas têm canais próprios. O lamentável - se esta informação se confirmar - é ver que a Rede 21 é para a Bandeirantes apenas uma maneira de ganhar dinheiro de forma bem rápida. Ganhou alguma coisa com a Gamecorp, ganharia agora. Nada contra o lucro. Mas, se é para existir assim, seria melhor que o governo federal tirasse a concessão da emissora.
E de outras. Há canais Brasil a fora que exibem seriados e animes sem o devido direito e aquisição para tal. Ou seja, são exibições piratas. Isso tudo é uma grande vergonha, como diria o Casoy!!! Muitos, e vejam, muitos licenciadores acreditam que o Brasil é um bom mercado. Mas, evitam de fazer negócios por causa da pirataria de DVDs e da insegurança que sentem de algumas televisões.
No final das contas, mesmo aos trancos e barrancos, a emissora que mais respeita o fã de anime, por incrível que pareça, é a rede Globo.

Outro ponto que me deixou um tanto sem reação veio do grupo de Peach Girl. Uma jovem entrou com uma ação (acho que é este o termo) junto ao Ministério Público do Consumidor. A resposta do senhor promotor de justiça é estarrecedora. Não sei o que comentar.
Ao que dá para entender, parece que só é de "interesse público" se se um cidadão morrer ou for esquartejado por culpa de uma empresa. Se uma companhia como a Panini prometer produtos e não cumprir o fato, tudo bem... beleza.
Bem, se a gente pensar... a Telefônica deixou todo mundo na mão e nada aconteceu... Por isso que há quem diga que a justiça no Brasil não tem duas medidas...

Olha, é tanta coisa errada, que minha voz esta diminuindo... Sei que alguns de meus leitores veêm em mim algém que tenta reagir contra estas coisas erradas, que parece que ninguém do meio dos animes e mangás tem vontade de falar. Só que estou sendo vencida pela desesperança. Acho que eu gritando sozinha não vai ajudar. Nada muda. Pelo contrário, só piora... Desculpem. Espero poder estar apenas com raiva destas situações e que seja um momento. Mas, estou quase jogando a toalha no chão... Daí vem a pergunta do post: conscientização, isso ainda é possível?

Jul 7, 2008

PRO TESTE PROPÕE CRIAÇÃO DE CPI DA BANDA LARGA

O Congresso Nacional deveria criar, imediatamente, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos provedores de acesso à Internet, a fim de identificar os motivos pelos quais o serviço é tão ruim, embora esse mercado seja, aparentemente, concorrido e lucrativo. A proposta é de Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PRO TESTE.
Segundo ela, a pane generalizada ocorrida com os usuários do Speedy, em São Paulo, nos últimos dias 2 e 3, foi só a gota d'água, pois, diariamente, consumidores ficam minutos ou horas sem acesso à Internet, sem que os problema sejam definitivamente solucionados. E não há qualquer iniciativa das operadoras de oferecer ressarcimento pelas horas sem serviço.
Veja mais informações neste link.


Jul 4, 2008

Apagão da Telefônica

Foi preciso esse apagão da banda larga da Telefônica para que as autoridades se comovam com as dificuldades de quem paga por um serviço que não tem qualidade? A atitude da empresa, ao demorar para informar sobre a pane, é tudo, menos estranha, porque a Telefônica jamais demonstrou respeito pelo consumidor brasileiro. Trata esse mercado como se fosse formado por cidadãos de segunda classe. (...) Leia mais no blog de Maria inês Dolci sobre os direitos do consumidor.

Apr 16, 2008

Conscientização

Conscientização

Olá caros leitores! Eis-me aqui novamente para alertar e fazer com que de vocês vejam algumas coisas que têm acontecido em nosso estimado meio de mangás e animes.
Quem clicar no marcador Conscientização, poderá ver que já falei de muitos pontos referentes ao meio. Infelizmente, alguns sites de notícias ignoram completamente os desatinos que têm acontecido em nosso meio. Pior que ao invés de denunciar, acabam ficando do lado que mais tem atrapalhado o desenvolvimento do animes e mangás no Brasil. Enfim, cada um com sua consciência...
Quem acompanha o PB, sabe que vejo com muitos maus olhos alguns de eventos que acontecem Brasil afora. Este último final de semana, alguns dos queridos leitores puderam ver o quão nocivo alguns destes eventos realmente são. Como pode um evento de anime e mangá – com suposta infra-estrutura – não receber alvará de uma Prefeitura? Há vários pontos que devem ser levantados. Especialmente pelos fãs, que bancam com seus recursos, eventos que não têm condições de receber um pequeno número de pessoas. Quiçá grande número de usuários.
Renato Siqueira também fez alguns questionamentos interessantes em seu blog, assim como os meninos do JBox News. É preciso que – urgente – os fãs vejam quais são as condições dos locais os quais ocorrem os eventos de animes. E tudo mais que já citei em outros “conscientização”. Não adianta jogar a culpa no outro, as empresas, nas emissoras de TVs. As mudanças devem começar por você, por ele, por mim. Enfim, por todos nós.
Como jornalista, como fã, sei que existem diversos problemas. Sei que muita gente odeia quando escrevo estas coisas. Mas é necessário, é necessário porque todos nós somos prejudicados por um sistema viciado e mal organizado. Por um sistema em que alguns querem se dar muito bem, em cima de gente muitas vezes, inocente.
Preze pelos seus direitos. Preze por aquilo que você diz gostar. Preze pela sua segurança e do outro. Pense se realmente vale a pena “se divertir” por alguns momentos. Renato citou alguns eventos. Se você perceber, verá que algumas das maiores empresas do setor não participam nem como apoiadores e nem como patrocinados. Por que será que algumas destas empresas não estão lá? Pode ter certeza: não é à toa...

Apr 14, 2008

ANIMA INFO 463

Animinas é cancelado em MG

O AniMinas - evento de animes, mangás e afins que aconteceria nos dias 12 e 13 de abril em Belo Horizonte (MG) - foi cancelado. Entramos em contato com a Yamato Corp. (empresa responsável pelo evento) e segundo sua assessoria, a empresa "ainda está verificando a situação junto aos seus advogados e apurando os procedimentos que serão tomados".
Contudo, fontes informaram ao Papo de Budega que a Prefeitura não concedeu alvará de funcionamento. Ou seja, o evento não tinha licença para funcionar. Algumas pessoas que foram ao evento estão indignadas e pretendem entrar com ações junto ao Procon, por desrespeito aos direitos do consumidor e danos morais.
Assim como no caso do cancelamento dos mangás da Panini, é interessante frisar que o cancelamento do evento - sem aviso prévio - denota desrespeito aos direitos do consumidor. Muitos usuários se deslocaram de várias cidades e tiveram o desprazer de ver seu tempo e dinheiro perdidos. Cabe frisar que não é apenas o dinheiro do ingresso, mas todo e quaisquer custos como transportes, lanches, gasolina, etc.
Assim, sempre procurando contribuir para conscientização e esclarecer o melhor possível os leitores, o Papo de Budega informa que existe sim a possibilidade dos usuários entrarem com ações junto ao Procon (inicialmente de Minas Gerais). E, caso haja um número maior de usuários lesados, existe uma outra possibilidade de entrar na justiça, por meio do Ministério Público do Consumidor de Minas Gerais. É necessário entrar em contato jutno ao órgão, fazer uma denúncia e seguir os procedimentos necessários. Como o número de pessoas lesadas é muito grande, o MPMG abreria uma ação pública contra a Yamato Corp. Em breve traremos mais esclarecimentos para os usuários e leitores que desejarem tomar tais medidas.

Feb 27, 2008

ANIMA INFO 430

Leitores podem acionar MP do Consumidor no caso Peach Girl

Na última semana, muito comentou-se acerca do cancelamento de Éden e Peach Girl. Leitores do segundo título entraram com ações contra a editora Panini no Procon.
O Papo de Budega buscou informações sobre o assunto com pessoas especializadas na área. Segundo a advogada e especialista Maria Inês Dolci, "com certeza trata-se de oferta enganosa e cabe atuação do Procon. Se não se obtiver acordo com a empresa o próprio Procon pode enviar o caso para o Ministério Público instaurar processo", ela comentou.
Contudo, procuramos mais informações a respeito e verificamos que o Ministério Público do Consumidor também aceita denúncias de abusos contra os direitos do consumidor. Para fazer a denúncia, é necessário ir pessoalmente (em SP ou outro Estado) ao Ministério Público, das 13h às 18h, ou via e-mail pelo pjconscap@mp.sp.br. É importante frisar que é necessário informar nome, pois o MP não aceita denúncias de anônimos.


Conscientização das editoras e dos leitores - parte 2

Olá caros amigos do Papo de Budega,
Muitos leitores de Peach Girl foram ao Procon para entrar com ações contra a editora Panini. Fiquei muito feliz ao ver que muitos leitores de outros quadrinhos deram atenção ao fato. A seriedade dos leitores/consumidores mostra um amadurecimento, espero que seja contínuo.

Tenho visto muitas pessoas (quiçá “fakes”) depreciarem a atitude dos leitores de Peach Girl. Seja dizendo que é inútil, seja dizendo que são tolos. Amigos: não é uma tolice. Não é uma atitude errada. Temos visto ao longo destes últimos meses, uma série de desmandos na área de quadrinhos. O ocorrido com Éden e Peach Girl foi a gota d´água.
Todos os leitores devem ter consciência que há problemas e que só com movimentos como este é possível a melhoria nas publicações. E quem sabe, evitar que outros títulos sejam cancelados.

No Brasil, parece que tudo e todos só sentem o peso da lei quando a mesma bate no bolso. Que assim seja, se for o caso. Outra coisa: a Panini não vai falir. Não confunda e nem deixem que criem medos ou confusões. É um direito. Direito do leitor, que como já disse antes, antes de ser fã, de ser leitor, é consumidor.

Outro ponto importante diz respeito aos colegas jornalistas. Fico feliz que muitos sites tenham dado a devida atenção ao fato. O papel dos jornalistas é extremamente importante. Não é possível pedir que aqueles que têm ligação direta com as editoras apareçam em público.
Em certas ocasiões, devemos nos lembrar que uma das funções do jornalista é atuar em prol do bem comum: no nosso caso, o bem dos leitores. Sabemos das dificuldades, dos problemas que existem no mercado de histórias em quadrinhos. Mas jogar – de forma direta ou indireta – a culpa nos leitores não é uma atitude razoável. Lembremos sempre que são eles (os leitores) e nós (que também somos leitores) que movimentamos o mercado.
Que daqui para frente seja pensado formas de distribuição razoáveis: a internet está aí para isso. Eventos de quadrinhos, de animes também. Até mesmo eventos próprios, porque não? Que haja planejamentos razoáveis para atender ao maior número possível de leitores. Será o fim dos tempos, se de repente, os leitores começarem a ler seus quadrinhos apenas por meio de scans...

Outro ponto: sei que muitas pessoas hão de criticar este post, que Sandra Monte é isso e aquilo. Que falem... Um dos compromissos deste site é sim divulgar informações que sejam interessantes e relevantes ao universo dos seriados, quadrinhos, animação, com especial atenção aos mangás e animes. Por isso, o Papo de Budega continuará sim a colocar tudo aquilo que interessa aos leitores.
Que falem mal... Mas que falem também dos problemas que existem em nosso mercado. De forma clara e serena. Sem xingamentos, devaneios, “puxa-saquismos” e coisas afins.

Feb 21, 2008

Conscientização das editoras e dos leitores

Amigos,
Esta semana está bastante conturbada para os leitores de mangás. O cancelamento de Éden e Peach Girl trouxe à tona um grande problema hoje no Brasil: a falta de planejamento por parte de algumas editoras.

Este comentário é para fazer os leitores – sejam de mangás, comics, gibis, etc – pensarem um pouco. Óbvio que este post é mais que especialmente para os leitores de mangás.

Houve uma época que os leitores de mangás reclamavam que existiam poucas publicações no Brasil. O tempo passou e o que verificamos, hoje, é que há um grande volume de títulos: sejam shoujos ou shonens. Um dos motivos dos cancelamentos da Panini pode até ser as baixas vendas. Mas, será que a editora planejou ou tem planejado adequadamente o lançamento dos mangás? Ela e as outras? No mesmo passo que cancelou dois, divulgou mais dois. Qual a lógica disso?
Culpar o leitor parece ser a prática preferida de algumas pessoas... Mas, e o planejamento?

diversos problemas que os leitores devem pensar mais seriamente: qualidade na tradução, na adaptação, uma distribuição mais adequada - com a possibilidade de assinaturas e coisas afins – organização, etc. Para trazer mangá, é necessário ter algo em mente: o quadrinho japonês é seriado, tem início, meio e fim. Quem traz tem que ter plena consciência disso.

Que os leitores pensem que antes de serem fãs, são também cidadãos e consumidores que merecem respeito. Não podem ser vistos somente como meros compradores. Afinal, são os leitores que sustentam as empresas editoriais. Que o ocorrido sirva para que haja uma reflexão maior por parte de quem produz, mas de quem consome também.
Temos muitos problemas em nosso país, em várias esferas. Que pelo menos em uma destas esferas haja um pouco de coerência de todos os lados.

PS: Em tempo, quem procurou as informações sobre os Direitos do Consumidor foi o Fabio, que pode ser visto no grupo de Peach Girl no Orkut.

Feb 20, 2008

CANCELAMENTO DE PEACH GIRL E ÉDEN - ORIENTAÇÕES

Estes últimos dois dias foram de um profundo pesar aos leitores. Dois títulos foram re-cancelados: Éden e Peach Girl. Os dois mangás não foram os primeiros cancelamentos da editora Panini, que já havia tirado do mercado Shin-Chan.
O motivo alegado pela empresa editorial foi baixas vendas. Contudo, em outras ocasiões, a Panini havia assegurado que lançaria – pelo menos Peach Girl – até o final. Esta promessa não foi cumprida, o que pode ser caracterizado como desrespeito ao Direito do Consumidor.
Os leitores – e antes de tudo, cidadãos e consumidores
– podem entrar com uma ação contra a editora Panini, acionando o órgão de defesa do consumidor: Procon. As orientações que seguem abaixo estão no grupo de Peach Girl.
Se você se sentiu lesado, pode sim entrar com um processo. Você que não comprava nenhum dos dois títulos, envie e-mails de repudia para mangas@panini.com.br e pelo site (Selecione o tópico em questão Contato do Departamento Comercial e de Marketing, demonstrando sua insatisfação. Hoje, foram Peach Girl e Éden. Amanhã pode ser o seu mangá ou quadrinho preferido. Talvez esta seja a hora dos fãs de todos os mangás, sejam shounens, shoujos, hentais, yaois e afins unirem-se para que o mercado editorial organiza-se, para que outros títulos NÃO sejam cancelados.

Trecho extraído do grupo de Peach Girl
Em primeiro lugar, peguem a edição 25 de Peach Girl e abram na primeira página do "Peach Papo". Agora leiam as 3 primeiras linhas. Leram? Pois isso já é o suficiente para abrirmos uma nova reclamação no Procon contra a Panini.
Temos uma afirmação por meios oficiais de que teríamos a publicação garantida até o final da série. Nas palavras da própria editora da linha de mangás da Panini.
No momento que essa afirmação foi descumprida, a Panini passou a fazer uma propaganda enganosa. E propaganda enganosa, dá ao leitor o direito de entrar no Procon contra a editora.
É quase a mesma coisa que aconteceu com o primeiro processo que entramos contra a Panini. Mas dessa vez, como é reincidência, talvez o processo corra um pouco mais rápido. Agora: O que devemos fazer?
Peguem a edição 25 de Peach Girl e tirem uma cópia dessa página do Peach Papo. - Separem o RG, CPF, e vão até o Procon mais próximo.
E onde fica o Procon mais próximo? Aqui tem uma lista com vários endereços espalhados pelo Brasil. Procurem o Procon que seja mais próximo de onde vocês moram: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/procon.asp?acao=buscar
Quando chegarem no Procon, expliquem o caso para a atendente. Digam primeiro que a Panini já havia cancelado a revista anteriormente, mesmo afirmando que seria publicada até o final. Expliquem que mangás são coleções fechadas, com início, meio e fim, e que uma série cancelada pelo meio não tem serventia alguma. Então mostrem a xerox da página do Peach Papo, com a afirmação oficial da editora "garantindo" que Peach Girl seria publicado até o final.
Digam que como consumidores estão se sentindo lesados, e que gostariam de ter seu dinheiro de volta, já que isso foi propaganda enganosa, e diante disso, pela lei, temos o amparo legal.
Nessa hora a atendente vai dar para vocês uma pequena ficha que deve ser preenchida com a reclamação (e a xerox vai em anexo com a reclamação). - Na hora de preencher a ficha, digam exatamente isso, que se sentiram lesados, que a editora garantiu que publicaria a revista até o final e que cancelou antes do final da série, e que no caso, vocês estão se sentindo lesados e que querem ser ressarcido do prejuízo que tiveram ao comprar a série, a qual a editora prometeu publicar até o final e que não cumpriu.

É o Artigo 35 do Código do Consumidor:
Art. 35 - Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:
I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade;
II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;
III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia e eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.


Traduzindo, podemos exigir que a Panini publique Peach Girl até o final (como eles mesmos afirmaram que fariam), ou, podemos pedir nosso dinheiro de volta, devidamente atualizado para valores dos dias de hoje.
Mas quem decide se os leitores terão o dinheiro de volta ou se a Panini terá que republicar a série até o final será um juiz. - Mas das duas uma, ou o juíz vai obrigar a Panini a nos devolver o dinheiro por todas as edições de PG que já compramos, ou então dará para a Panini a escolha de ou devolver o dinheiro, ou terminar de publicar as edições ainda pendentes.
Quanto maior o número de processos contra a Panini, maiores serão as nossas chances de obtermos vitória. - Eu já fiz minha reclamação hoje cedo. Agora cabe a cada um de vocês fazer o mesmo. É um direito nosso, e isso vai garantir, mesmo que demore um pouco, que tenhamos nosso mangá publicado até o final.

Jan 19, 2008

Palavras/ Words/ Palabras 24

Lado Negro do Mercado dos Animes no Brasil - parte 2: Os perseguidores da jóia das verdades Conscientização!

Olá a todos!
Complementando o Palavras 23, eis-me aqui para continuar a discussão e esclarecimentos do Lado Negro do Mercado dos Animes no Brasil - parte 2: Os perseguidores da jóia das verdades. Como eu disse anteriormente, esta é uma boa época para reflexão, pois é o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
Houve uma discussão razoável sobre o assunto, mas há muito mais dados a serem mencionados, para que os fãs possam pensar em várias coisas que acontecem neste meio.

Muito se discutiu sobre o direito autoral. Acho que os sites podem e devem sim ter referências. Mas, não custa citar a fonte. E é isso que não entendo: dizem que é proibido copiar o deles, mas fazem isso com o dos outros. É algo como: “faça o que digo, mas não faça o que eu faço”. Meu, para que colocar “é proibido copiar de nosso site”? As pessoas têm que parar de achar que isso é normal. Isso não é normal. Existe uma coisa chamada Lei de Direito Autoral.

Eu pergunto: os sites americanos divulgam as fontes, mesmo entre sites concorrentes. Por que não se faz isso aqui? Em relação ao Papo de Budega, sei que disseram que não dão créditos para sitezinhos ou blogs como o meu. Agora, por que esta raiva de mim? Eu não entendo porque algumas pessoas têm raiva do meu trabalho. No que eu incomodo tanto? Digam-me? Não estou pedindo muito. Ou será que estou?

As pessoas têm que parar de pegar como referência os erros, as bobagens. No Brasil pensa-se e age-se da seguinte forma: se fulano pode jogar lixo na rua, eu também posso. Não é para ser assim. Não é.


Nada do que eu disse até o momento é pedir muito. Sou uma das pessoas mais “antigas” neste meio. Eu fui ao primeiro evento de anime no Brasil. Comprei as primeiras revistas, vi os primeiros animes da geração CDZ e alguns mais antigos... Já vi muitos problemas. Mas, eu quero que haja mais animes no Brasil.

Durante muito tempo eu critiquei os fansubers. Hoje, vejo que muitos são sérios. Traduzem e colocam a disposição na net. Alguns distribuidores não vêem mal nisso, porque ajuda na divulgação. Só que muitos fansubers – que não têm a quem reclamar – tem seus trabalhos devidamente “roubados” por lojinhas. Estas lojinhas não se dão nem o trabalho de fazer a tradução. É uma mamata mostruosa.

Aguns pessoas e organizações poderiam ajudar para uma “moralizar” um pouco as coisas. Daí vem os problemas nos eventos, alguns... nem todos são picaretas! Algumas organizações poderiam colocar a seguinte imposição: a lojinha só venderá aquilo que ela própria traduziu e adaptou. Se uma lojinha não o fizer isso, não venderá em nosso evento. Puxa meu, já seria o início... Haveria respeito, pelo menos, com os fansubers sérios.

Os fãs não têm idéia de como atrapalha ter tanto DVD pirata os eventos. Já conversei com muitos licenciadores e empresas e todas são unânimes: o mercado brasileiro pode ser bom, mas é difícil vender alguma coisa aqui por causa da pirataria.
Daí sempre vem alguém e diz: mas é o governo que tem que fazer as coisas, reduzir impostos, atuar contra a pirataria. Verdade. Concordo com isso. As distribuidores têm que reduzir os preços. Também concordo, em alguns casos há preços altos. Mas, a população tem sim que fazer sua parte. Para tudo em nosso país, joga-se a culpa nos governos. Não importa o partido. As pessoas sempre falam de seus direitos. E os deveres? Ninguém lembra? Não é possível dar um jeito no problema dos DVDs de forma geral. Mas, nós fãs de animes, podemos contribuir para que pelo menos em nosso universo, a coisa não seja tão ruim assim...

Há mais problemas, Sandra? Sim... oh!
Muitos jovens são recrutados para serem “staffs ou colaboradores”. Só que ganham como “pagamento” a entrada e um lance. Leitores: se isso acontece, não é pagamento. Isso é exploração de trabalho.
Entendam: se você trabalhar em um evento, é um trabalho temporário e como tal deve ser remunerado de forma justa. Meu... é para isso que existe o salário mínimo, para ser a referência para todo tipo de pagamento. Querem um exemplo: aqui em São Paulo, nos finais de semanas, há pessoas que distribuem panfletos em faróis (normalmente propagandas de carros e imóveis). Dependendo da empresa, estas pessoas recebem por volta de 30 a 40 reais o dia, mais um lance. Se não em engano... acho que é por aí...
Se você vai trabalhar no lugar, você tem que entrar para trabalhar e receber um crachá. Daí você vai, trabalha e depois é remunerado. Não fique feliz por “fazer parte da turma”. Definitivamente, você não está ganhando nada com isso. Não caia nessa, por favor. As pessoas que trabalham em eventos devem ser dignamente remuneradas. Afinal, cobram ingresso para entrar, têm que pagar dignamente que trabalhar, certo?

E um ponto que deve ser levado em consideração, e que talvez ninguém tenha parado para refletir abertamente... Um evento – vamos chamá-lo de “Cumpades” do Anime – tem entrada de 10 reais. Supondo que tenha sido divulgado que o evento teve – sei lá – 70 mil pagantes, quanto que dá o montante? Acho que 700 mil reais.
Meu... o que fazem com isso? Das duas uma: ou mentem no número de visitantes - o que é altamente provável, já que um evento no Brasil não teria como ter quase o mesmo número de visitantes do San Diego Comicon ou Salón de Manga de Barcelona; ou realmente ganham rios de dinheiro e não fazem nada em prol dos fãs.

Com este recurso, muitas empresas legalmente licenciadas de animes poderiam ter sido criadas. Meu, poderiam trazer tantos animes com boa qualidade, dublagem... mas o que alguns eventos fazem? Nada. Ganham $$, mas não fazem nada para melhorar a vida dos fãs. Antes que alguém venha e fale: mas tem aluguel do espaço, tem isso e aquilo de custos. Sinto muito. Só o que se cobra de estandes, possivelmente, daria para pagar estes itens.

Ah, não podemos esquecer de outra coisa: por que o ingresso tem um preço tão alto? Vejam, supondo que um certo evento diz que a entrada de um dia custa – por exemplo – 19 reais e que este preço seria equivalente a meia-entrada. Cara do céu... se 19 reais é a meia-entrada, então quer dizer que a entrada base é de 38 reais? Sim, porque a meia-entrada é medida pelo preço base do ingresso!!!
Ou... talvez quem sabe... supondo que neste meu incrível "devaneio", talvez possam ter encontrado uma "forma" para que não haja a meia-entrada... Será? O_o Não.. é delírio meu...
Agora, por que há uma discrepância tão grande de preços de eventos? A entrada da 13ª edição do Fest Comix, por exemplo, custou 10 reais a inteira e 5 reais meia-entrada! O Expo Colecionador tem entrada gratuita! E são todos eventos correlacionados! Se você se sentir lesado, procure o Procon e o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) de sua cidade.

Tem coisa neste meio que não adianta mentir, inverter ou dar aquela contornada... Mais um exemplo? Sim. O evento de cosplay mais importante do país é o World Cosplay Summit. É o WCS que leva para o Japão. É com o WCS que você aparece na TV japonesa. É pelo WCS que o cosplayer pode homenagear a cultura que ele custa. Mas, ter o reconhecimento do governo japonês!

Puxa, gente... Eu quero que o mercado brasileiro cresça. Eu quero ver mais e mais animes nas prateleiras em lojas legais de DVDs!!! Eu quero sim que haja muitos eventos, que venham muitos artistas. Mas eu quero e muitos de vocês - tenho certeza -, queremos produtos legais dublados, com boa imagem e áudio! Queremos muitos eventos, mas com entradas a preços justos, com atrações que compensem o valor do ingresso! Que ganhem dinheiro, afinal, estamos em um mundo capitalista! Mas, façam alguma coisa de útil!

Não vou proibir ninguém de copiar este post em fóruns, grupos e afins. Pode pegar este texto! Pode colocar o link e levantar discussões. Se não quiser, tudo bem. Mas reflita. Se você continuar a viver neste meio, se quiser ser verdadeiramente respeitado como fã, quer mesmo passar a vida inteira pagando por DVD não oficiais? Pagando fortunas para entrar em eventos? Quer mesmo continuar a ler informações incorretas, roubadas e sem credibilidade?
Complementos ao texto: leia a Lei da meia-entrada no seu Estado. Leia o que diz a CLT – CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. Procure o Procon de sua cidade caso detecte problemas. Os japoneses vieram e trouxeram muita coisa legal da cultura deles. Temos o dever de respeitar tudo isso, e claro, sermos respeitados.

Ah, antes qu eu me esqueça... Tenho cadastro em diversos sites de imprensa. Eu queria entender por certos eventos (se não for delírio meu... O_O) pedem o CPF do jornalista. Para mim, não há lógica... Por que será que pedem...? Como diria a personagem da novela Tieta: mistéeeeriiiiooo....


Hi friends,
This text is just Portuguese language.
But, you can translate for your language. I believe that it will be easier to understand if I to try to translate... Right?


Hola amigos,
Este texto está solamente em lengua portuguesa. Pero, usted puede traducir para su lengua. Creo que será más fácil de compreender do que si yo intentar traducir…Vale?

Jan 7, 2008

Palavras/ Words/ Palabras 23

Lado negro do mercado brasileiro de animes Conscientização

Este é o primeiro comentário do ano. Talvez seja um pouco duro, mas é importante lembrarmos que 2008 é o ano do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Uma boa época para que os fãs e algumas pessoas da área de animação e quadrinhos japoneses possam refletir.
Hoje, falarei de algumas coisas importantes no mundo brasileiro de animes. Infelizmente, algumas coisas acontecem e não há quem fale do assunto. O mercado brasileiro de animes (DVD e TV) poderia ser bom. Acredito que o lançamento de mangás ajuda bastante. Mas muita coisa errada acontece. Acho importante sempre lembrar e mencionar as mazelas desse meio.
Estes dias, vi certo site “OOO”, cujos donos também atuam em eventos. O website falou mal de sites de outros eventos. Dizem que estão sendo copiados. O curioso é que o “site (evento) OOO” copia notícias de pages descaradamente.
Também é curioso que em seu grupo do Orkut, proibem de falar de pirataria. Mas, em seus eventos, o que mais há são DVDs piratas. Então eu pergunto: por que a hipocrisia? Por que falar mal dos outros se fazem o mesmo? Apóiam na surdina a pirataria e difamam os produtos legais.
Passam informações erradas para os leitores. A polêmica da HDTV ocorreu devido ao sistema escolhido, e não pelo motivo que citaram... foi tão ridículo que não lembro. E apagam as bobagen que escrevem, quando veêm que escreveram asneiras...
Ah, também mentem nas datas. Sim... Querem passar a idéia que de foram os primeiros a divulgar uma informação. O que fazem? Simples: mudam as datas das postagens.
Falam mal do texto alheio, mas escrevem “homossexualismo”, quando na verdade, querem dizer homossexualidade. Escrevem “disponibilizar”, só que este termo não existe na língua portuguesa. E escrevem conjugações erradas e tantas outras bobagens, asneiras que dá nojo. Desde quando Rnma 1/2 foi exibido no canal Animax? Alguém sabe me dizer???
Falta o mínimo de bom senso. O mínimo de ética. O mínimo de respeito. Você que lê o Papo de Budega, sabe que procuramos fazer o certo. Ás vezes erramos, mas acredito que pouco. Procuramos ficar ao lado dos fãs, mas entendemos as empresas. Sabemos que existe um contexto que - muitas vezes – atrapalha certas negociações. Sabemos que erramos nos textos, mas tentamos corrigi-los e agradecemos quem nos corrigem.
Nós não colocamos que “é proibido copiar de nosso site”. Por quê? Porque sabemos que é difícil não copiar. Mas procuramos dar os devidos crétidos. Sempre. De que adianta escrever no rodapé que “é proibido copiar de nosso site sem nossa autorização” se fazem isso o tempo todo? Copiam de todo mundo
Como eu disse, a hipocrisia que existe neste meio me dá nojo. Pense duas vezes antes de aceitar qualquer bobagem como informação. Pense duas vezes antes de apoiar cegamente qualquer evento. Pense várias vezes que suas atitudes podem atrapalhar a vinda de animes, brinquedos e outros produtos.
E vocês que fazem tudo isso: pensem mais nos fãs e menos no bolso. Pensem mais nas atitudes corretas. Usem um bom dicionário. Para falar sobre animes, live action, cosplay, também é preciso usar o que tem dentro da cabeça. E se você não sabe o que é... Daí está difícil mesmo.
O mercado americano é grande, mas os fãs de lá apóiam o que é certo. Nós temos tudo para fazer o correto. Avaliar quem é sério e quem é aproveitador é o primeiro passo para as coisas melhorarem...

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Este texto está solamente em lengua portuguesa. Pero, usted puede traducir para su lengua. Creo que será más fácil de compreender do que si yo intentar traducir…Vale?