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terça-feira, 16 de agosto de 2016

ESTRELA AMARELA (Yellow Star)

Estrela Amarela (Yellow Star) de Jennifer Roy é daqueles livros que a gente encontra sem querer em uma prateleira de livraria, lê a sinopse e tem certeza que o mesmo é excelente. Por diversos motivos: compreensão pessoal, entendimento de que nossos problemas são muito pequenos comparados aos que um criança pode passar, os motivos que levam uma pessoa a migrar de um local a outro costumam ser dolorosos.
As linhas abaixo são um resumo da publicação que está no site da Companhia das Letras. Até mesmo quem escreveu este resumo deve ter se emocionado com o título, de tão perfeito que este resumo é. Expressa palavras e usa a simplicidade necessária para descrever a publicação fantástica que é "Estrela Amarela". Título obrigatório para quem acredita que tem problemas e poder entender que há outros maiores no mundo.
E, que a História, a humanidade, não pode de forma alguma, esquecer o Holocausto. O absurdo de um momento histórico visto pelo olhar de uma criança. Os fatos da obra são verídicos. Infelizmente, pelo livro ter sido escrito publicado em 2006, e pelas pesquisas que fizemos, a protagonista Sylvia Perlmutter já faleceu. Mas, como a autora do livro bem nos lembra: a memória de todos aquelas pessoas que partiram por causa do ódio não pode ser esquecida. Nunca.

Como tantos outros sobreviventes do Holocausto, Sylvia Perlmutter ficou em silêncio por muitos anos, tentando esquecer aquilo por que passou. Mas, aos poucos, com a chegada da velhice, as lembranças começaram a vir à tona; Sylvia sonhava com a guerra e se lembrava constantemente do sofrimento pelo qual havia passado. Era hora de contar a sua história.
E foi o que ela fez: falou e falou à sobrinha, Jennifer Roy, escritora experiente, que soube transformar essas conversas em um relato tocante e ao mesmo tempo delicado. Roy se utiliza da voz da própria Sylvia para narrar o dia a dia da família e a sua luta pela sobrevivência durante os seis anos de guerra. No começo, com apenas quatro anos, Sylvia nem ao menos entende o que se passa à sua volta. “Minha boneca é judia?”, ela se questiona. Seus pais decidem fugir para Varsóvia, mas não conseguem trabalho. Ao retornarem a Lodz, são obrigados a abandonar sua casa para viver em um apartamento bem pequeno, sem banheiro, com as duas filhas.
A partir daí, tudo passa a ser diferente: as meninas não podem ir à escola - a mais velha deve trabalhar, assim como os pais, e Sylvia fica em casa sozinha o dia todo -; é preciso reinventar as brincadeiras, já que não há mais brinquedos; comer o que os alemães permitem, e muitas vezes morrer de fome; se acostumar com as cores tristes do gueto e com alguns acontecimentos assustadores, como o dia em que Hava, a grande amiga de Sylvia, some sem deixar rastro.
As estações do ano se seguem e o plano de extermínio dos alemães se intensifica. Sylvia precisa passar as noites escondida em uma sepultura, no cemitério, e meses trancada com outras onze crianças pequenas, todas muito doentes, em um porão totalmente escuro e úmido. São “as crianças do porão”, as únicas sobreviventes do gueto. Quando os russos chegam, e Sylvia pensa em liberdade pela primeira vez, está a um dia de completar dez anos.
Dividido em quatro partes cronológicas, cada uma com uma introdução sobre os acontecimentos históricos do período, Estrela amarela é um relato íntimo e tocante, feito a partir dos olhos dessa menininha, que mais de uma vez escapa da morte apenas com a ajuda do acaso.
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