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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ben-Hur (2016)

BEN-HUR é a história épica de Judah Ben-Hur (Jack Huston), um príncipe falsamente acusado de traição por seu irmão adotivo Messala (Toby Kebbell), um oficial do exército romano. Destituído de seu título, afastado de sua família e da mulher amada (Nazanin Boniadi), Judah é forçado à escravidão. Depois de muitos anos no mar, Judah retorna à sua pátria em busca de vingança, mas encontra a redenção. Baseado no romance clássico de Lew Wallace, "Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo".
Como a maioria dos filmes que são refilmagens, é muito difícil não recordar do título original. Este novo "Ben-Hur" tem poucos pontos semelhantes ao filme de 1959. Apesar de ser um filme longo para os padrões atuais, cerca de 2h40, o longa-metragem retirou diversos acontecimentos. Não é um filme ruim. Mas, certamente deixará algumas pessoas que viram o BEN-HUR com Charlton Heston com uma impressão estranha.
A começar pelo próprio protagonista. apesar de Jack Huston ter tentado, não convenceu muito como protagonista. Talvez porque ele seja fisicamente muito diferente de Heston. Conceitualmente, o personagem sofreu mudanças avassaladoras. É claramente perceptível a mudança de sentimento religioso do herói no primeiro filme, dando sentindo ao que acontece à mãe e irmã. Ou seja, perdeu-se a questão religiosa neste novo filme.
Tentou-se acrescentar com uma mensagem positiva, mas parece que alguma coisa ali ficou falsa. Isso tudo para quem assistiu ao original. Fora isso, há uma grande ênfase ao Sheik Ilderim, interpretado por Morgan Freeman. Outro ponto totalmente diferente é q presença de Jesus. No filme de 1959, ele aparece sempre de costas e nada diz. Fica subentendido que é ele e isso dá um tom bem interessante. Agora, Jesus tem cara é o Rodrigo Santoro.
Na entrevista coletiva, tanto Santoro como Huston falaram sobre os desafios de fazer este filme. Huston procurou não se preocupar com as comparações com Heston. Santoro encontrou mais espiritualidade fazendo seu papel. Como citamos, é um bom filme se o espectador desconsiderar totalmente a versão original. Mas, decepciona pelo excesso de mudanças feitas conceitualmente na história original.
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