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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Os Dez Mandamentos - o Filme, faltou o básico: educação

Editado às 21h57: no trecho com cor diferente.
O universo cinematográfico brasileiro foi tomado pelas notícias acerca de Os Dez Mandamentos - o Filme, que estreou semana passada em circuito nacional. O título conseguiu feitos inacreditáveis de pré-venda o que causou amores e ódios no meio do entretenimento. Por ter sido muito badalado neste sentido, obviamente, tornaria-se alvo fácil para toda sorte de críticas.
O que acontece com o filme é digno da vitória de um campeonato qualquer, em que ninguém aceita o título de um time qualquer por "n" razões. Houve uma mega pré-venda, mas que em muitas sessões houve muitos espaços vazios nos cinemas. Houve o fato em si, a venda. Mas, o resultado final é o mencionado por diversos veículos de comunicação. Mas, qual seria o motivo para tamanho fracasso?
Eu poderia dizer que o mesmo que fez a novela ter feito tanto sucesso. E que a "Record/Universal" ignorou totalmente. O público não-fiel da igreja Universal. Um grande número de pessoas assistiu à novela e um dos motivos foi o tratamento de marketing da mesma em  sua estreia. Haviam propagandas em diversos veículos como por exemplo, na grande transferência do metrô Paulista/Consolação (o corredor entre a Linha Amarela e Verde) em São Paulo.
O que imaginamos que ocorreu é que a "Record/Universal" assumiu o marketing da produção, deixando assim, a Paris Filmes em segundo plano de atuação. O problema é que a publicidade ficou centrada praticamente única e exclusivamente dentro das igrejas e veículos de comunicação da mesma. Fora delas, não se via nada. Ou seja, a "Record/Universal" ignorou o público diverso, o público de cinema. Daí, temos outra triste constatação. Mesmo tendo recebido de "graça" o ingresso, porque os próprios fieis não foram? A questão é bem simples e não pode ser tomada de forma pejorativa: foi falta de cultura, de educação. A atuação em muitas igrejas restringe-se em apontar o "culto pelo culto". Não se incentiva que estas pessoas aprimorem seus conhecimentos.
Retirado do site Gazeta do Povo

E entende-se conhecimento como leituras de livros e revistas - para além da bíblia- peças teatrais, museus e sim, cinema. Grande parte das instituições religiosas não incentiva o conhecimento. Não é interessante a elas, ter pessoas "pensantes". Daí, quando se precisa -  acho que estas foi a primeira vez que isso ocorreu - , estas mesmas pessoas não entendem que ir ao cinema é uma ação cultural. Esta é uma lição triste vista com toda a situação que vai "para além da venda de ingressos". Grande parte das pessoas que frequentam tais instituições não têm cultura o suficiente para ir ao cinema, seja pela falta de incentivo, oi desinteresse diversos.
Daí, o papel que deveria também ser cultural de instituições religiosas em incentivar conhecimento, perde-se somente em gritarias, em incentivos a preconceitos entre outros fatores nada louváveis. Faltam às instituições ter também um papel importante de educação. Ou seja, venda por venda de ingresso pode ser "bonitinho", mas falta algo mais importante a população.
Por fim, eu ainda não viu ao filme. Não pelas críticas de jornalistas, porque sei que muitos deles não viram a novela e criticaram com o plus de raiva contra a Universal, ignorando o trabalho real feito na produção e atores. Contudo, houve quem tenha visto a novela e disse que ficou decepcionada. É um pouco com base nesta pessoa que estou divagando se vou ou não assistir ao filme.
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7 comentários:

Hikki Shinozaki disse...

Eu acho que você deveria ir sim ver esse filme, como tecer uma crítica equilibrada se você não viu né?
Eu fiquei bem surpreso, pois, pelo que eu li e pelo que disseram da novela e a novela nos tts do Twitter... Enfim, eu achei que ia ser sucesso mesmo, uma pena... Pra indústria do cinema nacional isso seria sensacional pois seria uma produção diferente e com efeitos especiais e talz... Bom, o jeito é esperar uma outra estória ser contada.

lance disse...

o filme é um resumo da novela com algumas senas a mais, duvido que seja uma questão cultural, acredito que as pessoas não querem ter que sair de casa tendo que pagar onibus para ver quase tudo que ja viu.

Unknown disse...

Se você assistiu a novela saiba que não vai ver nada diferente do que muitos esperam.Até porque a história é a mesma,os atores tambem. A diferença que foi reduzida,o som e a imagem.Outra diferença também que quando se é fã você vai com a cabeça leve,livre de críticas independente do que aconteça ou o que aconteceu.Fui e vou novamente.Sou fã e ponto.

Mah Oliveira disse...

"As pessoas que frequentam tais instituições não têm cultura o suficiente para ir ao cinema."
Espero que na sua longa caminhada você estude mais e aprenda a ponderar as palavras, porque na verdade você quis dizer que nós somos um bando de burro.

Sandra Monte disse...

Alterei o texto para que ninguém se sinta tão ofendido, apesar de minha opinião não ter mudado muito. Enfim...

Victor Hugo Carballo disse...

hehe meus aplausos Sandra! Que bem ver que você está afiada como sempre, e não conivente. Eu já acho o seguinte, com a internet, não existe desculpa para não ir atrás de conhecimento, mas se essas ovelhas preferem se autochafurdar em coisas da idade média, a culpa é somente delas.

Em um mundo que mais precisamos de Carl Sagans, mais Teleevangelistas aparecem.

Rapozinha Thabi disse...

Acredito que muito do fracasso foi primeiro a novela acabou de acabar e o filme é a novela com a promessa de um final diferente. Segundo a Record forçou a barra na propaganda exagerada na televisão, não havia um único programa que não parava para falar o quanto o filme é maravilhoso com pessoas "normais" obviamente pagas para falar o quanto estão deslumbrada, como o filme é divino e de outro mundo... Sabe aquela coisa que é dificil de acreditar que aquela pessoa realmente gostou? Fora as pesquisas (sem informação do instituto que tenha feito) sobre pessoas de outras religiões que não iriam perder o filme.. creio que isso tb faz com que, quem tivesse vontade de ver ou rever não queira mais.