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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Distrito 9

Planeta Terra. Em um determinado momento da História, uma nave alienígena chega ao nossa planeta e paira em Joanesburgo, capital da África do Sul. Os Extraterrestres são obrigados a descer devido a uma pane. Em chão, eles são colocados em um local chamado Distrito 9. Lá, as condições de vida são as mais desprezíveis possíveis. Os aliens vivem de forma degradante.
Por conta da fortíssima rejeição dos seres humanos, o governo - por meio de uma empresa - inicia um processo de deslocamento para uma outra área, distante da população humana. Neste processo, o gerente da evacuação Wikus Van De Merwe acaba contaminado por um fluído alienígena. O homem tem que escapar da própria empresa, que deseja usá-lo como "arma" em suas atividades.
Grosso modo, este é a sinopse de Distrito 9, produção de 2009 que concorreu a vários Oscars. Nele é nítida a alusão ao "apartheid" da África do Sul. Também é uma referência aos vários campos de refugiados pelo mundo, que normalmente são degradantes. Há também fatores históricos e culturais locais da região  que também ocorrem nesta produção.
Por exemplo: há humanos que comem partes dos ETs acreditando que trazem benefícios físicos. Esta é uma referência a muitos grupos (tribos) africanos em que pessoas têm partes do corpo decepadas por tais motivos, como os albinos. Além disso, as ações de remoção são típicas de exércitos locais para com os "indesejáveis".
O roteiro é bem interessante, uma produção que assusta um pouco. Afinal, sempre vimos alienígenas como figuras assustadoras. Em Distrito 9, eles são as vítimas. No final, este longa-metragem incomoda porque vemos nele nossas ações como seres humanos, tudo o que poderíamos fazer em nome do dinheiro. E, assim, fica-nos a indagação: o que é "ser" humano?
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