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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Charlie Hebdo, o jornal desnecessário...

Caros navegantes...
Quando ocorreram os ataques ao jornal Charlie Hebdo em janeiro, deixei claro nas redes sociais que não concordava com as mortes, mas que eu também achava desnecessárias as sátiras que o jornal fazia... Inclusive, mencionei um pouco isso neste meu texto. Agora, o mesmo jornal polemizou novamente, desta vez com o menino sírio morto semana passada. A imagem dele na praia todo mundo lembra... Neste link é possível ver as sátiras e a imagem do garotinho... Daí pergunto: que merda desnecessária foi esta?
Os franceses estão muito mal acostumados a achar que toda liberdade de expressão é válida. Usando o jargão comum do Facebook: PAREM, POR FAVOR, PAREM! Além de desrespeitar a memória do menino, também zoaram com os cristãos e ao mesmo tempo incutem ideias erradas para muçulmanos e cristãos... Como?
Oras, lá atrás, eles ajudaram na islamofobia dos cristãos para com os muçulmanos. Agora, fazem exatamente o contrário: uma cristofobia dos muçulmanos para com os cristãos. Daí pergunto: o que este jornal pensa que está fazendo? Basicamente, fomentando ódios mútuos... Existe um limite para a "zoeira". Em um momento em que os ânimos estão exaltados, encher os corações de mais ódio - de um lado ou outro - não levará ninguém a lugar algum.
Inclusive, imagina a cena: os refugiados já saíram de uma situação complicada. A maioria é pacífica... Mas, pode ser seduzida com a ideia que terroristas podem incutir neles: "viram, eles se fazem de bonzinhos, mas brincam com nossas crianças mortas..." De forma geral, a Europa terá que decidir o que ela entende por respeito e liberdade de expressão. Já falei aqui: a "liberdade de expressão" não pode em hipótese alguma ser confundida com falta de respeito.
Porque o jornal faz exatamente aquilo que ele mesmo diz criticar: fomenta intolerância aguda... E, lastimavelmente, é o que esta publicação sumariamente tem feito. Infelizmente, inocentes podem "pagar" novamente pelas asneiras que eles veiculam... E não, não colocarei imagens de Charlie Hebdo, porque este é um jornal - pelo visto - desnecessário...
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6 comentários:

Stefano disse...

Sandra.. eu conheço bem o "charlote"... o diretor deste pasquim(philippe val) é chapa-branca... hipócrita... ele demitiu 1 cartunista sob alegação de "antissemitismo" http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/166631/Cartunista-foi-demitido-de-Charlie-por-piada-'antissemita'.htm
e mais.. ele acoberta 1 amigo pedófilo (patrick font)

a "Liberté d'expression" de "charlo" é seletiva...

Hikki Shinozaki disse...

Liberdade de expressão...
Sinceramente eu não sei como opinar aqui oque eu penso sobre o assunto, mas uma coisa é certa, a partir do momento em que sua opinião fere o outro de forma negativa este outro tem direito de resposta.
Como diz o texto a cima, não podemos confundir liberdade de expressão com liberdade pra ofender. A zuera tem limite sim.

FR disse...

Com isso esse tipo de coisa eles conseguem exatamente aquilo que eles querem: criar polêmica e aparecer. Veja que eles conseguiram que até você gastasse o seu tempo para fazer um "jabá" do jornal (com link e tudo). É a mesma filosofia que o Feliciano e, principalmente o Bolsanário, fazem: falam coisas absurdas e esdrúxulas, que até eles sabem que seria impossível implementar, para ganhar destaque na mídia. Quanto mais os jornais ou outros meios de comunicação de massa expõem as ideias loucas deles, mesmo dizendo "Olha o absurdo que este cara fala", no fundo, estão cada vez mais promovendo esses caras. Deixando, assim, o nome deles cada vez mais conhecido. Exemplo, quem sabia quem era Marco Feliciano antes dele criar suas polêmicas e virar destaque na mídia? Enfim, propaganda é sempre a alma do negócio...

Sandra Monte disse...

Pior que no final é verdade...

Virou propaganda gratuita...

FR disse...

Só para clarificar minha ideia do comentário anterior. Ela é feita com base no que é aplicado no dito método científico. Neste método, quanto mais citado for um artigo científico maior é a sua importância. Qualquer agencia de fomento à pesquisa (governamental ou privada), por exemplo, premia os cientistas que possuem artigos bastante citados em outros trabalhos independentemente do conteúdo desses artigos. Se alguém vai lá e publica uma clara e grande asneira. O correto é não citar (dar destaque a asneira). Se vários cientistas resolvem fazer artigos citando o da asneira, mesmo que para mostrar que ele está errado, no fundo, eles estão dando destaque para a asneira. O número de citações do artigo com a asneira vai subir e, desta forma, ele se tornará importante no meio científico, assim como o cientista que o publicou. Por exemplo, considere que alguém publique um artigo científico dizendo que a nossa realidade é na verdade um genjusto feito por uma entidade qualquer. Se esse trabalho for citado por vários outros artigos científicos, mesmo que para ser refutado, o seu autor terá uma alto número de citações. O que, no sistema atual, o faz ser considerado um cientista de destaque, ganhando prioridade para receber financiamento para suas pesquisas. Isso ocorre porque é impossível para uma agencia de fomento a pesquisa, uma instituição ou pessoa verificar o conteúdo de todos os artigos científicos publicados no mundo a cada instante. São muitos. Por isso, no meio científico, quando alguém fala (publica) uma grande asneira os outros cientistas, devem simplesmente ignorar (desprezar), deixando-a cair no esquecimento. De forma simplista, o desprezo e a indiferença são a principal arma da ciência contra ideias (ou ideais) ditos claramente errados. Isso também é feito para que as asneiras com respaldo científico não sejam espalhadas e passem a ser de conhecimento geral. Se os cientistas ainda dessem um alto grau de citações (mesmo que para dizer que está errado) para os artigos científicos publicados no período antecedente a 2ª Guerra que abordavam a eugenia da raça humana e os ditos fatores biológicos que levavam a superioridade de determinadas raças, esses artigos problemáticos teriam destaque e acabariam aparecendo bastante e com destaque em sites, jornais, revistas, no programa da Fátima Bernardes... E novamente, mesmo que nesse meios seja dito que aquilo que se é falado nesses artigos é completamente equivocado, o destaque dado a eles de certa forma vai acarretar num maior número de doidos seguindo as teorias malucas que neles estão escritas. Na mesma premissa, pode-se dizer que se uma pessoa nunca teve o conhecimento sobre o conceito (ato) de envenenar alguém (através de um filme, estudo científico ou outro meio), ela não matará alguém, por vontade própria, através de envenenamento. Ela pode até matar, mas não por envenenamento. Da mesma forma, ela também não saberá que pode ser morta por envenenamento e não terá o receio disso. Enfim, da mesma forma que você não fala (nem mesmo consegue reconhecer) uma língua que nunca conheceu, você não seguirá uma ideia, um ideal ou até mesmo uma religião que nunca soube da existência. É com base nisso que, algumas pessoas tentam chamar a atenção para os seus ideais (ou para si) através do destaque que ganham na grande mídia e na sociedade em geral por suas falas ou ações polêmicas.

Sandra Monte disse...

É...
Eles chamaram a atenção.

Mas, como as referências culturais são outras... Não seria de admirar que o jornal levaria uma ponta bomba na cabeça...

Porque chamam a atenção (na minha concepção, da forma errada) de outras pessoas e grupos que têm referenciais totalmente diferentes. O problema: pessoas que não têm medo de matar, quão menos de morrer...