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terça-feira, 29 de setembro de 2015

A identidade cultural na pós-modernidade

A identidade cultural na pós-modernidade do autor britânico Stuart Hall é um estudo do chamado "estudos culturais", em que o leitor embarca em questões interdisciplinares. O autor aborta de forma muito clara questões sociais e culturais da modernidade. Apesar de ter mais de 20 anos, a obra continua atual em sua essência e mostra ao leitor, apontamentos importantes de identidade.
Como a sinopse bem nos mostra, o "homem da sociedade moderna tinha uma identidade bem definida e localizada no mundo social e cultural." Se um operário era um operário, basicamente ele seria "isso" e viveria como tal em diversos setores de sua vida, não somente no trabalho. Seria alguém que viveria desta forma em âmbito local ou nacional.
"O sujeito assume identidades que não são unificadas ao redor de um 'eu' coerente. Dentro de nós há identidades contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas. (...) A identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia."
Porém, nos dias atuais, certos elementos sociais, culturais e econômicos mudaram a forma de pensar, de viver e de "se ver" das pessoas. É exatamente neste ponto que o autor toca. Houve um deslocamento "das identidades culturais de classe, de sexualidade, de etnia, de raça e de nacionalidade." Difícil dizer como as pessoas se enxergam hoje, ou como deveriam se enxergar ou enxergar o mundo. São estas questões que o autor aborda.
Um adendo: o livro que lemos é da DP&A Editora, a mesma capa da imagem desta postagem. Entretanto, esta publicação está esgotada. Há uma outra versão disponível de outra editora e queremos crer que a qualidade de tradução pode ser tão boa quanto ao material lido desta resenha.
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1 comentários:

Hikki Shinozaki disse...

Nossa, parece ser bem legal! Valeu pela dica Sandra! Vou procurar mesmo, isso pq entendo perfeitamente a questão de tentar entender o modo como "me vejo" ou que o outro "se vê".