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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Filme: A Dama Dourada

O filme A Dama Dourada (Woman in Gold) - com lançamento nacional hoje - é baseado nos fatos da vida da austríaca Maria Altmann e do jovem advogado americano Randy Schoenberg, neto do célebre compositor de música clássica Arnold Schoenberg. Também é inspirado no premiado livro A Dama Dourada: a história da obra-prima de Gustav Klimt, Retrato de Adele Bloch-Bauer” (José Olympio Editora), escrito pela jornalista Anne-Marie O’Connor.
A história reconstrói a saga da família judia Bloch-Bauer, uma das mais respeitadas na Viena da virada do século XIX para o século XX, grande incentivadora das artes modernas. Sessenta anos depois de fugir de avião de Viena para os Estados Unidos, durante a 2ª Guerra Mundial, uma senhora judia, Maria Altmann (Helen Mirren), começa a sua jornada para recuperar os bens de sua família apreendidos pelos nazistas, entre eles a obra-prima do pintor Gustav Klimt, o “Retrato de Adele Bloch-Bauer”, considerado o quinto quadro mais caro do mundo.
Na companhia de seu inexperiente, mas valente jovem advogado Randy Schoenberg (Ryan Reynolds), Maria embarca numa grande batalha que os leva diretamente ao coração do governo austríaco e também à Suprema Corte americana, o que obriga a destemida velha dama a confrontar difíceis revelações, memórias devastadoras e inesperadas verdades ao longo do percurso.
Em meio às lembranças da Maria e a atualidade do momento (no filme) dos processos contra o museu austríaco, o filme mostra parte dos horrores e que os nazistas cometeram com os judeus. Normalmente, lembramos das imagens dos campos de concentração, mas a "coisa" começou antes, nas cidades. Humilhando-os nas ruas, cortando suas barbas e cabelos a força, fazendo-os escreverem em paredes que eram judeus, fechando seus estabelecimentos.
E sim, roubando seus bens. Um dos pontos mais interessantes de notar - muitas pessoas esquecem -, é que alguns judeus eram ricos porque trabalharam muito para terem seus bens. O regime nazista os culpavam por serem ricos pelo trabalho. Também vemos a conivência dos cidadãos comuns para com o regime. Mas também, que haviam aqueles que eram contra, como na cena da senhora do varal.
O filme nos faz pensar o que é justo, o que é de direito. Que, é preciso ser a favor do que é realmente correto. Como a decisão dos membros da "mesa redonda" na Áustria. E também, que é preciso ter coragem, como o advogado teve em seguir em frente. Um longa-metragem que, apesar de um tema tão pesado, ainda tem uns momentos cômicos. Poucos, mas têm. Afinal, na "Áustria há muitos cangurus". É necessário ver A Dama Dourada (Woman in Gold) para entender.
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1 comentários:

Hikki Shinozaki disse...

Opan, valeu pela indicação Sandra, o filme parece ser interessante. Vou tentar ver, assim que possível.