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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Redução da maioridade penal: o que as pessoas não estão discutindo...

Queridos navegantes...
Estes dois últimos dias, as redes sociais viraram novamente um "campo de batalha" virtual. A bola da vez foi a questão da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos aprovada na última quarta-feira na "Câmara dos Deputados". A respeito do fato em si, acho que esta reportagem da Folha de São Paulo elucida alguns pontos. Não gosto de Eduardo Cunha - ele representa uma ala da sociedade que não aceita o não - mas o fato é que existe uma brecha no texto da Constituição para o ato dele.
O fato é que vocês sabem que sou a favor da redução. Talvez não para tudo. Mas, para os crimes hediondos, sim... A pessoa nesta idade sabe que maltratar, estuprar e fazer outras maldades são ruins. Não é uma questão de ficar pior na cadeia, porque a pessoa já é ruim mesmo. Na reportagem acima - pegando o caso de SP - a porcentagem de infratores é muito pequena. Ou seja, os presídios não vão superlotar como alguns disseram. Penso que ninguém acha que isso inibirá quem comete os crimes. Mas, é uma forma mais rápida de punição. Ou ao menso, conforto para aqueles que sofreram o crime.
Daí, um outro ponto tem a ver com algumas faixas de alguns deputados, que falaram que a solução é educação. Que o Estado deve dar educação. Concordo com isso. Afinal, nossas escolas estão degradadas. Mas, estas mesmas figurinhas, tipo "Jean Wyllys" entre outros, ficaram mudos, quietinhos com a redução orçamentária da educação deste ano. Curioso isso... E daí, vem uma grande questão: é só o Estado quem deve dar educação?
Galera não está pensando que a sociedade inteira está errada. Tanto conservadores quantos os ditos "liberais". Não é só o Estado. É o Estado também... A educação que tanto se fala não é só a formal. É uma educação familiar. Formação pessoal mesmo. Só que é ai onde a ferida dói. Onde estão as famílias? Muitos jovens infratores não têm pais. Só mães. E, onde estão as mães? Trabalhando...
Vejo alguns homens "liberais" falarem uma série de coisas, mas nenhum deles afirmam que devem haver leis mais duras para os homens que não querem assumir seus filhos. Joga-se a batata nas costas só dos homens conservadores. Mas, estes pelo menos, deixam claro o que são. Os tais homens "liberais" não fazem menção disso. É mais fácil para eles dizer que para mulher deve ser liberada e não dizer que o homem tem que ter mais responsabilidades. Percebem a diferença? Daí, tem muita mulher cobrando mais liberdades para elas, e deixando de lado as obrigações dos homens... Assim é fácil homem ser "feminista".
Daí temos as ditas feministas. Elas falam que a mulheres têm que ser livres, sair e ir trabalhar. Filhos? Tenha-os e os deixem as escolas ou babás. Ou seja, no final das contas, é um empurra-empurra de responsabilidades que toda a sociedade tem. Só que ninguém quer assumir as próprias cagadas. Fica mais claro e visível ver o que os conservadores estão fazendo, como a ação da redução.
Escrevo este texto para elucidar que é muito lindo todos os discursos que vemos na internet. Pessoas liberais "revoltadas" com os conservadores, mulheres que querem liberdade total, mas esquecem que ser mãe é um ato de entrega... Não de entregar a criança ao Estado, mas de entregar-se a si mesma. Pessoas que estão exigindo do Estado o que nem elas têm capacidade de dar aos seus próprios filhos. Façamos todos uma reflexão geral, por gentileza? Ao invés de ficar em guerrinhas bobas de Twitter e Facebook...
Por final, quem ficou profundamente revoltado com a redução... Ao invés de ficar no chororô em rede social, veja quais são os trâmites agora. Porque tem que passar pelo "Senado" e voltar para a "Câmara dos Deputados". Exija do seu senador uma posição firme. Reclama no site da Câmara, com os deputados que mudaram a opinião em 24h, etc. Não fica que nem tonto em rede social dizendo que vai "desamigar", isso e aquilo. Eu já fui assim e hoje vejo como isso é meio bobo...
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3 comentários:

Hikki Shinozaki disse...

Pois é Sandra, eu era favorável a redução, depois fiquei com um pé (talvez os dois) atrás, mas sinceramente quarta-feira a noite e já tinha decidido que era favorável. O problema é que eu queria que o mundo fosse bonitinho e utópico e tudo mais, mas não é. É realmente revoltante ver certos "di menó" que cometem crimes gravíssimos e ficam impunes.
Outro dia, vi uma reportagem no cidade alerta, um cara de 17 anos cometeu um crime, antes da meia noite (e depois da meia noite ele teria 18 anos),enfim, como ele cometeu o crime antes de ser maior de idade ele se safou. Ou seja, a pessoa pode transformar o Brasil num inferno, mas, se for de menor tem uma pena branda de três anos na "fundação casa".
É complicado.

Karina Dos Anjos disse...

Pra mim a maioridade civil e penal já deveria ser 16 anos faz tempo. Pessoas de 16 anos sabem o que fazem perfeitamente. E eu sou a favor por uma coisa muito prática, impedir que a população ache justo fazer justiça com as próprias mão e sair linchando e invadindo cadeia.

Concordo quando você diz que essa turma que não quer a redução da maioridade na verdade tá jogando a responsabilidade dos pais para o Estado. E se educação formal acabasse com os males do mundo não existiriam criminosos formados e nem cientistas capazes de cometer atrocidades como os nazistas.
Na verdade a suposta liberdade que algumas feministas pregam é apenas irresponsabilidade, já que muitas querem direitos, mas muito poucas querem deveres iguais aos homens. Muitas dessas acham um absurdo uma mulher pagar pensão ao ex-marido, o que já acontece na lei brasileira.
Toda essa turma ama as ideologias tortas e tá se lixando pro povo. Afinal a maioria esmagadora quer essa redução há anos. Mas os ''progressista que falam em nome do povo'' não querem saber de ouvir o povo.

FR disse...

Já reparou que tudo hoje em dia é 8 ou 80? Diria até 0,8 ou 800... Se não for a favor é contra! Se não for contra é a favor! Eu tenho pra mim que isso vem da cobrança de que as pessoas devem ter uma opinião formada sobre tudo... Pelo que vejo, na nossa sociedade atual, é inconcebível que alguém não tenha uma opinião sobre a novela das nove, a economia, a música sertaneja, a seleção brasileira, o Neimar, a Dilma, os Cavaleiros do Zodíaco, Naruto, o casamento da Preta Gil, a Globo, a Record, a cor, a raça, a sexualidade e a religião alheia... Às vezes, me parece ser um crime alguém ter a humildade de dizer que não sabe ou não tem opinião sobre um assunto qualquer... Afinal, somos "especialistas" em tudo. E daí que eu não sei nada sobre a cultura popular japonesa, vou dizer dizer que sou OTAKU, mesmo sem saber a conotação negativa que isso tem... E daí, que não sei o que é um impedimento, que o técnico da seleção brasileira não sabe o que faz eu tenho certeza! E daí, que não sei nada de arquitetura ou engenharia, mas que deviam fazer aquela ponte do jeito que eu estou falando e não do jeito que eles acham, deviam... E daí, que eu não sou especialista em direito ou jurisprudência, eu vou tomar partido em decisões jurídicas e lutar com quem for contra... E daí, que eu não sou especialista em ciências sociais, eu vou defender a ideologia X com unhas e dentes, mesmo sem saber ao certo o que é X... E daí, que não sei nada de história, vou dizer que a ida do homem a lua e o holocausto foram farsas criadas pelos Yankes Imperialistas... E daí, que eu não sei o significado ou a origem do termo "Yankes Imperialistas"... Vou usar assim mesmo, e aí de quem dizer que isso não é certo... Eu estou sempre certo... Enfim, realmente não entendo porque algumas pessoas, passam 4 anos numa faculdade, 2 anos num mestrado e mais 4 anos num doutorado estudado um ou dois tema específicos... Qualquer um pode, decidir o que é ou não é justiça social, o que se deve ou não deve ser ensinado nas escolas, qual o desenho japonês que mais influencia a cultura brasileira, qual será a taxa de juros que fará a economia subir como um balão, assim como e quando deve ser feita uma operação de apendicite...