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terça-feira, 7 de julho de 2015

Culturas híbridas: o que somos e isso não é ruim

Culturas híbridas é um dos mais conhecidos, talvez o mais conhecido - livro de Néstor García Canclini, antropólogo e crítico cultural argentino. Traz em uma "(...) primeira definição: entendo por hibridação processos socioculturais nos quais estruturas ou práticas distintas, que existiam de forma separada, se combinam para gerar novas estruturas, objetos e práticas." Ainda segundo a sinopse do site da Livraria Cultura,

Como entender o encontro do artesanato indígena com catálogos de arte de vanguarda sobre a mesa da televisão? Em busca de uma resposta a essa indagação emblemática, Néstor Canclini analisa a cultura nos países da América Latina levando em conta a complexidade de relações que a configuram na contemporaneidade - as tradições culturais coexistem com a modernidade que ainda não terminou de chegar. Neste livro, devem ser apresentadas suas reflexões sobre o fenômeno da hibridação cultural nos países latino-americanos, procurando compreender o intenso diálogo entre a cultura erudita, a popular e a de massas, e sua inserção no cenário mundial. Para empreender a análise, Canclini pretende lançar mão de uma abordagem interdisciplinar e de um tratamento intercultural do tema.

Canclini não pega casos brasileiros, mas suas elucidações podem funcionar bem em nossas terras. Porque as semelhanças das culturas latinas são realmente próximas. Em nosso caso, nossas três grandes matrizes: indígena, negra e branca fundiram-se profundamente. Fora isso, as influências recentes externas, especialmente da cultura norte-americana mostra-nos da importância da questão da hibridação. Isso não pode, de forma alguma, ser posta como algo inferior. Deve sim ser colocada em igualdade com culturas mais homogêneas. E é neste ponto que a obra de Canclini é tão relevante.
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