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terça-feira, 9 de junho de 2015

Telenovela, consumo e gênero


As telenovelas são, definitivamente, os mais abrangentes (em alcance) produtos culturais de consumo para o Brasil. Estão para nós o que os filmes estão para os americanos e animes estão para os japoneses. Há diversas teses e dissertações sobre telenovelas e inclusive, um centro de estudo na Universidade de São Paulo. Livros, vários. Um deles é Telenovela, consumo e gênero de Heloisa Buarque de Almeida. O resumo no site da Unicamp diz bem do que trata a obra,

"Esta tese analisa a relação entre telenovela e formação de hábitos de consumo, em suas interfaces com as construções de gênero. Para tanto, realiza por um lado uma etnografia de recepção de uma novela das oito da Rede Globo, O Rei do Gado, com famílias de camadas médias e populares na cidade de Montes Claros (MG). Nesta etnografia, mostra como, na interação com a novela, os espectadores transformam-se em consumidores. Os espectadores realizam um intenso processo de diálogo e reflexão de suas próprias vidas pessoais através da interação com a narrativa da novela. (...) As novelas funcionam, assim, como uma espécie de educação de sentimentos numa sociedade de consumo."

Hoje, no momento desta resenha, vale frisar que vale a pena interagir esta obra com o objeto de estudo, a novela O rei do gado, novamente na TV abertura no período da tarde, no Vale a pena ver de novo. E, inclusive, pensar nos apontamentos acerca da publicidade mencionados no livro e o momento atual das telenovelas noturnas. Como o tempo mudou, ou não, esta relação do público, publicidade e este produto. Será que hoje, as novelas continuam a ter tanto impacto na vida das pessoas? Esta talvez seja a grande questão nos dias atuais, já que influências diversas podem ter minimizado a importância deste tipo de dramaturgia.
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