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terça-feira, 17 de março de 2015

Sobre o livro “Contos de Amor, de Loucura e de Morte”, de Horacio Quiroga

Enquanto que em Poe (Edgar Allan), a Morte é quase um delírio de uma mente excitada (como no conto "Ligeia"), em Quiroga, ela é realidade, é consciente e se utiliza de meios reais, quase sempre físicas, sendo por vezes cruel, como no conto "O Solitário", centrado no joalheiro Kassim e sua esposa obcecada por joias. “Uma Estação de Amor” pode enganar o leitor com o idílio de Octávio e Lídia, mas a ação verdadeira vem da presença fúnebre da mãe da moça, causada por uma overdose de morfina.
A habilidade do autor de revelar o sombrio mesmo em situações corriqueiras prende a atenção, e a cada conto o suspense é assustador. É como um filme, onde o clímax é construído desde as primeiras linhas, o leitor sabe que algo acontecerá, mas não como. E é esse “como” o grande ás de do autor – um exemplo disso é o conto “O Travesseiro de Plumas”. Horror puro.
Veja resenha completa de Contos de Amor, de Loucura e de Morte de Horacio Quiroga acessando esta ligação.
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