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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A liberdade de expressão seletiva da Folha de São Paulo

Caros navegantes...
Na ocasião, teci alguns comentários acerca do incidente do Charlie Hebdo. Não aqui no meu site, mas especialmente no meu Facebook. Ok, achei que a coisa tinha esfriado no quesito "liberdade de expressão"... Que nada, quão o fato ainda parece em voga, porém, com um viés extremamente hipócrita. Basta ler este link da Folha de São Paulo. Por que hipocrisia? Porque o pessoal continua teclando nesta história de "liberdade de expressão", de um pensamento do século XIX e de algo que não foi visto em nada do link.
Quando ocorreu o incidente, houve uma baita comoção, mas muita gente da imprensa não parou para pensar seriamente na tal "liberdade de expressão". O que seria isso nos dias atuais? Até que ponto opiniões são "liberdade de expressão" ou ofensas. Até que ponto o que se faz em charge é realmente necessário. Tipo.. tem graça para quem? Tem função realmente social exatamente para quem? ´Ou é tudo simplesmente fruto do ego de quem escreve?
Estas questões ficam claramente respondidas no citado link. Se fosse realmente para recriar o "espírito do Charlie Hebdo", teriam feito uma charge semelhante a que desencadeou os ataques de janeiro. Não recriaram, não satirizaram e nem criticaram. Sabe por quê? MEDO. Não é respeito, é MEDO mesmo. Medo de sofrer atentados semelhantes. Porque se fosse respeito pelo sagrado, não teria satirizado Jesus Cristo. Pode não ser sagrado para mim, para você... Mas, é para alguém.
Mas, fazer sobre o cristianismo é válido, "beleza". Daí pergunto, qual a necessidade de fazer uma charge como a citada? Existem dois pesos e duas medidas. "Tipo, o jornal francês fazendo estas charges sobre TODAS as religiões, 'beleza'... A gente não... a gente respeita... " A "!liberdade de expressão" da Folha de São Paulo, quiçá outros jornais nacionais, é realmente seletiva. Ou faz-se sobre tudo, ou sobre nada. Decidam-se.
Que fique claro... Como muitos viram em meus posts no Facebook na época: sou contra charges de caráter "sagrado", que não são críticas e nem tendem a ser nada. Charges deste tipo costumam ser egocêntricas, não são exatamente críticas a religião, mas são críticas ao caráter sagrado que as mesmas trazem. Independente do "sagrado". A vontade é tanto para "falar mal", que simplesmente "fala-se" sem pensar, sem entender, e pior, SEM QUERER entender.
E no Brasil... como em muitos setores... Não existe esta "liberdade de expressão". Existe uma ideia da mesma. Finge-se que existe com textos introdutórios tolos como do link citado. Só mesmo os tontos para não perceber o caráter quase cretino do texto: "Espírito do Charlie Hebdo". A humanidade parou para pensar tanta coisa, está na hora para repensar esta expressão também... "liberdade de expressão" que, no final, tem-se mostrado um termo utópico.
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1 comentários:

L.Karina disse...

Sempre acho engraçado que gente que gosta de agredir os outros se esconder na ''liberdade de expressão'', mas basta alguém discordar um pouquinho das opiniões deles pra ser atacado. Tudo bem não acreditar em Deus ou ''denunciar a hipocrisia das religiões'', também não vejo nada de mais em paródias bíblicas no Chapolin tinha várias, mas uma coisa que é feita só pra agredir não tem nada de tolerantes, tem sim de ego.
Porque alguém que faz deboche com símbolos religiosos de qualquer religião se crê superior e inteligente o suficiente para pisar naqueles que considera inferior. E isso não tem nada de tolerante pra mim tem a mesma mentalidade dos terroristas.