Desejo: Boas Festas...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Diabolik Lovers ディアボリックラヴァーズ só não é pior por falta de espaço...

Ao longo deste ano, o Papo de Budega apresentou diversas resenhas de animes dos mais variados estilos. Alguns bons, outros excelentes. Alguns outros sem lá muita alma. Porém, eles tinham a acrescentar de alguma forma. Contudo, esta será a primeira vez que teceremos uma resenha de um dos títulos de animação mais desprezíveis vistos até hoje por esta jornalista.
Inu to Hasami wa Tsukaiyo 犬とハサミは使いよう - um dos animes resenhados - foi um desenho animado que já apresentou lá seus problemas em seu conteúdo. Mas, nada comparado a ruindade de Diabolik Lovers ディアボリックラヴァーズ. A protagonista é frágil demais, meiga demais, suporta demais os abusos que sofre dos vampiros. Eles sugam direto o sangue dela e a garota não reage. Pelo contrário, até parece gostar. Neste ponto, lembra demais animes "hentais", só que sem o sexo explícito. Ou seja, talvez fosse melhor ver logo um anime pornográfico a ficar em insinuações de sadismo e masoquismo.
Há um excesso de situações não explicadas. Deveria ser algo com suspense, mas é tudo roteirizado de forma tão artificial, superficial... que nem dá vontade de querer entender os personagens. Os vampiros são uns "bonitões" que supostamente se vestem de forma "estilosa". Mas, se trouxermos suas roupas e seus estilos para o mundo real, veremos que todos eles se parecem com "gays afetados" sem nenhuma elegância. Não tem como ter alguma empatia com personagens que deveriam ser algo, mas transpassam um ideal totalmente oposto.
Há uma musiquinha de fundo que parece demais música de motel. Só que em situações sem o menor charme e desejo. Talvez a intenção fosse elevar a líbido do espectador. Mas, o excesso de insinuações sem fatos concretos só faz irritar quem espera por algo, que qualquer coisa aconteça. Porém, não acontece nada. Só uma "chupação" de sangue irritante, que não faz avançar o argumento. Este que, aparentemente, é quase inexistente. O argumento resume-se em 'vampiros que chupam sangue de adolescente, fim".
Percebe-se a delinquência de quem produziu este anime. É puro fanservice. Este é um dos animes em que a máxima influência negativa dos "otakus" se faz presente. Não tem uma "história", a animação é medíocre e toda a parte técnica é sem qualidade. Ficamos a pensar também o quão envergonhados os dubladores devem ter se sentido ao que interpretar um anime tão estúpido assim.
Por todos os motivos citados acima, Diabolik Lovers ディアボリックラヴァーズ entra para o rol de ser uma das piores animações que esta jornalista viu. Não apenas anime, mas animação. Vale a pena pretensos escritores, produtores e animadores verem para NUNCA fazer nada parecido com este título.

ANIMA INFO 1637

Pokemon chega ao Netflix em versão dublada

A The Pokémon Company International e o site Netflix informaram oficialmente para todo o globo que, a partir de amanhã, os assinantes da segunda poderão assistir instantaneamente aos episódios da animação Pokémon, especialmente esta última temporada: Preto e Branco. Os entusiastas de Pokémon de todas as regiões da Netflix também poderão acompanhar Ash, Pikachu e seus amigos nos filmes complementares Pokémon O Filme: Preto — Victini e Reshiram e Pokémon O Filme: Branco — Victini e Zekrom. O site Netflix informou ao Papo de Budega que tanto série de TV quanto filmes chegam em versões dubladas.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sem o politicamente correto... Reinações de Narizinho - volume 1

Muitas histórias acabam por ficar no imaginário de uma dada sociedade. Algumas frases ou situações são ditas e bem da verdade, muitas vezes não sabemos de onde vêm tais termos. Depois de ler Reinações de Narizinho - volume 1, percebemos como o universo de O Sítio do Pica-Pau Amarelo faz parte de nossas vidas, falas, cultura...
O Sítio é popularmente conhecido por suas séries de televisão e algumas polêmicas relacionadas à censura. Porém, a matriz de "O Sítio" são diversos livros de Monteiro Lobato. As obras foram escritas entre os anos 20 e 40 do século passado. As histórias têm algumas particularidades.
Por conta de nosso atual momento histórico, parece-nos estranho ler "negra de estimação" em livro infantil. Porém, precisamos lembrar que Lobato viveu em um tempo em que era comum tratar os negros desta forma. Também há sequências que hoje teriam problemas com a classificação indicativa. Afinal, em um dado conto Pedrinho diz que é bom ter dinheiro para comprar uma arma.
Ou seja, um dos pontos mais importantes hoje é entender o pensamento daquela época e como podemos ler e reler tais situações nos dias atuais. E, compreender alguns chistes nada corretos e transcrevê-los adequadamente para as crianças. Para os adultos que leem "Reinações", o título vale muito a pena ver justamente por conta destes elementos politicamente incorretos.
O volume 1 traz ilustrações de Paulo Borges, cujos desenhos são baseados na animação de "O Sítio". E, falando no desenho animado... também fica quase que claro que de todas as adaptações para a televisão, a que ficou mais próxima do original - mesmo com os conceitos politicamente corretos - foi a animação, os quais trechos dos episódios podem ser vistos neste link.
Monteiro Lobato acabar por nos mostrar que infantil NÃO é sinônimo de chato ou imbecil. É possível ser inteligente, irônico e engraçado sem ser piegas e sem tratar criança com idiota. Vale recordar que "Reinações" tem o volume 2, ainda não lido por esta resenhista.

Um pouco de minha infância morreu, adeus Harold Ramis

Pode parecer um título um tanto forte, navegantes...
Mas, a verdade é que um pedaço de minha ionfância morreu ontem. Harold Ramis foi um dos meus atores preferidos quando era criança. Eu amava Os Caça-Fantasmas. E, mais especialmente o Dr. Egon Spengler, o papel dele. Por causa deste personagem, acabei conhecendo mais o trabalho de cada um dos artistas principais.
O que chega a ser curioso na internet é ver que você não está sozinha... Que um monte de pessoas também sentiu o falecimento do artista - ator e diretor. Fiquei tão sem palavras quando o Valter Santos partiu no final do ano passado. Nestas horas que vemos que o tempo não para... a idade está chegando...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Uma história de cachorro estranha... Inu to Hasami wa Tsukaiyo 犬とハサミは使いよう

Inu to Hasami wa Tsukaiyo 犬とハサミは使いよう - título da grade do Crunchyroll - é daquelas animações japonesas que em parte você gosta, mas em outra você despreza. É um mix estranho porque há cenas muito engraçadas. Não é um humor refinado, mas sim algo quase debochado. O argumento é até interessante.
Esta é uma série de comédia e mistério que gira em torno de um colegial chamado Kazuhito Harumi. Ele é morto no meio de um assalto, mas depois ressuscita na forma de um cão de raça Dachshund. Em sua nova vida, Harumi é adotado por uma romancista sádica de tesoura em mãos, Kirihime Natsuno.
O  anime até seria normal se não houvesse tanto, mas tanto "fanservice". Difícil entender como funciona a cabeça de alguns fãs destas produções, para que os produtores façam algo chamado "fanservice" (história que, para agradar ao público especialmente masculino, costuma ter conotação sexual). Não é normal - por exemplo - uma relação quase incestuosa da irmã para com o irmão.
Fica a questão: isso seria natural na sociedade japonesa ou é o tal fanservice? Também há uma das personagens é totalmente masoquista. Agora, o que talvez seja mais estranho é a relação da protagonista e seu cachorro. Para quem não está acostumado, pode ser bem estranho ver esta animação por tudo isso. Inclusive, seria indicada somente para otakus.
Inu to Hasami wa Tsukaiyo 犬とハサミは使いよう talvez seja um dos exemplos atuais de animes cuja influencia de otakus atingiu a produção da forma mais negativa, como nos lembra Hayao Miyazaki em suas críticas recentes para com a indústria do anime.
Fica o registro de que a animação e desenhos de personagens são muito bem feitas. O principal dublador, Takahiro SAKURAI 櫻井孝宏, é o mesmo do Polar em Shirokuma Café o Shiryu em Cavaleiros do Zodáico Hades, Inferno e Elíseos. Já Marina INOUE 井上麻里奈 dá um tom louco e agradável a Kirihime Natsuno.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As consequências humanas da Globalização

Globalização: as consequências humanas, é dos livros do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. O título foi lançado originalmente em 1998, momento em que o termo estava eu seu auge. Hoje porém, falar em globalização é algo quase redundante. Tão óbvio o momento que vivemos.
O termo é muito lembrado em sua vertente puramente econômica. Contudo, nem sempre são lembradas suas consequências no mundo real, aquele que está próximo, ao nosso lado, em nossa vizinhança. Aqui ficam os apontamentos de Bauman, que nos recorda e relembrar diversos aspectos sociais desta globalização.
Quem a promove e como estas interferências externas influenciam em atitudes cotidianas nas diversas sociedades "locais". As mudanças nos territórios, o que ainda os une e as escolhas que estas mesmas sociedades têm que fazer. Suas palavras lembram-nos como as sociedades atualmente tendem, mais do que nunca, a duas escolhas: entre liberdade ou segurança. Aparentemente, estes dois "sentimentos" não andam juntos.
Um ponto dos textos do autor é sua lentidão. O desenvolvimento de ideias dele é um tanto devagar quase parando, o que ocasionada um pouco de cansaço. Apesar de estilos diferentes e estudos diferentes, é muito mais agradável, por exemplo, ler Douglas Kellner. Porém, vale a pena verificar que, pouco mais de 15 anos depois, a tal globalização está cada vez mais profunda e, aparentemente, irreversível. Globalização: as consequências humanas é facilmente encontrado e está disponível na maioria das livrarias.

E não se esqueçam do Fest Comix...

Navegantes,
O artigo do site Judão é bem elucidativo sobre o que tem acontecido aqui no Brasil e o que pode acontecer nos eventos de quadrinhos. O que me parece é que corremos o grande risco de ter mais do mesmo em todos estes eventos citados no artigo. E, o que me deixa curiosa... Como uma Yamato vai lidar com a pirataria generalizada que ela mesmo ajudou a promover em seus AFs? Porque as "majors" não veem com bons olhos tanta pirataria... Só um outro detalhe: houve um pequeno esquecimento. Em outubro costuma-se haver o Fest Comix. Que, no final das contas, tem um nome próprio e funciona muito bem nos moldes nacionais. Fiquemos ligados porque vem muita coisa ainda por aí...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O que Frozen de Cavaleiros Omega têm em comum...



Caros navegantes,
Quem viu meu comentário sobre a animação Frozen, meio que pode desconsiderar... Definitivamente, curte "pra caramba" este título da Disney. Tanto que vi três vezes no cinema... Graças a este desenho animado, e também a Cavaleiros do Zodíaco Omega 聖闘士星矢Ω decidi que devo, realmente, comprar um Blu-ray. Cavaleiros do Zodíaco Omega... vocês já sabem minha opinião.
Inclusive, quero dizer que grande parte da minha "birra" inicial com Frozen talvez tenha sido por causa de Valente. Este foi um título o qual não curti muito... Talvez, por isso, eu tenha ido ao cinema ver Frozen com muitas restrições na primeira vez... Entretanto, gostei demais desta animação. Tem música, comédia e drama na medida certa. Creio que mereça uma continuação. E merece, sim, ser visto com uma boa definição de imagem... Por isso, rumo ao Blu-ray!!!

ANIMA INFO 1636

Livros baseados em filmes são lançados no Brasil

As editoras Salamandra e iD lançaram recentemente, livro baseados em filmes. Tirando Paranorman - que era totalmente original para o cinema -, os demais já eram realmente livros. Segue a lista:

Paranorman (Elizabeth Cody Kimmel, Ed. Salamandra) e ParaNorman – O ataque dos Peregrinos Zumbis (Annie Auerbach, Ed. Salamandra): Norman Babcock seria um garoto normal da sua idade se não fosse o seu dom de falar com os fantasmas. Depois de uma maldição lançada em sua cidade, Norman descobrirá suas reais habilidades paranormais. No segundo livro, o garoto retorna e agora é ele quem está sendo procurado pelos zumbis da maldição lançada por uma velha bruxa. Baseados no filme ParaNorman (2012).
A Garota da Capa Vermelha (Sarah Blakley-Cartwright e David Leslie Johnson, Ed. iD): Na Idade Média, Valerie vive num vilarejo aterrorizado por um lobisomem. Depois que a irmã morre nas garras dessa terrível criatura, ela parte em busca de justiça e se aventura em um terrível mistério. Virou o filme A Garota da Capa Vermelha (2011).
A Última Casa da Rua (Lily Blake, David Loucka e Jonathan Mostow, Ed. iD): Em busca de uma nova vida, a jovem Elissa e sua mãe encontram a casa dos sonhos em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. A cidade tem um mistério: um assassinato aconteceu bem na casa ao lado. Uma garota matou os pais de forma brutal e desapareceu. Hoje, quatro anos depois, apenas Ryan, o misterioso irmão mais velho, mora sozinho naquela mesma casa, sombria e esquecida no tempo. Virou o filme A Última Casa da Rua (2012).
Um time show de bola - O livro do filme (Eduardo Sacheri, Ed. Salamandra) e Um time show de bola - Desafios Futebolísticos (Eduardo Sacheri, Ed. Salamandra): Amadeo trabalha em um bar, joga pebolim melhor do que ninguém e é apaixonado por Laura, sem que ela saiba. Sua rotina desmorona quando Colosso, um jovem da cidade eleito o melhor jogador do mundo, volta disposto a vingar a única derrota que sofreu em sua vida. Com o pebolim, o bar e sua alma destruídos, Amadeo descobre algo mágico: os jogadores de seu pebolim falam. Juntos, eles embarcam em uma jornada cheia de aventuras para salvar Laura e o povoado. Além deste, a Editora Salamandra também traz o livro de atividades Desafios Futebolísticos Virou o filme Um time show de bola (2012).
A Máquina (Adriana Falcão, Ed. Salamandra): Antônio mora em uma cidade chamada Nordestina, onde os habitantes aos poucos vão deixando a cidade em busca de oportunidades em outros lugares. Ele é apaixonado por Karina, aspirante a atriz que planeja deixar a cidade para seguir seu sonho. Em uma tentativa de impedi-la, Antônio promete trazer o mundo à sua amada. Virou o filme nacional A Máquina (2005).
O Maravilhoso Mágico de Oz (L. Frank Baum, Ed. Salamandra): A clássica narrativa relata a aventura da garota Dorothy, que vivia em um lugar onde tudo era cinza e seu único amigo era o cãozinho Totó. Um dia, um ciclone a transportou para uma terra mágica, de campos floridos, bruxas e criaturas que ela nunca tinha visto antes. Para voltar para casa, ela precisará da ajuda do maior feiticeiro daquela terra, Oz. Pelo caminho, Dorothy encontra o Espantalho, que quer um cérebro; o Homem de Lata, que quer um coração; e o Leão Covarde, que deseja coragem. Juntos, eles encontram forças para superar os obstáculos e realizar seus sonhos. A história inspirou o filme clássico O Mágico de Oz (1939).
Judy Moody e o verão superlegal (Megan McDonald, Ed. Salamandra): A história começa com a contagem regressiva da protagonista para as férias de verão, quando uma triste descoberta quase coloca tudo a perder: seus amigos têm outros planos para as férias. Para completar, seus pais sairão de férias e ela ficará com seu irmão Chiclete e com a tia Opala - que ninguém sabe quem é. Virou o filme Judy Moody em Férias Incríveis (2011).
Ponte para Terabítia (Katherine Paterson, Ed. Salamandra): Na volta às aulas, Jess conhece uma aluna nova: Leslie. Os dois tornam-se grandes amigos e criam um reino imaginário, chamado Terabítia, onde estão protegidos das ameaças da vida cotidiana. Até que um dia, uma fatalidade os separa. Virou o filme Ponte para Terabítia (2008).

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Raquel Sheherazade, a polêmica foi para o lado errado...

Navegantes,
Abro uma brecha nas coisas que estou fazendo para tecer comentário acerca da polêmica da semana passada. A fala da jornalista Raquel Sheherazade no jornal do SBT. Primeiramente, não vejo este jornal. Praticamente não tenho visto televisão, em verdade...
O que vi e as críticas que vi foram na internet. Ao que percebi, as pessoas pegaram o comentário dela por um lado que não deveria ser. Quem prestar mais atenção, verá a fala sobre a ausência do Estado no Brasil. No final, esta é a real crítica que a jornalista fez.
Quando muitas pessoas criticaram os hipócritas que, por sua vez, detonaram a jornalista, não foi à toa... Teve hipócrita de um tudo na net. Inclusive gente que criticou a jornalista, mas é a favor de aborto...Chegamos em um nível de barbárie em que acha-se que só o outro comente...
Outro ponto: esta história de que jornalista não deve ter opinião foi algo incutido nas faculdades e mais reforçado no regime militar. Ou seja, outra discrepância... Porque critica-se as universidades, critica-se o regime militar, mas exige-se dos jornalistas (ao menos dos formados) uma posição daquele período no Brasil. É muito cômodo fazer exigências para com os jornalistas quando convém...
Que Raquel Sheherazade continue suas críticas. E que os desavisados "Maria vai com as outras" e hipócritas reflitam o fato com mais cuidado. Porque é mais fácil criticar só a jornalista, e esquecer que estamos em um Brasil sem Estado...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quando o herói se dá mal... Como Roubar a Espada de um Dragão

A vida é fácil para as pessoas. Até mesmo heróis sofrem as consequências por todos os seus atos. Sejam eles bons e principalmente, ruins. É isso o que acontece com Soluço em Como roubar a espada de um dragão. Desta vez, mais do que nunca, nosso herói entenderá que a "galáxia" cobra o que se faz durante a vida.
Tempos difíceis se aproximam do arquipélago Barbárico, tão negros que é como se o mundo estivesse sob alguma maldição. De um lado, uma rebelião de Dragões ameaça a vida de todos os humanos; de outro, Alvin, o Traiçoeiro, pode acabar se tornando o próximo Rei do Oeste Mais Selvagem. A salvação, é claro, está nas mãos de Soluço.
Mas, esta tal salvação será possível quando você é jogado em um poço, pronto para ser devorado por dragões que mais parecem monstros? Em teoria sim. Porém, a maior criatura sinistra da história poderia ser Excelinor, a mãe de Alvim. Mas, no final das contas, é uma outra figura que nos deixa com muita raiva nesta história. Outro momento especialmente interessante é notar a reação de Camicazi em relação a Soluço e o posicionamento de Perne de Peixe ante todos os acontecimentos desta edição.
Neste número, ficamos realmente pensativos: pois pela primeira vez, de verdade, Soluço se dá mal. Como roubar a espada de um dragão continua as leituras encantadoras da série Como Treinar Seu Dragão, porém com um tom ainda mais nostálgico, pois afinal, Soluço está crescendo. A percepção das crianças deve ser bem diferente da nossa, de adultos, ao ler estas aventuras. Seríamos, nós mesmos, heróis olhando para nosso passado?

ANIMA INFO 1635

Roteirista de mangá e anime Samurai X vem ao Brasil para bate-papo

A Fundação Japão em São Paulo promove, em 27 de fevereiro, a partir das 19h30, na FNAC Pinheiros, em São Paulo, um encontro com a escritora e roteirista de mangá e anime Kaworu Kurosaki. Vinda diretamente do Japão, Kaworu falará sobre o processo de criação de um mangá e comentará a trajetória do Rurouni Kenshin, sucesso em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde foi lançado com o nome de Samurai X, há 15 anos na TV Globo.
Nascida no Japão, Kaworu Kurosaki passou sua infância no Brasil. Casada com Nobuhiro Watsuki, autor de Rurouni Kenshin (Samurai X) e Busou Renkin, Kaworu atualmente escreve adaptações literárias e roteiros. Kaworu também foi roteirista do anime Captain Tsubasa, lançado no Brasil com o título de “Super Campeões”, e games como Wild Arms the 5th Vanguard, lançado para o Playstation 2.
No link acima há informações do encontro em São Paulo e de outras localidades que a artista participará e  também uma pesquisa a ser preenchida.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Gingitsune ぎんぎつね, para conhecer um pouco mais a cultura japonesa...

Certos animes parecem, de certa forma, um pouco de sala de aula de uma sociedade ou de uma cultura específica. Gingitsune ぎんぎつね (Raposa Prateada) é um destes títulos. É possível conhecer um pouco de xintoísmo e budismo com esta história, disponível neste link do Crunchyroll.
Podemos ver o dia a dia de Makoto Saeki, que é a 15ª sucessora do templo de sua família. Por isso, a jovem consegue enxergar e conversar com Gintaro, um mensageiro dos deuses, o espírito de uma raposa prateada sagrada que vive há 350 anos no templo. Como mensageiro divino, Gintaro é capaz de ver o futuro e usa essa habilidade para ajudar Makoto apenas quando é realmente necessário. É uma história de amizade entre uma delicada adolescente e um teimoso mensageiro dos deuses.
Obviamente, há os jovens amigos com seus problemas cotidianos e que são resolvidos - em parte - por Makoto e seu mensageiro. Inclusive, há a presença de um garoto  - possível par romântico da protagonista - que também tem o mensageiro dele, uma raposinha que vive implicando com Gintaro.
Gingitsune ぎんぎつね (Raposa Prateada) nos dá a impressão de ser um anime meio que para introduzir - de forma divertida - o espectador japonês pouco ligado às traduções religiosas ou o espectador ocidental aos conceitos do xintoísmo e budismo. Inclusive, em um dos episódios há uma interessante explicação das diferenças entre santuário e templo.
Esta recente animação lançada em 2013 tem como principal produtor a TV Tokyo. Tem bom desenhos de personagens, possivelmente por ter um número limitado de pessoas na produção. Talvez isso tenha ocorrido porque além da TV Tokyo, foi necessário uma "comissão de produção" para produzir (vide bancar financeiramente) a animação.
Ou seja, provavelmente não havia muito recurso para contratação de muitas pessoas. No final, o resultado foi positivo porque não há diferenças em traços de personagens, já que poucos profissionais trabalham na produção. Vale lembrar que o anime é uma adaptação do mangá de homônimo de Sayori Ochiai 落合 さより.
←  Anterior Proxima  → Inicio