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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cosplayers, games, mercado e a mulher no mundo otaku e nerd...

Caros e amados navegantes... Primeiramente, quero dizer que ao final do dia, atualizarei este post com links que são importantes, especialmente os que se referem ao Facebook, já que não tenho acesso ao mesmo deste computador... Então, se vocês virem links adicionais mais à noite, é por este motivo. O conteúdo de fato não será alterado.
No último sábado, o jornal online da Folha de São Paulo publicou uma matéria acerca da participação feminina no mundo nerd. Esta mesma matéria - que foi feita em virtude do Brasil Comic Con - acabou causando uma pequena controvérsia em meu Facebook, e que as pessoas podem entender errado alguns de meus apontamentos... Há alguns pontos a serem elucidados...
No tocante de atuação no mercado de games, editorial, etc... Há uma queixa de que há poucas mulheres atuando... Realmente, não há mutas. Porém, na tal matéria é posta como se houvesse somente preconceito dos homens. Quão minha dúvida é: certamente que há preconceito. Mas, certamente também há preconceitos das próprias mulheres. Afinal, o texto diz que lá nos EUA, cerca de 47% de leitores é de público feminino. Oras... Elas se fazem presentes exatamente como? Enviam e-mails aos editores? Compram os produtos? Como se fazem presentes?
Já li outras matérias, apontando que quase este mesmo número, de 47% mais ou menos, de mulheres jogam games. A maioria joga games de relacionamento. Mas, há as que jogam games de consoles. Porém, elas falam? Elas se queixam com os produtores? Como elas se fazem presentes no mercado? São coisas que eu gostaria de saber... Eu, por exemplo, nunca neguei que gosto de jogos de carrinhos, lutas (porrada mesmo), e jogos de movimentos bruscos (como baterias e afins). Isso em "Playlands" da vida... Porque não tenho consoles.
Agora, outro ponto e o mais controverso. O título da matéria, com o comentário da repórter, do produtor do evento e da cosplayer entrevistada. A questão do assédio e "consentimento" das cosplayers. São várias questões. Obviamente, uma mulher não pode ser molestada por andar com determinado tipo de roupa. Ou, até mesmo andar pelada como tem ocorrido no RS. Pode andar? Pode (vamos esquecer que andar pelado é considerado delito). Isso não quer dizer que a mesma queira ficar com um cara. Lembremos que índias andam peladas...
Mas, o problema dos eventos tem a ver com o assédio. O problema não são as roupas, mas o comportamento de quem as vestem, do que as pessoas entendem da personagem e o que entendem da animação japonesa. Primeiro: eu já vi muita cosplayer em comportamento "duvidoso" em eventos. Sério... garotas que se atiram nos caras, dão abraços, e se "achegam' com mais força para retratar suas personagens "ninfas". Já vi? Já vi. Também tive conhecimento de eventos que o mesmo ocorreu, especialmente na famigerada ocasião da "toalha"...
Este tipo de comportamento não ajuda. Uma coisa é a garota fazer a performance no palco, outra é sair ao longo do evento inteiro agindo assim. São problemas que ocorreram e deturparam de forma avassaladora o que é ser cosplayer. Isso causou e ainda causa problemas aquelas que não sabem disso. E, que agora é bom saberem. A Laura Demetrios - a jovem da matéria - teceu explicações acerca da foto, que ela tirou com o namorado. Pois bem... Depois de todo este histórico... Fica a questão: por mais que ela tenha dito isso, o histórico anterior bate muito forte na cabeça de quem sabe do ocorrido.
Daí, temos um outro fato: não digo em relação às cosplayers que fazem "heróis"... Mas, às que fazem "ninfas" de animes. Vocês têm ideia de que tipo de relatos que os otakus têm no Japão das garotas que fazem este tipo de personagem? Vocês têm ideia para QUEM estas personagens se destinam? Vocês têm em mente qual o conceito de "fanservice"? O termo em si já dá margem a algum tipo de permissão... Gostem estas fãs ou não.
E, gostem vocês ou não... É tênue a sua semelhança com as garotas que sobem aos palcos em bailes funks. Só que estas sobem aos palcos, as "ninfas" ficam ao chão. Pensem um pouco nisso: você gosta de uma personagem que é para homens que são considerados desequilibrados no Japão. Daí, vem outra pergunta: quem já leu o livro Otaku - Os Filhos Do Virtual de ETIENNE BARRAL? Talvez.. sério, esteja na hora do público otaku feminino realmente ler este livro. Porque vocês estão fazendo algo que talvez nem vocês tenham ideia do "porquê, como, quando onde e para quem" vocês estão se vestindo assim...
As questões culturais vão para muito além do simplesmente "consentir"... Porque estamos falando de uma cultura em que não... os caras nerds (otakus) não são santinhos como é relatado ao longo de toda a história do entretenimento. Inclusive, eles são tão "escrotos" quanto o cara que chama a mulher de gostosa em uma construção. Isso dá a eles o direito de assediar? Não, não dá. Mas, de novo... Algumas destas "ninfas" não se comportam legal em eventos...
Por fim, todos estes eventos sempre tem trazido figuras de entretenimento e coisas afins. Talvez esteja na hora de abordarem temas deste gênero, com mesas redondas com especialistas, editores, cosplayers e um debate mais amplo dos fãs. Porque é muito fácil eu dar minha opinião. Agora, bom seria levar a questão mais a fundo e mais a sério... "Simbora" sugerir este tipo de debate em eventos de entretenimento?
Porque enquanto a coisa não for levada para outro âmbito (um realmente sério): eu continuarei a dar pitacos, vocês continuarão a se sentir desrespeitadas, os babacas vão continuar se achando no direito... E, por fim... Cosplayers, na dúvida, enviem outro tipo de foto para redações de jornal, porque vocês NUNCA sabem como será a matéria e como a mesma pode se virar contra vocês. Fica a dica.
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2 comentários:

Dood disse...

Sandra finalmente consegui tempo pra comentar.

Olha quanto as mulheres no mundo do entretenimento de maioria masculina digo que elas gostam e não são tão fanáticas quanto os homens.

Tiro por exemplo minha esposa: ela gosta dos eventos, de assistir os desfiles de fantasias das atrações e tudo mais. Digo até que ela gosta mais do que eu, eu atualmente estou meio que apático a essas coisas. Não deixei de gostar, mas estou sendo mais sensato nas ações sobre consumir os personagens que gosto.

Agora a relação mulher e games acho que o mercado deu uma aproximada com o advento do Smartphone. Não digo que uma mulher hoje é uma consumidora de jogos complexos como Assassins Creed como os homens, mas para joguinhos como Candy Crush e afins coisas simples pra passar o tempo, as mulheres curtem. Talvez o mercado naciona não tenha percebido isso de uma maneira mais ousada pra esse público.

Eu diria que o entretenimento em geral anda faltando até uma certa ousadia bem dosada com seu público. Sair um pouco do feijão com arroz sabe?

Ao ler esse tópico lembro de uma colega gamer, mas gamer mesmo. Trocávamos fitas de Nintendo 8 bits na época, depois migramos pro Super Nintendo e jogávamos diversos jogos da plataforma. Ela tinha um Playstation também e hoje joga no PC jogos digamos que os homens jogam mais.

Diego Miyabi disse...

Mulher pelada em evento pode sim (tendo mais de 18 anos) huhauauha *Só pra irritar A Sandrinha XD