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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Quem vende a virgindade é exatamente o quê?

Queridos navegantes...
Sempre achei que as pessoas fazem dos seus corpos o que bem entendem. Claro, desde que não agridam uma outra pessoa. Porém, chega a ser interessante ler o caso da brasileira que "leiloou" a virgindade... O que seria uma pessoa que vende algo tão seu? Uma negociante? Uhn... Como diriam os mais velhos, e estou me sentindo assim, "na minha época isso tinha outro nome..." O ser humano tem dado denominações diferentes para aquilo que sempre existiu no mundo. É uma profissão complicada, respeito estas "moças". Ao menos, as que realmente assumem o que são. Agora, garotas bonitinhas, que se dizem "acompanhante", sério... desculpa. Assuma-se de uma vez. Não queiram inventar moda com o que já existe e tem nome...
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10 comentários:

L.Karina disse...

Pra mim isso é prostituição, não tem outro nome pra isso. Goste ou não quem troca sexo por dinheiro ou favor pratica prostituição, não importa o quanto tente fingir que não é.

O que me irrita é conversa mole de modernidade pra não assumir as claras o que faz.

Ligeirinho disse...

Em primeiro lugar, vamos corrigir uma definição.

Tempos atrás escutei de um filósofo o seguinte: "Se há o fato que 'nos vendemos' ao próximo para em troca ter um retorno financeiro, então qualquer trabalho a qual estamos dispostos ao outro, prazeroso ou não, mesmo não relacionado ao sexo, é de fato uma prostituição também".

Conheço prostitutas, e vejo que muitas estão nisso por diversos motivos, desde daquelas que gostam, até pessoas que estão por necessidade. São pessoas como qualquer outra.

Nisso usar o termo prostituição forma pejorativa acaba mais incitando estas divisões e visões negativas do que pelo menos tolerar o fato que existe prostituição. Por isso que mulheres que fazem isso "dissimulam", já que as pessoas veem como "negativo" "vender o corpo". E a culpa não é da mulher que se prostituí ou do homem que vai atrás disto. Mas sim da cultura humana, esta sempre em constante mudança.

Leiloar a virgindade é prostituição da mesma forma, não discordo disto. O ponto é pensar o porque existem pessoas que leiloam a virgindade (e trocam sexo por dinheiro) e no final o que isso influi ou não na sociedade.

Muitos veem como "moralmente errado" vender a virgindade. Bem, sempre existiu o conceito de "mulher pura" baseado nisso, em saber se ela já fez sexo alguma vez na vida ou não. Há lugares que trocam mulheres por outras coisas. Há culturas onde "se paga um dote" dependendo se a mulher tem virgindade ou não... e há mais coisas na qual sinceramente não entendo mais profundamente para conversar sobre isto.

Esta coisa da "castidade vendida", podemos dizer, já vem desde estes fatos citados: da troca de mulheres e dos dotes por mulheres puras em algumas culturas. Vender a virgindade, usando um termo simples, é a adaptação disto ao capitalismo.

O termo "acompanhante" é usado na verdade para despistar alguns tipos de pessoas. Mas de fato, há realmente tipos de serviços prestados. Há realmente as verdadeiras acompanhantes, que são mulheres que se fazem de namorada ou qualquer outra personagem solicitada pelo contratante, desde que não envolva sexo; há as prostitutas acompanhantes, estas
que não veem problemas em transar com o contratante; e as prostitutas que se dizem acompanhante. De fato, o termo no final tem justificativa de ser usado, uma vez que a prostituta, ou até mesmo os prostitutos, estão acompanhando quem os contratou para alguma tarefa, seja ser um personagem, seja ser um par no sexo.

Fico me perguntando a origem real da prostituição. Se isso é algo relacionado a alguma ideia sobre "poder feminino" (mulheres sabem que homens são facilmente influênciados se seduzidos), se é justamente para separar "mulheres que podem casar" (virar algo em troca) das "mulheres que não podem casar" (já perderam o valor de troca), entre outros...

Perdão o longo comentário :)

Victor Hugo Carballo disse...

O mais engraçado é que ela foi agressiva e mecânica. O japonês queria uma moça meiguinha como nos animes e encontrou uma $%# de mão cheia, hahaha levou.

Aliás, eles se merecem, hahaha

Sandra Monte disse...

Olha...
Não creio que fui preconceituosa... Inclusive, acho que ser prostituta é algo "natural" na humanidade.

O que não concordo é com esta mania que certas mulheres estão tendo em negar aquilo que elas são com palavras "bonitinhas"...

Isso que tem me irritado. OK?

Dood disse...

Sandra é o famoso relativismo que querem implementar. A mulher quer vender o seu corpo, mas não quer aceitar sua denominação. Claro que vai ser prostituta, não existe meio termo.

Vivemos no mundo em que virgindade é considerado burrice. Esperta mesma é a promíscua, a que se entrega fácil. Tem gente que infelizmente pensa assim.

É triste ver que a mulher que se reserva pense em vender sua primeira vez.

Depois quer reclamar porque é vítima de comentários e críticas.

Ligeirinho disse...

Dood e Sandra.

A questão é: no que criticar uma mulher que vende a virgindade vai ajudar em algo afinal? Ou na terminologia que ela usa? Se ela se diz acompanhante, ok.

Existem prostitutas que se expõe mais, e realmente muitos as admiram pela postura tomada. Salvo engano, acho que tem uma que é chamada "Monique Prada" (o aspas é porque é o pseudônimo de trabalho da moça) que tem um trabalho interessante de ativismo em relação a isso. Uma das leituras que sugiro é este: http://acortesamoderna.com.br/eles-vao-pensar-que/

Se a pessoa não usa o termo prostituta por medo do termo, podemos dizer que ela não está errada. Como comparativo grosseiro, podemos citar o fato de muitos brasileiros usarem o termo "otaku" para fã de coisas japonesas, mas lá no Japão "otaku" é o cara próximo ao "doentio" em relação a ser fã de algo.

Quem é prostituta (puta) e sabe o que faz, não teme a palavra usada por ela. O ponto é como usado as palavras. Quando carregamos um valor, o resultado é o pejorativo, e aí termos que poderiam ser usados de forma mais tranquila, acabam virando palavras temerosas, e por isso escolhem outras.

Criar termos para situações é uma coisa difícil...

Sandra Monte disse...

De novo...
A questão não é exatamente com a venda da virgindade. Mas, com esta falta de admitir em assumir o que é.

Além disso, ao ler a notícia... a menina não foi nem um pouco polida. Que vendesse tudo corretamente, inclusive a "ilusão" que o cara queria...

Enfim, esta é minha opinião.

Ligeirinho disse...

Bem, isso é a visão do cara que fez o convite para a menina fazer o leilão. Se ela assume ou não o que faz, volta ao que falei no primeiro momento: o termo é usado de forma e não é qualquer um que admite ;)

Quanto a polidez, tendo a concordar contigo. Li a matéria, e caso a visão do cara é a correta, então a menina agiu, podemos dizer, de "má fé" talvez...

Só que aí é entrar um pouco mais a fundo em umas questões.

Em um "mercado obscuro" como este, não é realmente certo usar um cheque administrativo para pagar um serviço como este, se é que me entende. A menina vai entrar com mais de 1 milhão de reais no país e estará sujeita as leis locais. Uma vez visada, ela seria alvo do "imposto de renda". Faz sentido pedir em dinheiro ao invés de esperar um cheque ser compensado, pois aí ela poderia fazer qualquer outra coisa com o dinheiro, já que não haveria rastreio financeiro. De qualquer forma, seria considerado "dinheiro sujo" também.

Se a menina ficou de frescura para "dar pela primeira vez", como dito pelo cineasta, "ela fez o futuro dela". Mas se há condições que ela pediu e não foi obedecido, ela está no direito dela também.

O interessante é pensar que no final ela ganhou relevância de celebridade a ponto de ser convidada para entrevistas direto e até participar de um jogo de um portal de um conglomerado famoso.

Mesmo "não vendendo" a virgindade por completo, ela já ganhou o dela. Tem notoriedade e algum dinheiro de cachê pelas participações nas mídias.

Isso me faz pensar na verdade em um outro ponto de discussão, que as vezes vejo até o Ricardo Feltrin falar sobre isso: o ponto das "subcelebridades". Aquelas que de alguma forma ganharam uma fama e hoje tentam extrair tudo desta fama que pegaram.

O caso de sexo e usar termos, não por mal Sandra, mas acho irrelevante pela história toda. No final, podemos considerar uma "negociação comercial mal sucedida". Afinal, a menina "vendeu o corpo" e depois não quis vender mais porque não estava de acordo com as condições dela. Ponto final.

E taí algo que poderia ser alvo de um papo mais profundo: a questão justamente de "vender o corpo", do valor de sexualidade que é criado e os resultados disto, como justamente o caso das vendas de virgindade, a prostituição mais comum, as "meninas de palco", sempre atendendo um padrão de beleza estabelecido, etc...

Perdão a chatisse :)

Natália Maria disse...

Li a respeito (não sei aonde) que o comprador desistiu de tirar a virgindade da moça e fiquei perplexa... Não que isso me incomode (cansei de me importar com os outros) mas achei que chamaram a atenção para algo um tanto desnecessário.

Bom... só isso que tenho a falar no momento.

Rafael Kaen disse...

Eu acho que ela tá fazendo isso para chamar a atenção da mídia, coisa que conseguiu!
Acredito que não seja só pelo dinheiro, entende?