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domingo, 6 de julho de 2014

O tempo a favor e contra Sailor Moon Crystal 美少女戦士セーラームーンクリスタル

Neste sábado finalmente houve a estreia do tão aguardado anime de Bishōjo Senshi Sailor Moon Crystal 美少女戦士セーラームーンクリスタル, ou simplesmente Sailor Moon Crystal. Os leitores do Papo de Budega sabem que raramente há resenhas de primeiras impressões. Porém, como o título é um remake já exibido no Brasil, cabe considerações acerca da obra.
Sailor Moon Crystal tem uma exibição pode ser vista no site Crunchyroll aos sábados. Basicamente, quem acompanha o mangá diz que este anime está mais próximo do quadrinho do que a versão animada anterior. Em relação a animação dos anos 90, não há o que reclamar. Sequências inteiras foram mantidas. Obviamente, houve uma mudança ou outra, em especial na aparição de Tuxedo Mask.
Na parte técnica, o acréscimo do CG (computação gráfica) foi positivo, dando um ar mais atual ao desenho. As músicas de abertura e encerramentos também são boas, assim como desenhos de personagens, cores e movimento. O ponto ruim da parte técnica fica por conta de Kotono Mitsuishi, a dubladora da Usagi na versão antiga e atual. Os anos passaram e para tentar dar um tom jovem, percebe-se que a dubladora força demais a voz, deixando a personagem com um tom artificial. Talvez o ideal fosse a escolha de outra voz, jovem que combinasse com a Usagi.
O balanço da obra em si foi extremamente positivo. Agora, façamos apontamentos acerca das questões mercadológicas. Bishōjo Senshi Sailor Moon Crystal 美少女戦士セーラームーンクリスタル estreia em um momento curioso na animação japonesa. Estamos batendo neste tecla já há algum tempo, de que a indústria do anime não se renova. A manutenção de diversos animações por anos - vide Naruto e One Piece - e os remakes são exemplos de uma crise cada vez mais evidente.
Daí, temos uma animação que trouxe novos conceitos de como deve ser uma heroína. Ao lermos este artigo recente do Japan Times, vemos que os novos conceitos empregados em Frozen (アナと雪の女王) obrigarão a outros produtores - em especial os japoneses - a se remodularem. Quais seriam os tais conceitos? De que uma princesa não necessita necessariamente de um herói ou príncipe. Que não precisa gritar e nem ser espalhafatosa para ser aceita.
No artigo, vemos que o público adulto de Frozen (アナと雪の女王) tem justamente a mesma faixa etária do público-alvo da era dourada de Sailor Moon. São mulheres de 30 anos, dispostas a gastarem para si próprias - e quiçá sua filhas - e que desejam, acima de tudo, histórias que fogem de esteriótipos. Esta última palavra talvez seja a chave para novas portas.
Ao que parece, e nisso na boca de consultores japoneses, o povo daquele país esteja querendo algo novo, que os produtores da Toei, em especial, não conseguem vislumbrar. Confiar demais na lembrança afetiva pode ser bom e ao mesmo tempo, pode ser um tiro no pé. Pois, é bom lembrarmos que o tempo é senhor de tudo.
Tanto financeiramente, em que as pessoas que envelheceram têm, hoje, condições próprias de consumo. Como estas mesmas pessoas têm outros interesses, outros pensamentos e possam querer outras histórias. Continuaremos a acompanhar a evolução de Sailor Moon ao longos dos meses.
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8 comentários:

Carlírio Neto disse...

Saudações


Hum...
Não vejo como problema algumas obras serem exibidas uma vez mais, com melhoramentos e aprimoramentos. No caso de Sailor Moon Crystal, em específico, é ainda mais palpável, pois não se tratará de uma adaptação como a série clássica de 1992 (e que perdurou nas outras temporadas até a fase derradeira, Stars, em 1996), mas sim da concepção de uma estória do mangá em formato animado. O episódio inaugural mostrou muito bem isso.

A feição das personagens, que estão muito maduras em seus visual, não destoa aquilo que seus links citados em vosso texto mostrou, nobre Sandra. É uma chamada para um novo público. E se levar em consideração o quão sombrio é o mangá em comparação direta com todas as temporadas originais de Sailor Moon (1992 à 1996), então este visual e seu "alvo primário" ganha ainda um maior valor.

No mais, foi um episódio tranquilo. Não foi exuberante, mas sim simpático e agradável. A voz da Usagi, como enfatizei em meu post, vai dividir opiniões sempre (quanto à isto não há dúvida alguma). Mas Sailor Moon está novamente no ar, com um novo visual e enredo que possui as ganas de ser mais adulto e muito menos açucarado...


Até mais!

Anônimo disse...

SEM SER MACHISTA,,, O QUE FALTA NO JAPÃO É HOMEM

QUANDO MULHER VEM COM ESSE PAPO DE 'INDEPENDENCIA',, 'SOU LIVRE FAÇO O Q QUERO'',ESSE PAPINHO FEMINAZI AE,AGENTE JA SABE O QUE É

--FALTA DE HOMEM DE VERDADE--
COMO O COLLIN POWEL DISSE: 'JAPA PRECISA COMER PROTEINA,CRIAR MASSA,,,CRESCER VIRA HOMEM PORRA!!!


BL disse...

Sandra, por que vc tem que enfiar Frozen em tudo que fala? rsrs

Nada contra, só acho exagerado... :P

Sandra Monte disse...

BL...
Talvez porque os japoneses têm mostrado exagero com Frozen. Pode ver que grande parte das vezes que cito Frozen, tem correlação com o Japão.

Rapozinha Thabi disse...

Fui conferir o episódio. O traço é bonito, moderno bla bla bla, preferia um traça mais puxado para Air tv... Um remake que vem com a história puxada para o manga, tem alguns elementos que me agradou e outros nem tanto, para ums história madura a Serena (Usagi) grita d+

Anônimo disse...

Frozen trouxe novos conceitos do que é ser uma heroína? Ghibli faz isso desde sempre. Quase todos os filmes da Ghibli possuem personagens femininas fortíssimas e realistas.

Outro ponto, a industria da animação no Japão não está em crise. É o país que mais produz animações para a tv e cinema, todo ano deve sair mais de 200 produções ente séries, filmes, curtas e afins. Possui vários estúdios de renome, várias produções de qualidade e absurdamente originais saindo todos os anos, Uchouten kazoku ano passado, ou mesmo o fenomenal Ping Pong the animation deste ano com uma direção de arte completamente original e criativa, Tatami Galaxy também que possui uma direção genial, e até o próprio de The Wind Rises do Miyazaki que é objetivamente melhor que Frozen. Btw, séries infinitas como Naruto e One Piece não caracterizam crise alguma, os ocidentais também possuem séries longas como Supernatural por exemplo e nem por isso as séries estão em crise, certo?

A popularidade de Frozen é um ponto fora da curva, até porque nem Toy Story 3 que é um filme melhor, vendeu metade do que Frozen tem vendido. A Pixar estaria em crise, então?

Outra questão equivocada, a indústria japonesa de animação é uma das que mais se renovam, poucas mídias possuem tantas obras tão diversas quanto lá. Não acho que eu seria capaz de acompanhar algo como Ano Hana, Sakamichi no Apollon ou Kill la Kill em uma animação americana por exemplo. Inclusive, o finado Roger Ebert, um dos maiores críticos da história possuía vários filmes de anime entre seus favoritos e constantemente batia na tecla de que o Japão conseguia produzir animações com uma singularidade nunca vista nos mercados americanos, e costumeiramente citava My neighbour Totoro, Grave of the Fireflies e The Wings of Honneamise como exemplos a serem seguidos, e se fosse vivo, eu aposto que ele mencionaria obras como Wolf children (2012), Eve no Jikan (2010) e Kotonoha no Niwa (2013).

Não é a popularidade de uma animação estrangeira que vai mudar alguma coisa. Se com tudo isso a indústria de anime hj está em crise, imagina se não estivesse. Ah, só pra constar eu concordo que a grande maioria das obras produzidas são entre medianas e fracas e se seguram em cliches batidos e repetitivos, mas isso é em todos as mídias. A maioria dos filmes, livros, quadrinhos, novelas, séries são desprezíveis, porém em todos eles, anime incluído, há obras fantásticas.

Acho que as vezes tu tem uma visão muito superficial de um mercado inteiro levando em consideração apenas o sucesso enorme de um filme só.

Sandra Monte disse...

Olá Anônimo do Paraná...

Então, não estou dizendo que SÓ Frozen inovou. Estou dizendo que Frozen inovou.

As personagens do estúdio Ghibi são fortes, um outro tipo de forte, também diferente.

A indústria de animes é grande. Agora, renovação é complicado dizer... Leia o post acima e veja os comentários de Rolando José. Inclusive, os comentários do presidente do estúdio Ghibi, o senhor Miyazaki, e veja o que ele diz sobre sua própria indústria.

Enfim, uma indústria cuja renovação está em muitos remakes, com histórias que são basicamente as mesmas coisa... Não sei exatamente se é uma renovação.

"Um filme só não faz verão"... Mas, um filme só pode denotar que sim, o gosto do japonês pode não ser mais o que o próprio japonês anda produzindo...


Anônimo disse...

"COMO O COLLIN POWEL DISSE: 'JAPA PRECISA COMER PROTEINA,CRIAR MASSA,,,CRESCER VIRA HOMEM PORRA!!!"
ei anonimo do 2º comentario poderia deixar um link ou descrição de quando o COLLIN POWEL disse isso eu joguei o nome dele no google e o que apareceu é o COLIN POWELL um republicano ex-militar americado é esse mesmo?se for pode deixar uma indicação de quando ele disse isso