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segunda-feira, 21 de julho de 2014

A falta da publicidade Infantil ajuda na formação da geração canguru, na crise de autoridade dos pais...

Navegantes...
Diversos camaradas divulgaram hoje no Facebook, este link, uma entrevista com a filha de Maurício de Sousa. Para quem não sabe... diversos órgãos de "direitos da criança" querem, praticamente, abolir propagandas voltadas ao público infantil. Mais detalhes podem ser vistos neste link do Meio e Mensagem, a tal resolução...
Tanto Instituto Alana e ONGs diversas querem obrigar o governo e anunciantes a fazer aquilo que a família tem que fazer: educar! "Ah, mas os pais não têm mais tempo... daí as crianças veem e ficam pedindo..." Gente do céu, estas pessoas têm problemas gravíssimos com a palavra NÃO, né? Levante a mão aqui, quantos de vocês escutaram "nãos" e estão vivinhos... cresceram, procuraram empregos e são gente?
São os pais que têm que educar. Não é TV... Não são os produtos que vão desvirtuar uma pessoa. Nisso, concordo com a Monica, filha do Maurício que deu nome a dentuça. Além de destruir mercados inteiros... Esta resolução ajuda ainda mais na crise de autoridade existente neste país. Ajuda na existência da geração canguru. Há estudos sobre isso? Não. Mas, é meio óbvio: o jovem não escuta "nãos", tem uma tudo a mão, não trabalha porque é super protegido... Daí, óbvio que não vai querer sair de casa. Isso não melhor das hipóteses.
Porque na pior... Vira um sujeito irresponsável. Como nunca escutou um "não" dos pais, sai em baladas, pega o carro de papai, mata e fica por isso mesmo. Ou ainda, vai virar um "black bloc" da vida. Porque certamente, os pais que nunca disseram não em criança, não terão força para dizer não na adolescência. Uma verdade palhaçada.
Uma resolução criada para "amenizar" o que esta gente diz ser "trauma na vida da criança", na verdade está criando verdadeiros monstros na adolescência e na vida adulta. Mas, quem criou provavelmente já terá morrido sem ver a grande m#$%$ que ajudou a criar. Tudo medo por dizer uma palavrinha tão simples, única e que não tem sinônimo: não.
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15 comentários:

L.Karina disse...

Essa gente tão ''liberal'' e ''esclarecida'' está me saindo como um tipo de censor pior que os da ditadura militar, pelo menos naquela época havia uma censura mais clara agora querem censurar absolutamente tudo que incomoda A ou B. Eles destroem o mercado brasileiro, mas vão comprar coisas pros filhos em Miami e acham tudo muito fofo. Não sei o que essa gente tem na cabeça de que não pode negar um brinquedo caro aos filhos mimados. Muita gente ouviu não na infância e até levou umas palmadas e nem por isso morreu.

Anônimo disse...

Assino embaixo, Sandra... Falou absolutamente tudo o que penso a respeito.

Ao que me consta televisão foi feita pra entreter. Educar é responsabilidade dos pais.

"Ah, mas não tenho tempo..." Quem mandou fazer? Agora, que tem filho pra educar, pai e mãe tem mais é que se virar, educar, colocar limites, regras, e dizer NÃO.

Uma palavrinha tão simples, mas que muitos não dizem por medo de assumir suas responsabilidades no mundo. Mas mais tarde, vem o resultado e o preço a se pagar por esse tipo de atitude. E ele é muito, mas muito alto.

Ótima pauta, Sandra.

Ingrid - BA.

Victor Hugo Carballo disse...

A TV aberta perde adeptos a cada dia, então a classe média pode ou assistir NetFlix ou se tocar para grande verdade, ninguém é obrigado a assistir TV.

Dood disse...

Esse lance de Estado Babá é uma das coisas mais absurdas já criadas. Só pode vir da mente de lunáticos ditos educadores, mas que nunca tiveram filhos para isso.

Anônimo disse...

Concordo com vocês, eu acredito que a curto prazo essa medida vai se estender ao canal fechado,web,etc...pessoas que aprovaram essa foram as que se diziam contra a Ditadura Militar e hoje pregam o mesmo princípio do Estado Paternalista...Off.:Não estou aqui para fazer política, mas se não houver uma mudança de Partido nas próximas eleições vamos acabar caindo numa Ditadura Religiosa,Anarquismo,etc...esse Governo Federal não pega o meu voto

Mad Cientist disse...

Exatamente isso, Sandra.
Disso tudo o que eu penso sobre a questão.

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(off topic: você viu que descobriram a identidade secreta da Mara do Mais de oito mil? "A" Mara até confirmou lá no blog dela)

Natália Maria disse...

No meu trabalho eu vejo tanto disso, pais que não sabem impor limites ao filho. Fico imaginando o tanto de "marginal" que teremos. Se o pai não colocou limite quando pode, quem vai colocar?

Na minha época (anos 1990) tinha muita propaganda e sim, eu queria. Mas me ensinaram que não é não. E aqui estou eu, batalhando para ter as minhas coisas e ajudando no que posso.

É cada coisa que se lê. E proibirem o que devem eles não fazem né?

Até

Nathalia disse...

Devo discordar. Trabalho com publicidade e SIM, a publicidade afeta as crianças. Se antigamente já afetavam e tiverem que regulamentar, hoje em dia em que vivemos um sociedade de consumo, é preciso sim proibir a publicidade voltada para crianças. Não sei se você tem filhos, mas vejo crianças que são tão obcecadas pelos produtos que veem na TV. Chega a ser triste. Acho que vc deveria se informar um pouco mais. Ditadura do consumo, é isto que estamos vivendo.

Sandra Monte disse...

Nathalia...

Se isso acontece, qual o limite que os pais impõem?

Pois, no final... se a pessoa não tem estrutura para dizer nãos, talvez tivesse sido o caso de não ter tido filhos..

Anônimo disse...

Ditadura do consumo?
Obsessão infantil por produtos?
Explosão de birra e choro por parte da criancinha que quer seu mimo de qualquer maneira?

Simples: um belo e sonoro NÃO!

Como coloquei antes: quem não tem estrutura psicológica pra negar mimos e caprichos de uma criança (e acredite, com ou sem propaganda na TV, elas querem tudo que vêem, até um doce na vendinha da esquina), que não tenha filhos.

Me desculpe a franqueza, essa ideia de evitar propagandas pra "proteger" as crianças, nada mais é que uma forma de se isentar da responsabilidade de criação dos pais.

Digo isso do alto de ter sido criança nos anos 1980 e adolescente nos anos 1990, ambas cheias de propagandas voltadas à criança. Pra algumas coisas (se merecesse), meus pais diziam sim, e outras simplesmente não.

E não morri por isso, nem fiquei triste, obcecada por produtos de tv.... Dei umas choradas, mas nada como um bom diálogo (firme, claro) com os filhos pra eles entenderem que tudo nessa vida tem limites.

A publicidade na tv só afeta àqueles que não tem pais firmes e presentes do lado pra ensinar, educar, e explicar o que é certo ou errado.

Afinal, a TV e a mídia é que não vão fazer isso, né? Meios de comunicação informam, entretêm e expõem produtos.

Quem educa é pai e mãe. O resto é pra mim, conversa pra boi dormir.

Sandra Monte disse...

Desejo dizer que quem escreveu o comentário imediatamente acima não sou eu.

Por gentileza, sempre que possível, assinem seus comentários. Não há nada demais em assinar.

Anônimo disse...

Desculpa.... O comentário acima foi meu.

Na hora da pressa, (e do sono também, kkk) esqueci de assinar.

Ingrid - BA.

fernalf disse...

Antes de gente apontar o dedo sobre PARTIDO tal, a tal bendita lei foi criada por um Tucano do Paraná. O mesmo tenta a 12 anos colocar essa bendita besteira em vigor e olha, finalmente conseguiu.
Assim como a Nathália, também trabalho com publicidade (mais precisamente na área de animação), fica complicado agora eu tentar ganhar a vida criando um novo desenho animado para a tv, uma nova hq e uma serie de coisas que o público seja as crianças. Pois a nova lei proibi tal uso e ai. Disney, McDonalds e etc não poderão mais vincular seu conteúdo infantil na tv para chamar aquele público distinto pois... a nova lei proíbe. De boa, regulamentação ou fiscalização já existe a CONAR (já que vc trabalha com publicidade deve conhecer). Não existe defesa para uma besteira dessas, isso é apenas uma outra forma de deputados castrar a autonomia do cidadão de pensar e educar seus filhos. No mais é isso....

Diego Guzzi Felix da Silva disse...

Eu já trabalhei em escola e vou te dizer que a situação é muito caótica e sem falar que os pais além de super proteger os filhos culpam a escola e os desenhos pelos comportamentos inadequados dos filhos e tenho certeza que muitos pais estão comemorando isso sem saber o mal que estão fazendo para os seus filhos.

Eveline Carneiro disse...

Isso de assistir TV aberta ou não, pq a Netflix ou TV a cabo é melhor é relativo. Há sim, boas produções que valem a pena verificar na TV aberta. O problema aqui não é a TV, e sim, os pais.

Essa geração que está crescendo é superprotegida. Com o lema de "Não traumatizem as crianças", o Estado está passando por cima da autoridade dos pais, que perderam a sua principal função: educar. Os próprios pais,que acham que sua educação foi rígida demais, passam a tratar os filhos como eles queriam que fossem tratados, esquecendo que uma palmada na bunda e um NÃO bem dado é que fizeram deles seres responsáveis. Aí o resultado é este: uma multidão de gente irresponsável que acha que o mundo tem que se curvar aos seus pés. Mas acontece que o mundo não é bonzinho: se não levou palmada na bunda, a Vida vem e te dá uma surra homérica; se não levou NÃO na cara quando quis algo, a Vida vem e te derruba, mostrando que é preciso batalhar. E aí, essa geração fraca de caráter não aprende com os erros, e fica revoltado ou choramingando pelos cantos. Cresci nos anos 90, com propaganda de tudo que era coisa e a inflação aos 120% ao mês, e toda vez que eu pedia algo, minha mãe dizia: vai querer esse brinquedo, ou ficar sem carne por um mês? Eu sempre preferia a comida... E no natal, ganhava o brinquedo que eu queria. Assim, eu cresci sabendo que não se pode ter tudo, e se você correr atrás e batalhar, conseguirá o que quer. Levei muito não, muita palmada na bunda, e não traumatizei. Tornei-me alguém responsável, que sabe seu lugar, como se portar, e principalmente, a respeitar. E criarei meus filhos do mesmo modo. E ai do Estado se ele se intrometer.