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terça-feira, 3 de junho de 2014

A revolução dos bichos (Animal Farm), uma leitora obrigatória

Certos livros são leitura obrigatória na vida das pessoas. Quem se interessa por uma boa literatura, não pode deixar de ler A revolução dos bichos (Animal Farm). Os motivos são vários. Seu autor, George Orwell, era um adepto do socialismo. Porém, o autor viu na sociedade comunista da União Soviética diversos problemas de caráter social e ético. Por conta disso, ou ao menos com muitas referências, ele escreveu este livro.
A revolução do bichos é uma fábula em que os animais de uma fazenda decidem se revoltar contra o sistema totalmente opressor dos seres humanos. Inicialmente, todos eles são iguais perante suas próprias leis. Mas com o tempo, alguns animais, os porcos - escolha sugestiva por se trazer de um animal popularmente conhecido como imundo - passam a dominar e oprimir seus companheiros. Daí vem a clássica frase:
Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros
A versão que esta resenhista leu foi a da imagem, da então editora Globo. Contudo, há outras versões nacionais disponíveis nas livrarias. A revolução do bichos - apesar de ter sido lançado nos anos de 1940 - ainda choca e emociona. Talvez o motivo seja a proximidade daquela sociedade com a nossa atual, em que supostos defensores dos trabalhadores tornaram-se iguais ou piores que os antigos opressores. E que hoje, usufruem das mesmas regalias, manipulam e também oprimem. No final, porcos e humanos - quando estão no poder - não são tão diferentes quanto parecem.

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