Desejo: Boas Festas...

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Gingitsune ぎんぎつね, para conhecer um pouco mais a cultura japonesa...

Certos animes parecem, de certa forma, um pouco de sala de aula de uma sociedade ou de uma cultura específica. Gingitsune ぎんぎつね (Raposa Prateada) é um destes títulos. É possível conhecer um pouco de xintoísmo e budismo com esta história, disponível neste link do Crunchyroll.
Podemos ver o dia a dia de Makoto Saeki, que é a 15ª sucessora do templo de sua família. Por isso, a jovem consegue enxergar e conversar com Gintaro, um mensageiro dos deuses, o espírito de uma raposa prateada sagrada que vive há 350 anos no templo. Como mensageiro divino, Gintaro é capaz de ver o futuro e usa essa habilidade para ajudar Makoto apenas quando é realmente necessário. É uma história de amizade entre uma delicada adolescente e um teimoso mensageiro dos deuses.
Obviamente, há os jovens amigos com seus problemas cotidianos e que são resolvidos - em parte - por Makoto e seu mensageiro. Inclusive, há a presença de um garoto  - possível par romântico da protagonista - que também tem o mensageiro dele, uma raposinha que vive implicando com Gintaro.
Gingitsune ぎんぎつね (Raposa Prateada) nos dá a impressão de ser um anime meio que para introduzir - de forma divertida - o espectador japonês pouco ligado às traduções religiosas ou o espectador ocidental aos conceitos do xintoísmo e budismo. Inclusive, em um dos episódios há uma interessante explicação das diferenças entre santuário e templo.
Esta recente animação lançada em 2013 tem como principal produtor a TV Tokyo. Tem bom desenhos de personagens, possivelmente por ter um número limitado de pessoas na produção. Talvez isso tenha ocorrido porque além da TV Tokyo, foi necessário uma "comissão de produção" para produzir (vide bancar financeiramente) a animação.
Ou seja, provavelmente não havia muito recurso para contratação de muitas pessoas. No final, o resultado foi positivo porque não há diferenças em traços de personagens, já que poucos profissionais trabalham na produção. Vale lembrar que o anime é uma adaptação do mangá de homônimo de Sayori Ochiai 落合 さより.
←  Anterior Proxima  → Inicio

3 comentários:

Natália Maria disse...

Esse anime parece ser bastante interessante. Achei o gif muito fofo!!

Animes com esse tipo de temática são os que vale a pena assistir. Igual a um chamado Bootle Fairy, onde fadinhas mostram os feriados e alguns costumes japoneses...

Vendo pelas fotos, parece ter uma animação simplória e agradável.

Ótima dica

Até mais

maispraladoquepraca disse...

Legal a resenha, Eu achei esse anime legalzinho. Ele faz aquele típico "feijão com arroz" em apresentar a primeira parte do mangá. Acredito que o maior problema da série no meu caso foi que eu esperava algo tipo o Natsume Yuujinchou (vc já viu esse? Senão, assista AGORA essa obra de arte! Já tem 4 temporadas lhe esperando hahaha) mas a série acabou sendo um Kamichu! A animação combinou com a proposta do anime e a parte sonora foi razoável. Mas bem, no final me diverti e aprendi algumas coisas como a questão de templos e santuários que eu nem fazia ideia antes.

Ah Sandra, está assistindo o Hoozuki no Reitetsu dessa temporada? Senão estar, assista que tenho certeza que você vai gostar! Ele é uma série de humor negro onde mostra como é o inferno da Asia (sim, porque existe outros como da Europa e etc) e o personagem principal sendo o segundo no comando desse mesmo inferno. Ele é que tem que resolver todos os pepinos que aparecem. O inferno funciona como uma repatição pública huauauhauh. E claro muitas lendas e conceitos Japoneses são explorados na série. Graças ao anime, o mangá começou a bombar no Japão e principalmente os animais da série são bastante populares com público.O meu preferido é o Shiro (o cachorro da lenda do Momotaro): http://myanimelist.net/character/91433/Shiro

Aqui a abertura:
http://www.dailymotion.com/video/x19g7mw_hoozuki-no-reitetsu-op_music?search_algo=1

Torajima disse...

Olá, Sandra:
Já faz tempo que eu não posto nada por aqui. Mas depois de ver esta matéria, tenho que concordar contigo sobre a série Gingitsune (que poderia, muito bem, passar na TV Cultura, algum dia).
Mudando de assunto:
Num blog sobre animes, no qual o assunto girava em torno de Hayao Miyazaki e uma frase polêmica que ele teria dito tempos atrás (ver link abaixo):
http://www.genkidama.com.br/xil/hayao-miyazaki-otaku-e-mal-entendidos/
o autor do artigo disse, num comentário postado lá, o seguinte:
"Noveleiro tem o Antonio Fagundes como exemplo. Ele na última novela fez filho até na parede! Aliás, o exemplo de promiscuidade das novelas incentiva os fãs a terem filhos com todo mundo."
Isso prova que as novelas brasileiras são mais perniciosas (como diriam os puritanos de plantão) à formação da infância e da juventude do que muito anime por aí, apesar das cenas de violência, sexo, etc. que porventura hajam neles. Porque será?
Provavelmente, porque ver pessoas de carne e osso em cenas de sexo e violência influenciam mais as pessoas, em especial, as crianças e adolescentes, do que ver tais cenas sendo protagonizadas por personagens animados ou de quadrinhos. E, no entanto, têm pais que não só permitem, mas também incentivam os filhos a gostar dessas novelas. Os mesmos pais que não querem que os seus filhos assistam animes na TV, dizendo que é violento, deseduca, erotiza, etc.
Falando em promiscuidade, talvez as novelas brasileiras possam incentivar os japoneses a transarem mais e a terem mais filhos, revertendo a tendência atual.
Não que seja uma solução isolada, entenda-se, mas poderia, juntamente com mudanças fundamentais na economia, na previdência social, no mercado de trabalho, na política de imigração (com a abertura do país para a entrada de imigrantes não-japoneses que queiram trabalhar e se estabelecer no país), no sistema educacional, no sistema tributário e na oferta de imóveis residenciais (mais imóveis espaçosos para se criar uma família de forma mais adequada, ao invés dos minúsculos espaços nos quais os casais japoneses vivem atualmente), ajudar a aumentar as taxas de natalidade no arquipélago.
Se bem que, há aqueles, dentro e fora do Japão que já não acreditam mais numa reversão das tendências atuais. Para eles, a única saída para o povo japonês (incluindo os ainus e okinawanos) é mudar-se para um país de dimensões continentais.
E, lá no fundo, o governo americano pode estar desejando transferir a população do arquipélago para os EUA para, em seguida, transformar o Japão (do extremo norte ao extremo sul) numa imensa base militar americana (sob controle da Marinha e da Aeronáutica), por causa de sua posição geográfica estratégica, entre a China, Coréia do Norte e Rússia e os EUA. Se isso acontecer, é bem provável que os militares instalem os mísseis nucleares ao longo do território japonês, uma vez tendo relocado a população japonesa (além de suas empresas, fábricas, estúdios de cinema e animação, etc., o que será interessante para aumentar a hegemonia econômica, industrial e cultural dos americanos). Não será surpresa nenhuma se tudo isso vier a acontecer futuramente.