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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A cena mais agressiva de homofobia na TV brasileira...

Navegantes,
Na última sexta (ou sábado), foi ao ar umas das cenas mais incômodas de Amor à Vida até agora... E, que curiosamente, quase ninguém comentou, inclusive os gays (até onde percebi)... O assédio moral de Cesar (Antônio Fagundes) para com Eron (Marcelo Antony). Vocês que acompanham este blog sabem que tenho minhas restrições quanto à legislação e aos excessos que muitos muitos gays pregam, o chamado "lobby gay". Já mencionei diversas vezes sobre isso aqui.
As pessoas comentavam bastante novelas anteriores com cenas de gays apanhando ou sofrendo agressão física mais explícita. Porém, pouco vi comentarem a cena citada acima. Sou contra agressões e existem leis para as mesmas... Mas, e quando a agressão é como se deu na cena?
Pessoal não se atentou que esta foi uma das mais fortes - quiçá mais forte - sequência de homofobia vista na TV. E não teve porrada nem nada. Mas, foi tão ofensivo, que agrediu demais. E, talvez eu tenha me incomodado porque este tipo de agressão sofrida pelo Eron é a mais comum, mais inclusive que socos e pontapés.
Acredito que as pessoas devem ter suas opiniões. Mas, acho que elas poderiam entender que a vida pessoal de cada um é a vida pessoal de cada um. O que tem a ver a vida pessoal neste nível, no ponto de interferir no profissional? Ao meu ver, nada. O autor e os atores, fizeram em uma cena, que outras novelas não conseguiram em diversos episódios.
Daí alguém pode dizer: ah, mas o personagem aceitou os termos do patrão... Cara... assédio moral é algo extremamente complexo de ser lidar... Porque normalmente acontece em quatro paredes e o agressor tem poder sobre a vida da pessoa de alguma forma.
É de se parabenizar autor e atores. Porque Amor à Vida conseguiu fazer o que ninguém tinha conseguido... Deixar-nos estarrecidos com algo tão comum na vida cotidiana... Quem diria, que a cena mais agressiva de homofobia na TV brasileira não teria nem socos e nem pontapés...
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2 comentários:

Mi Yuuki disse...

Sandra, super interessante vc ressaltar isso. Eu realmente tenho gostado dessa novela, apesar de ela ter mtas falhas, da maneira como ela demonstra o cotidiano de uma maneira mais dura e como a sociedade vive de máscaras (me referindo a família q é o núcleo principal da novela, que no começo, sempre posou de ideal e se mostrou estar em ruínas, revelando até mesmo que o verdadeiro vilão não é o caricato Felix e sim seu pai, César). Eu realmente não sou mto fã das cenas do Nico e do Eron porque não consigo vê-los como homossexuais, além do que achei tão falho do Walcyr ter feito o Eron trair o Nico, sendo que vivemos num mundo em que os fanáticos religiosos pintam um cenário de que o gay é promíscuo e essa luta da causa (não a gayzista e sim a verdadeira causa gay) é defender que eles querem um relacionamento estável e bem visto!
Realmente é impressionante que não tenha sido comentado, talvez por tantas ofensas que o personagem do Antonio Fagundes já fez ao próprio filho, mas realmente foi chocante e o mais absurdo é: o personagem ofendido foi um advogado, que poderia imediatamente acusá-lo de preconceito. Eu poderia rir e julgar mais uma ação irreal do personagem, mas sinceramente, acho que o Walcyr acertou em cheio. Qdo as pessoas dependem de um emprego, infelizmente, são obrigados a engolir muita coisa, até o orgulho.
É uma pena que a novela não esteja repercutindo tão bem qto eu acho q merecia!

Emerson Nasck disse...

muito boa a análise desta cena, eu fiquei em choque com a questão também. A cena de hoje teve uma pouca discussão sobre o Eron ter se submetido mas bem pouca. Acho este um agravante, mas enfim.