Desejo: Boas Festas...

sábado, 17 de novembro de 2012

E o primeiro anime brasileiro poderia ser...

EDITADO DIA 18/11 ÀS 00h07 - VER FINAL DO TEXTO
Navegantes,
Estes dias de pura ociosidade, estive a pensar algo interessante. Por que não há anime brasileiro? Bem... haveria uma séria de comentários bastante óbvios... especialmente porque animação no Brasil é algo pífio ainda, não tem investimento, não tem mão-de-obra... Mas, há um ponto que até o momento, nunca vi ninguém mencionar.
O primeiro anime brasileiro não seria um curta-metragem ou longa-metragem... Nem tão pouco uma série de televisão. O mais viável para que haja um primeiro anime no Brasil talvez seja onde há mais animações nacionais: na propaganda. Já imaginaram que legal seria ver uma propaganda de um miojo, de uma Sony, Toyota ou afins sendo uma propaganda-anime? Eu ficaria deveras feliz. Quem ai ficará contente também? Tipo... se virasse um "hit" como os poneis malditos? Ou o hominho do Contonete, o Elefante do extrato de tomate...
Pela própria História da animação brasileira, este talvez seja o pontapé ideal para um anime nacional!!! Vamos propagar a ideia? E a imagem ao lado foi retirada do site Xdragoon, já em ritmo de Natal...
Acabei esquecendo de dizer... Por que uma propaganda? Simples... A publicidade tem "naturamente" grana para fazer. Basicamente, é isso.
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15 comentários:

Naty disse...

Olá!!

Primeiramente respondendo a sua pergunta igual a certas pessoas iriam falar: anime é japonês e essas coisas!! rsrsrsrsrs

Porém, nunca havia pensando nessa possibilidade!! Se fossa na propaganda, seria bem provável que daria certo, como podemos constatar com os pôneis malditos (mesmo não sendo desenho, já é animação) rsrsrsrs

Mais daí teria que ter algum publicitário e um equipe de marketing que queira se arriscar nessa empreitada e fazer algum que dê certo, como fizeram com os pôneis malditos, o Elefante e o hominho do cotonete...Só faltou o do Listerine aí!! xD

Vou divulgar sua ideia, pois achei ela muito interessante. E incrível é que eu não havia pensado nisso!!

Até

Lionel disse...

Oi Sandra, acompanho seu blog apesar de não ser um fervoroso consumidor de animês e achei interessante comentar sobre essa postagem.
O seu argumento é uma solução totalmente viável, porém, como publicitário e ilustrador a quase uma década ,que também já trabalhou no marketing de licenciamento em empresas de alimentos, acredito que dificilmente haveria chances disto acontecer por 2 grandes motivos que percebo na área:

1- os diretores de arte procuram sempre um estilo forte mas que pareça diferente, criativo, e infelizmente o animê na visão publicitária é "modinha" e ninguém arrisca apostar a grana alta de um comercial em algo que pode ser visto por outros publicitários como óbvio (acredite, no Brasil publicidade é feita mais para os outros publicitários do que propriamente os clientes). Digo isso também pois já vi muitos portfólios de ilustradores de mangá serem descartados simplesmente por serem mangá. A opinião é: credo, esse cara só sabe fazer esse estilo. (Isso acontece também com ilustradores que só sabem desenhar super heróis estilo comics americano, mas ainda em menor escala).

2- Mangá e Animê é um gênero cercado de preconceitos como: Modinha ou público de nicho, coisa de adolescente bobo, e o pior, isto vendo pelo lado do licenciamento, pouca gente aposta no gênero principalmente por causa das atitudes do seu público (fãs), que são vistos como radicais.
Resumindo, ninguém investiria em um gênero de animação cercado de preconceitos, cujo público alvo é visto como nicho extremista que certamente iria criticar o produto por ter sido feito no país ( não no Japão).

Claro tivemos a "sacada" do Maurício de Sousa, mas ele usou o próprio dinheiro como "capital de risco"

Por fim essa foi minha visão sobre esse assunto que certamente pode gerar ainda mais reflexão, mas uma coisa é certa, os Otakus certamente são os únicos "tipos" de fãs que conseguem com suas atitudes, atrapalhar o gênero, mais que ajudar...

Abraços Sandra

Tamanduá de Marmelo disse...

@Lionel. O público de fã de animes no Brasil é um nicho extremista, não há mentira nisso.

E tinha os planos do Cassaro pro anime do Holy Avenger, chegaram até gravar uma música de abertura mas não foi pra frente.

Anônimo disse...

Não sei se conta como anime, mas há uma propaganda do "Diga sim à vida" com a turma da Mônica jovem.
http://www.youtube.com/watch?v=b8filbBY9sE

Acho que já é um começo :P

Ligeirinho disse...

Quando tu fala de propaganda, é algo equivalente a isso, da Mercedes? http://www.jalopnik.com.br/o-anime-da-mercedes-benz-para-promover-o-classe-a-no-japao-e-legal-demais/

Creio que propagandas como meio de alavancar o "estilo japonês" de desenho não é lá muito eficiente também, a não ser que por trás dos traços, exista algo que realmente as pessoas achem bacana. A pessoa por trás tem que ser um Nissan Guanais ou Washington Olivetto para criar um roteiro bem amarrado e exigir uma qualidade no traço. :)

Estou ultimamente assistindo alguns animês antigos e novos, e pensando: "como será que isso seria viável no Brasil?" Temos que lembrar que no Japão se produz coisas para o Japão. Basta notar que muitas vezes há brincadeiras, trocadilhos ou referências com a cultura local.

Aqui, se for produzido algo estilo "Animê", vai ser para o Brasil :) Então por mais que fale "Animê Brasileiro", lembremos que na verdade vai se produzir um desenho brasileiro com estilo de traço japonês :)

sandra monte disse...

Para Lionel e Ligeirinho...
Esta propaganda da Mercedes é por demasiado longa.

Agora, querem um anime curto, que tem a ver com o Japão, é lindo, sem preconceito e bem elucidativo?
http://www.papodebudega.com/2012/03/disney-e-animes-andando-juntos.html

Vejam , daí... diga-me se não seria possível algo assim no Brasil.

Nekomimi disse...

AOi, Sandra:
Na minha opinião, seria mais viável se o primeiro anime baseado em roteiro criado no Brasil fosse feito no Japão, mesmo.
Até porque, os estúdios de lá são mais modernos (até mesmo os pequenos e médios estúdios japoneses, a julgar pelas produções que eu já assisti) do que os daqui, sem falar do capital, que é mais fácil de se levantar do que aqui (a não ser que haja algum ricaço que financie tal empreitada no Brasil, país onde tudo é avacalhado e nada é levado a sério). Além disso, diretores de animação experientes existem em maior proporção do que aqui (não seria impossível imaginar um diretor de animação como o Shinichiro Watanabe aceitar dirigir uma série baseada em um roteiro brasileiro. Até porque, pelo que me lembro, ele já chegou a dirigir uma série cuja história se passa no Brasil. O nome da série era Michiko to Hatchin, se eu não estou enganado).
Se uma história como Holy Avengers fosse apresentada aos executivos e diretores de animação japoneses, quem sabe haja interesse em transformá-la em anime, mesmo que para a tela grande ou na forma de ODA (Original DVD Animation). Com o patrocínio de empresas japonesas, ou até mesmo, caso o mangá de Holy Avengers vier a ser traduzido para o japonês e lançado no mercado de lá, Nesse caso, o anime seria uma forma de alavancar as vendas da obra publicada (como acontece com os mangás japoneses).
Uma coisa é certa: esperar que apareça um produtor ou empresário brasileiro disposto a financiar a produção de um anime no Brasil é pura perda de tempo. Até porque, aqui no Brasil, não há uma indústria de animação digna de nome e nem mesmo uma tradição em produções animadas (ao contrário do Japão e EUA, por exemplo). O Brasil é mais conhecido por suas novelas e, mais recentemente, por seus filmes do que por suas animações (que são muito poucas, em comparação com as novelas e filmes já produzidos por aqui).
Nesse caso, parece valer o famoso ditado: "santo de casa não faz milagre". Se alguém quiser fazer sucesso com quadrinhos, animações etc. têm que lançar a obra no Exterior, primeiro, para fazer sucesso aqui, depois. Até desenhistas de quadrinhos e animadores brasileiros estão indo para países como os EUA (há até o caso de um brasileiro desenhando mangá no Japão, por exemplo). Pois é, a saída parece ser essa mesma: buscar fazer sucesso lá fora para depois, mais tarde, fazer sucesso aqui.
Essa é a minha opinião, pelo que eu tenho observado nessa área (quadrinhos e animações). Concordem ou não.

Ludmila Nascy disse...

Sandrinha, acho que o cara que chegou mais perto disso foi um estudante design digital da Ufpel... o TCC dele foi um artbook com todo um projeto de personagens, enredo, conceito bem fundamentado de anime:

http://penkala.tumblr.com/post/27271889075/nesta-sexta-feira-13-de-julho-dia-mundial-do

Eu acho que se existir alguém competente pra fazer isso no Brasil em algum lugar, vai sair dessa Universidade. Fique de olho! Dica de um amigo meu que tá fazendo Design Digital por lá. Se informe mais junto a coordenadora do curso pra saber de mais projetos. Esse é um blog de uma professora de lá. Bêjo!

Ludmila Nascy disse...

Sobre a sua idéia em si, acho que é por aí mesmo também. Mas animação é algo difícil de se fazer mesmo, ainda que curta.

Eu discordo do Lionel, queira ou não essa estética já faz parte do imaginário de uma gama grande de geração de pessoas no Brasil.

Mas teria que ser uma produtora independente mesmo jogando um viral na net como você sugeriu. E claro: muito criativo.

Falando nisso, alguém aí acompanhou os curtas do Festival de Animação da Petrobás. Gostei muito do stopmotion Cabeça de Papelão.

Demitron disse...

Será que alguma fabricante de brinquedos nacional como a Estrela não estaria interessada em patrocinar uma animação nacional promovendo uma possível nova linha de produtos? É mais ou menos assim que funciona boa parte dos animes de publicidade, tipo pretty cure.
Talvez robôs, espadas, robôs com espadas, ou garotas que os otakus amam, ou uma mistura disso tudo, sei lá, quem conhece o mercado deles são eles.
Aliás, é algo que sempre quis saber. Como anda o mercado de brinquedos no Brasil?

Nekomimi disse...

Oi, Sandra:
Bem que você poderia fazer uma enquete, para saber qual é o perfil dos(as) fãs de animes e mangás/otakus brasileiros(as), ao menos os que frequentam este blog.
A enquete poderia ser mais completa se incluísse coisas como:
1.Qual a renda dos(as otakus? Se eles(as)trabalham ou vivem de mesada?
2.Quanto é que ganham de salário ou de mesada?
3.Qual é a classe social a qual pertencem ou se consideram pertencer: classe alta, média alta, média baixa, baixa ou remediados?
4.Como acessam a internet: de casa, de lan house, da casa de parentes, amigos ou colegas, ou de outros lugares?
5.Qual a velocidade: se é banda estreita (linha telefônica) ou se é banda larga (e de quantos MBs é a velocidade)?
6.Quanto gastam em mangás, eventos, etc. por ano?
7.Usam cartão de crédito (próprio ou dos pais) ou dinheiro para fazer as compras?
8.Qual a faixa etária deles(as)?
9.Quantos importam (ou compram de lojas que trabalham com produtos importados) mangás animes, games, etc?
10.Onde moram (em que Estado, em que cidade, se na zona urbana ou rural)?
11.Qual é o grau de ensino deles(as): Universitário, secundário, primário ou nenhum?
12.Quantos(as)ossuem gravador de DVD ou BD?
13.Quantos(as) baixam animes na internet?
14.O que fazem com os animes baixados: assistem e depois deixam no HD, gravam no DVD ou BD ou simplesmente deletam?
15.Onde compram os animes: nas lojas, na internet ou no camelô?
16.O que os(as) fariam preferir comprar os animes legalizados (lançados no Brasil ou importados) ao invés de baixá-los dos fansubbers? Isenção ou redução de impostos, inclusive de importação, preços mais baixos, facilidades de pagamento, crédito facilitado, menos burocracia para importar, parcelamento de preços, etc.?
17.De quanto dinheiro eles(as) acham que precisariam para comprar todos os animes, mangás, games e outras coisas relacionadas a animes e mangás? Qual a quantia que eles(as) achariam suficiente ou mais que suficiente para passar a comprar tudo o que querem, ao invés de baixar de graça?
18.O que eles(as) seriam capazes de fazer para obter dinheiro para comprar todos os animes, mangás, etc. que quiserem (fazer “bicos”, jogar na Mega-Sena (ou no jogo do bicho), assaltar bancos, traficar drogas, sequestrar milionários, falsificar dinheiro, hackear contas bancárias para desviar dinheiro, aplicar golpes, prostituir-se, mendigar, pedir doações, vender o próprio rim, vender a virgindade, vender a alma, etc.)?
Além dessas perguntas, poderia-se fazer mais outras que não me ocorreram colocar aqui.
De qualquer forma, seria muito interessante ter um perfil completo (ou mais completo possível) dos fãs de mangás e animes/otakus brasileiros, para que se possa ter uma idéia de como eles são realmente, e dessa forma, entender melhor as suas ambições, desejos, reclamações, linhas de pensamento, etc. Não concorda?

sandra monte disse...

´Não faço uma enquete, Neko... por um grande motivo:

Não há muitos otakus visitantes aqui.

Renan Amaral disse...

Acho muito complicado, pois mesmo que fizessem a propaganda, provavelmente iriam errar nela.

Não é querer ser pessimista, mas provavelmente tentariam usar um traço de anime genérico/estereotipado. Que, mesmo que represente "animes" até certo ponto, provavelmente assustaria tanto os que gostam de anime, quanto os que não gostam.

Propaganda para isso é complicado, acho que só começará a ganhar força, quando mais pessoas independentes poderem bancar o próprio trabalho, e fazer a própria propaganda. Empresas não querem arriscar. Nem editora brasileira investe em artista nacional, uma propaganda de TV então está muito mais longe.

Gustavo disse...

Eu me lembro de ter visto em algum lugar, talvez na própria revista, que existia sim um projeto de transformar Holy Avenger em anime. Algo do tipo de que já estar sendo debatido o assunto lá mesmo no Japão. Mas como mais nada se ouvir a respeito, acho que não decolou o projeto.

Daiane Albuquerque disse...

eu achei um anime brasileiro de total independência, ele é bem simples, mas é bem legal e divertido:www.youtube.com/watch?v=rAwYr2vNBeA