Desejo: Boas Festas...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mercado de animes no Brasil, você acredita nisso? Jogando a merda no ventilador...

Navegantes,
Este post até parece um pouco aqueles de final de ano, com previsões e afins. Na verdade, muita gente aí é capaz de me xingar, dizer que quero dar uma de "mãe Diná" e tals. Que não sei de nada, que só falo achismos... Só que, curiosamente, muitos sites de mangás e animes dizem as mesmas coisas - com outras palavras, claro - que aponto aqui. Ou seja, galerinha fala - é verdade -, Sandra fala - é besteira... Curioso... Bem, enfim...
Este ano, não tive a oportunidade de ir ao Licensing Brasil Meeting. Ano passado fui e fiz dois artigos sobre o assunto. Entretanto, tenho acompanhado com atenção como ficará o mercado de licenciamento e de entretenimento para o ano de 2013. Como fato, 2012 realmente foi o ano dos heróis. Basta percebemos o grande número de produtos de heróis em lojas, o êxito nos cinemas, DVDs e afins.
Algumas das apostas citadas no ano passado, inclusive pelas empresas, não aconteceram. E foram justamente as apostas "animadas" que dependiam das TVs abertas. A "quase morte" das animações na TV aberta fora anunciada com o fim da TV Globinho, já no ano passado. Outras emissoras continuam a exibir animações, mas delas, só o SBT tem algum retorno.
Crianças continuam assistindo animações. As pequeninas, com algum poder de compra, veem TV Cultura. As maiores ou veem TV a cabo (seja legal ou "gato"), ou ficam na net, ou já curtem programas pré-adolescentes, ainda não identifiquei quais são. No ano passado, ficara claro que até a Disney já não bota tanta fé em seus seriados, que devem ter ainda algum tempo de vida. E Ben 10 tem perdido cada vez mais força...
O que parece é que estamos em um momento de "entressafra". A mim, está claro que a grande aposta e o momento de espera é pela Copa de 2014. O mercado - empresas, TVs, lojas, etc. - estão se preparando para o "grande" momento. Daí, qualquer outra "bobagenzinha" fica de fora dos planos.
Sabe-se que emissoras como Rede TV e Band estão comprado animações (o refugo da Globo) ou inéditos, tipo Cavaleiros Omega. A questão que fica é: estes produtos terão impacto? A verdade é que não. Imaginem animações em uma emissora como a Band, que dá uma baita atenção para o esporte?
Imaginem um ano que teremos Corinthians e Palmeiras na Libertadores. O segundo possivelmente na segunda divisão do brasileiro. O São Paulo com possibilidade de retornar ao campeonato sulamericano maior... Imaginaram? Agora imagem o horário matutino. O que preferir? passar desenho animado ou dar mais destaque para programa de debate futebolístico, que dá audiência? Meio óbvio, não?
Continuo não vendo brechas para animações - especialmente animações japonesas - na TV aberta. Talvez na fechada... A internet já mostrou seu poder de fogo. De uma forma ou outra. Basta vermos alguns produtos legais (tipo mochilas e canecos) dos "memes" do Facebook. O que está acontecendo é que algumas empresas estão com receio e dificuldades em entrar no Brasil. Como se utilizar da rede? Da única forma que as empresas - especialmente as japonesas - não querem: investir.
E, bem da verdade, não somente as japonesas, mas outras também. Apesar do grande silêncio da blogesfera, acredito ser pertinente dizer a todos os interessados um fato que ocorreu esta semana. A "blogesfera" de animes e mangás recebeu um email de uma empresa de exibição em streaming (preciso dizer o nome?), com o seguinte conteúdo: os caras querem que alguém atualize o site no Brasil.
Entretanto, a pessoa só ganharia um pacote premium de exibição. Que custará quanto? Uns 30 reais, talvez? Sim, gente... foi isso que vocês leram. Não rola grana alguma, você trabalha de graça. Daí, fica minha pergunta: por que os caras acham que a gente não precisa de grana para escrever? É um gasto de tempo, de energia elétrica, de internet... às vezes de material como livros, dicionários, etc. Nada disso conta.
Cheguei a pensar em enviar um email para a empresa, pois parece interessante ter em troca a divulgação do nome ea possibilidade de mais visitantes, seguidores e afins. Mas, só isso? Seria um insulto tanto a mim quanto aos meus reais leitores, vocês. Seria um insulto ao povo brasileiro, que nas entrelinhas, eles acham que aceitam migalha. Existe um custo para entrar no Brasil, e um deles é o investimento tanto em pessoal quanto burocrático. O Netflix que o diga...
É o fim... Esta não é a primeira empresa que quer a "ajudinha" de blog, de fã... Mas, a "graninha" que é bom, cadê? Eu acredito que há uma brecha aberta para 2013, mas a falta de bom senso das empresas, a falta de um projeto claro para o Brasil - vide o exemplo que mencionei - mostra-nos que o somos para as empreas de fora: resto. Espaço na internet há, mas... desse jeito, temo pelo pior. Depois me chamam de pessimista. Não sou, só sou realista. Enfim... Este é nosso mercado de animes, está bom para vocês?
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18 comentários:

Valu Vasconcelos disse...

O Brasil é um pais difícil de trabalhar.
Digo isso por ser empresario do ramo de animação e sei o quanto é complicado, falando de dentro do Brasil.

Todo mundo que vem de fora se assusta com a carga tributaria e a falta de incentivo fiscal para investir em nós brasileiros.

A Netflix está lutando, e com pouco fôlego para se manter em nosso mercado, pois nós brasileiros não pagamos por nada. A tv aberta nós deixou mal acostumados. Tudo vinha de graça, era só ligar a nossa caixinha magica. Na própria Netflix, a galera pega o primeiro mês grátis e mesmo gostando, não continua com o contrato, pois tem que pagar :(

A internet se tornou um lugar promissor, pois qualquer um poderia criar e gerar seu conteúdo sem custos absurdos e entravessadores de veiculação, porém, percebemos como produtores que o fato dos brasileiros não curtirem pagar por muita coisa, gera um problema, que é a síndrome do : - quem paga a conta da produção???

Anunciantes, talvez ??.?
Mas para haver anunciante, precisa haver page viewer.

Como sustentar uma produção e seus altos custos sem ter esse aporte inicial, e sem saber se esse publico virá?

Daí nascem os espertinhos de plantão que querem tudo de graça , tal qual essa galera do streamming e outros que eu conheço bem.

Resumindo, o nosso mercado está no que eu chamo de " momento vala ".
No que concerne à animação, estamos perdendo um mercado enorme, pois animação dá audiência, mas como o próprio diretor do Ibope me disse, o publico alvo são crianças, e elas são difíceis de medir. Sem essa medida, não dá para vender break comercial para anunciantes, e sem eles não há geração de renda para o canal.

Futebol, por outro lado, é coisa de gente grande, que paga pay per View, compra a cerveja anunciada e não tem problemas para ser medida pelo Ibope.

Como dono de um negocio, eu entendo bem esse lado comercial.

O que eu sugiro aos fãns, é que saiam do armário e levantem suas bandeiras e abram suas carteiras. Se mostre como fã, não só para comprar uma bandana pirata no evento, e baixados de vídeos na internet, mas sim se organizar e mostrar que pode ser um mercado consumidor ativo, que tem poder de compra de produtos e serviços desse gênero.
Caso contrario, só vai restar baixar coisas pelo fãzuber mesmo, e isso se os Japas tiverem fôlego para continuar fazendo animações pagando os salários baixos que pagam. Mas isso é uma outra aconversa !

Desculpe o discurso longo, mas esse assunto me assola a alma, mesmo !

Abraço,

Valu Vasconcelos
www.valu.com.br

sandra monte disse...

Concordo piamente com você no quesito de que fã tem que por a mão no bolso e comprar original. Inclusive, isso já foi tem de diversos posts que escrevi.

Mas, os empresários também têm que por a mão no bolso e nos respeitar. Se eles têm suas contas para pagar, nós também temos as nossas...

Diogo Aires (Dood) disse...

Este é nosso mercado de animes, está bom pra vocês?

Mercado de Anime, não ouço nada de boom de animes há muito tempo. Quanto as animações tradicionais, as emissoras querem coisas que dêem retorno de audiência. Tinha que haver um trabalho mútuo de Marketing entre ambos, mas isso nos dias de hoje nem rola. Por isso as emissoras procuram outras maneiras de obter retorno.


Mas, os empresários também têm que por a mão no bolso e nos respeitar. Se eles têm suas contas para pagar, nós também temos as nossas...

Isso é verdade, concordo.

Diogo Aires (Dood) disse...

Sandra, seu post me despertou a seguinte idéia: Será que a indústria do entretenimento animado é que está em crise? É um tal de fazer remakes e revival de coisas antigas (seja desenhos ou filmes) e venda de produtos relacionados aos mesmo. Vejo uma indústria recorrendo a nostalgia e pouco inovando. Botemos na balança: qual foi a ultima produção que marcou 2012 será que foi relevante para marcar época? Porque não vejo só crise nos animes não: vejo crise nos games, no cinema (apesar de algumas boas surpresas no meio, tem perdido seu gás)... Talvez chegamos ao limite da criatividade e nos reste pouco muito pouco em inovação. Afinal, é melhor lucrar com algo que é certo do que com algo desconhecido sem saber dar retorno, a não ser que você trabalhe com o que você tem e saiba usar a seu favor. Aliás gostaria de uma análise sua sobre essa indústria, porque eu acho que não é somente os animes e desenhos que perderam sua magia e publico.

sandra monte disse...

A questão Dood é...

Quem está sabendo trabalhar com os revivals? Que há muitos, isso é fato. Mas, certamente, os americanos conseguem, os japoneses, não...

Faloko disse...

Sandra eu concordo em partes com você. O problema ocorre não só com o inexistente mercado de animes e sim com o mercado de mangás. Engano de quem pensa que está muito bem. Não está! Falta incentivo, falta marketing e falta principalmente bom senso pelos fãs, que não luta por melhorias e principalmente pela popularização consciente dos quadrinhos e animações orientais. E um assunto para horas e horas de discussão

Rafael Kaen disse...

O que atrapalha é a burocracia e tributos, essa história é antiga infelizmente!
Até a toei faz isso, tem gente que ajuda sem receber um centavo!
Parece que o cara que escreve para a revista não come, não bebe, não precisa de dinheiro, mas tem gente que aceita trabalhar de graça e é por isso que muitos estão mal acostumados.
E é como você falou, os brasileiros estão acostumados a ter tudo de graça na internet!

sandra monte disse...

O foda é ver que tem gente achando legal você trabalhar de graça em troca de umas visitas a mais.


Pode parecer um tanto cretino o que vou dizer: mas "puta que é puta cobra"... e tem gente achando legal trrabalhar de graça para quem pode pagar !!!!

Para quem pensa em escrever... Que seria basicamente faer tradução, veja a tabela: http://www.sjsp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=141&Itemid=54 Depois voltem aqui e digam se não é uma absurdo trabalhar por uma cotinha premium......

Valu Vasconcelos disse...

Concordo Sandra.
O negocio é uma via de mão dupla.
A empresa tem que gerar o produto e fazer o marketing e deixar à disposição do publico e ainda, arcar com o tempo de maturação. Essa é a regra.

Mas o que estamos passando agora é o que falei antes, que é o fator vala.
Há poucos anos o negocio era simples, alguém fazia a animação, distribuía na janela principal, quem em vários casos, servia meramente de alavanca para o lançamento de brinquedos.
Essa primeira janela de exibição, pagava boa parte dos custos dessa produção.
As janelas seguintes, tal como VHS e produtos licenciados, geravam o restante dos custos e alavancavam os lucros.
A ultima etapa de ganhos, era a exibição nas TVs abertas em varias praças de mercado e outros países. Em alguns países, a venda é em tv aberta e fechada.

Isso gerava uma lógica de mercado que não era fácil, mas era uma formula que tinha seus passos respeitados.

Após a popularização da internet, o negocio ficou esquisito.
A lógica da produção continua a mesma. No Japão bancados pelas TVs em sua grande maioria. Nós EUA e Canadá o negocio varia bastante entre TVs fechadas, publicas e producao independente.
No Brasil, é......senta e chora e vai lá para o exterior mendigar por dinheiro, ou dinheiro incentivado do governo.

Aí é que vem o problema dos tempos atuais....se na primeira janela de exibição, que no caso das series, é a tv, o produto já é viralizado mundo à fora pelos "fãs" logo na estréia, toda calda longa vai por água à baixo.

O que seria o lucro e pagamento da produção, não ocorre, por tanto, a empresa não tem a verba necessária para fazer um aporte em divulgação ou distribuição, como era feito nós áureos tempos.

Não estou justificando o mal cartismo de muitos empresários inescrupulosos, mas sim fazendo um panorama do que hoje, é o nosso mercado de intretenimento, e no nosso caso especifico, o da animação .

A escolha de franquias já consagradas, não é por falta de talento ou criatividade. É simplesmente uma escolha segura, pois já parte de uma base consolidada de fãs e diminui o gasto de marketing saindo não do ZERO, mas sim de algo já consolidado.

Uffa...falei de mais...hehehehehe.

Abraço galera!
Valu Vasconcelos
www.valu.com.br

Niquevader disse...

Até o Netflix que vem engatinhando pro Brasil tenta fazer sua parte na questão de animes, o catalogo não é um mar de opções mas existem alguns animes lá. A Maioria com áudio em inglês, o que me faz pensar que eles ainda não conhecem o publico de animes no Brasil, e pelo jeito não vão nem conhecer porque os otacos não pagam 15 reais pra ter um serviço legal, mas pagam 15 no DVD ou 40 na action figure torta importada da 25.

Panino Manino disse...

CrunchyRoll por aqui deve trazer somente os animes sem seus derivados, alguns e só. Licenciam para a América Latina em geral e pronto, só precisam da legenda.
Imagino o quanto eles estão pagando pelas traduções, já li a respeito que o preço até varia por episódio, mas é bem pouco. Deve ser uma merreca traduzir para eles.
Apesar de ser dinheiro garantido para os tradutores recrutados, não deve sustentar ninguém, uma pena.


Entendo o lado da crítica do fã pão duro, mas também, as empresas vacilam muito. Ainda insistem que animação é só para criança? Hoje em dia? Por favor, tem que se fuder mesmo esses otários.
O próprio mercado local não tem vontade de investir em produtos que expandam a base de leitores e espectadores, depois querem reclamar que o público não aparece? Os dois lados andam na contra mão.

Nekomimi disse...

No Brasil, o problema da escassex das animações, não só japonesas, mas também até dos EUA, é causado por outros dois fatores (talvez o melhor seja dizer aqui "CULPADOS"):
1.As ONGs que combatem a propaganda voltada para o público infanto-juvenil, com a alegação de que "criança não está preparada para consumir". Por causa dessas ONGs, animes e demais desenhos animados que dependem da venda de bugigangas (brinquedos, games, artigos escolares com personagens desta ou daquela série, guloseimas, roupas e demais peças de vestuário, etc.) têm sido as maiores vítimas dessas ONGs, que, sob o pretexto de proteger a infância dos males do consumismo, querem proibir a veiculação de comerciais e outras formas de propaganda destinados a esse público. Comparem com a situação das emissoras décadas atrás com a situação atual, e verão que houve mudanças não só na programação, como também nos comerciais;
2.As ONGs de defesa da infância e adolescência que, sob o pretexto de proteger a infância e a juventude dos chamados "conteúdos violentos e sexuais" dos programas televisivos (curiosamente, só os animes e cartoons têm sofrido por causa dessas ONGs, ao passo que programas como o BBB, telejornais policialescos, programas com danças e músicas apelativas que todos já viram e ouviram, etc. continuam a passar sem nenhum problema). Por causa dessas ONGs, anunciantes têm deixado de patrocinar animações que tenham, ainda que muito pouco, algum dos conteúdos citados ou outros que possa ser motivo de reclamações. Resultado: menos e menos animações na TV aberta. Já na TV por assinatura, a situação é um pouco melhor, mas mesmo assim...
Desse jeito, a continuar a situação atual, o único lugar em que será possivel assistir (ou baixar) animes é na inernet. Certa vez, li num blog de TV por assinatura, não me lembro agora qual era o nome, um comentário postado por um internauta, também fã de programas de TV por assinatura, dizendo para os fãs de animes para desistirem de pressionar emissoras e operadoras de TV e migrarem de vez para a rede, onde poderão ver animes do jeito que eles quiserem (com ou sem dublagem). Infelizmente, essa é a verdade.

DJ disse...

Sandra

Você que sempre tá inteirada de tudo no mercado de animes, sabe dizer se é muito cara a licença para fazer streaming de animes?

Esse serviço tá muito amador pro meu gosto, parece até a Yamato com evento de anime...

Tradução de fansub (aposto q não ganha igual tradutor profissional, pq escolheriam eles) e noticias feitas por voluntarios... pra onde vai o dinheiro das assinaturas?

O CR recebeu milhões de investidores anjos segundo o ANN, pra onde foi isso tudo?

Servidor nao é tão caro assim, ta cheio de anitube da vida...

Eu tava mto animado com o anuncio da JBC mas quando ela saiu fora, vi q nao vai mto pra frente nao....

sandra monte disse...

Olá DJ...

Olha, lembro-me que certa vez, informaram-me que um episódio de anime para a TV custava entre mil dólares a três mil dólares. Não me recordo se já dublado ou não.

No caso do CR, deve ser muiiiito mais barato por vários motivos: a empresa já detèm os direitos. Logo, já paga na fonte (lá fora).

Quanto a valores de tradução, veja a tabela do SINTRA http://www.sintra.org.br/site/index.php?p=c&pag=precos .

O pessoal que está fazendo a tradução, como já faz isso em fansub, deve estar achando o máximo... Só que estão recebendo um valor de merda pelo trabalho.

Quanto ao trabalho de quem escreveria para o site, veja esta outra tabela, desta vez do SJSP: http://www.sjsp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=141&Itemid=54 Veículo Eletrônico (página com 1.400 caracteres, incluindo espaços) R$ 251,00

Percebe que o que os caras estão fazendo é praticamente "trabalho escravo"?
Fora que o CR ainda precisa se registra na ANCINE...

Eu acredito no potencial da net, mas perdi um pouco a confiança que isso dará certo, devido ao amadorismo dos caras.

Enfim...

DJ disse...

Realmente parece até trabalho escravo...

O pior que isso mata o trabalho dos verdadeiros profissionais. Por essas e outras sou a favor de profissões regulamentadas, igual era (voltou a ser?) com jornalista precisarem de diploma...

O "hilario" é que eu na minha loja pago salario e inss para todos os funcionarios, fora os impostos, e se eu fosse parar alguem da prefeitura logo apareceria. Nem é preciso falar q tenho bem menos capital q o Crunchroll...

Agora se uma companhia americana entra aqui nem pagando preço de banana para os funcionarios e os encargos trabalhistas o governo faz vista grossa. O pior se eu falo mal disso dizem q sou protecionista...

Eu fico p. com esses gringos querendo praticar pseudo escravidão nos paises subdesenvolvidos....

Naty disse...

Olá!!

Realmente falta investimento no Brasil. Ou será que não? Já que animes é fácil e gratuito de se achar na internet?
Li a respeito disso, só que englobando tudo, inclusive os mangás aqui no Brasil, preço e afins.
É difícil afirmar mais creio eu que a Era de Ouro dos animes em solo brasileiro já acabou à algum tempo. Com a chegada da internet e do fácil, as empresas desistiram de investir, por não receberem o retorno!! Será que não é por isso que a empresa que você citou quer pagar apenas R$30,00? Imagina, se eles investirem e não tiverem retorno, a empresa não lucra, e no mundo socialista que vivemos hoje, lucrar é o que há!!
Bom, fazer previsões é difícil, nem mãe Dinah acerta mais. O jeito é esperar e rezar para que melhore um pouco!!
Belo texto, até mais.

sandra monte disse...

Naty...

As empresas não podem colocar o "fator de risco" para pagar miséria ou quase nem pagar.

Elas têm que bancar tal risco. Se for assim, nem tente entrar então...

Nekomimi disse...

Tem mais uma coisa que eu esqueci de acrescentar no comentário anterior, e que acrescento agora:
Se você, que é fã de animes, e que está cansado dessa situação (animes sendo cancelados ou tirados do ar nos canais abertos e até nos canais de assinatura), então faça algo a respeito. E isso é possível. Basta que você (e os demais fãs de animes que estão lendo, neste momento, tanto o artigo acima quanto os comentários postados) comece a fazer essas três coisas:
1. NÃO DÊ DINHEIRO OU QUALQUER TIPO DE AJUDA PARA ESSAS ONGS DE PROTEÇÃO À INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA;
2. NÃO DÊ DINHEIRO OU QUALQUER TIPO DE AJUDA PARA ESSAS ONGS QUE SÃO CONTRA A PROPAGANDA VOLTADA PARA O PÚBLICO INFANTO-JUVENIL;
3. DIVULGUE ESSA MENSAGEM PARA OS DEMAIS FÃS DE ANIMES PARA QUE ELES FAÇAM TAMBÉM O MESMO.
Só conscientizando os fãs de animes é que começaremos a mudar essa situação.
Porque, pensem bem: não faz sentido que nós, fãs de animes e mangás, continuemos a dar um tostão que seja ou uma contribuição qualquer para essas malditas ONGs que tanto têm nos prejudicado.
É como dar dinheiro a um inimigo que só irá prejudicá-lo. Então, porque doar dinheiro ou o que quer que seja para o nosso inimigo?
Se sua família, parentes ou amigos fazem doações para essas ONGs que só têm nos prejudicado com suas ações, convença-os a NÃO doarem mais nada para essas ONGs.
Está na hora de sermos coerentes conosco mesmos. De que adianta reclamar de que seu anime preferido foi cancelado, cortado ou tirado do ar por causa das pressões diretas e indiretas dessas ONGs, se continuamos a dar dinheiro ou qualquer tipo de ajuda a elas?
Portanto, PAREM DE RECLAMAR E FAÇAM ALGO A RESPEITO!
É isso aí.