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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Aquele tal mercado de animes no Brasil: uma questão cultural...

Navegantes,
O post abaixo de One Piece gerou alguns comentários interessantes dos caros leitores. Comentários estes que valem a pena serem pensados com muito carinho. Afinal, dos textos do post saíram considerações que têm a ver com a cultura brasileira e japonesa. Em um dos comentários, perguntaram-me se culpo a cultura brasileira pelo fracasso de One Piece. Não culpo nenhuma cultura. O que acredito,  há uma falta de compreensão da cultura brasileira pelas empresas do mercado de entretenimento japoneês.
Quando falamos da cultura no Brasil, estamos a mexer em um campo muito complexo. Com diversos estudos, estamos conseguindo finalmente entender que somos diferentes. Não diferentes em relação às demais culturas, mas que temos uma cultura totalmente diversa.
Há um "norte que nos une" como brasileiros. Mas, em cada região há elementos únicos. O que me parece é que as empresas japonesas só conhecem uma parte de nós. O Brasil não tem uma História milenar, entretanto, nossa cultura é totalmente diversa. Um mix de cultura indígena, europeia, negra, norte-americana e e mais recentemente oriental. Talvez por isso tanta dificuldade na compreensão da cultura brasileira.
Não é fácil, nem para nós mesmos, compreender que nossas ações e características têm relação com todas estas culturas. Que, conseguimos incorporar e transformar praticamente tudo, tornando o objeto cultural em algo nacional. Casos não faltam como o "hip hop", "funk", "capoeira", etc. A cultura brasileira é cheia destes hibridismos. Incorporamos, transformamos e acrescentamos tudo recrianado uma nova cultura, uma nova forma de ser, agir e pensar.
Assim, não culpo nossa cultura. Temos um estilo de vida, temos interesses que diferem de outros países. Não adianta dizer que novela é uma porcaria cultural que torna a população burra. Não adianta falar que futebol é "ópio" das massas. Isso é um pensamento tão arcaio, tão retrogrado que dá até medo. É necessário entender porque certos produtos culturais são tão importantes para nós. Não simplesmente criticá-los.
E este é um grande defeito de otakus. Criticar demais o que existe e é nosso. Porque novela é tão importante? Aconselho aos interessados em ler o livro Telenovela, um olhar do cinema, do estudioso José Roberto Sadek. Muitos perceberão porque há um gosto pelas telenovelas e, inclusive, pelos animes. A lógica primordial da animação japonesa é muito parecida com a lógica das novelas...
Além de encontros do mercado (licenciamento, games, etc), também tenho participado de encontros de cultura. Já lhes disse uma vez: procuro fazer uma análise de tudo o que aprendo e compratilho com vocês. Meus comentários não são lançados ao vento pura e simplesmente porque sou má, sou "do contra", quero ver "anime se ferrar". Nada disso! Procuro aprender e entender. Por isso  compartilho com vocês o que aprendo e, quem tiver interesse ou for curioso, vai e procurar suas próprias respostas.
Enfim... Daí... Se nós não dos damos respeito, se é tão difícil nos conhecermos, imaginem, então, para os japoneses nos entenderem? Estou cada vez mais convencida de que é necessário, um grande esforço de diversos agentes, mostrar aos japoneses quem somos, o que queremos e o que podemos fazer. Eventos de animes podem levar atividades culturais. Atividades não apenas para "otaku brasileiro" ver. Os otakus podem fazer sua parte e adquirir o que for lançado oficialmente aqui e tiver qualidade.
As poucas empresas que atuam no mercado devem tentar entender a sociedade de forma mais geral. Não adianta "entender" só otaku. É para isso que há convenções mercadológicas. Gasta-se para participar delas? Gasta-se. Mas, sem conhecimento, fica difícil entender e implementar alguma coisa. Não adianta ficar com a "bunda" na cadeira lendo só o que otaku diz. Otaku é desinteressado, normalmente não entende nem a si mesmo...
E, outras organizações, grupos e pessoas físicas podem tentar - agora sim - mudar o conceito que a sociedade tem de anime (e mangá). Não adianta, quando ler alguma matéria destrutiva da grande imprensa, criticar negativamente ou xingar. Deve-se explicar e exemplificar com animes "não violentos, sem características sexuais, etc".
Alguns devem pensar: "nossa Sandra, que careta, tem que mostrar o que underground, que é isso ou aquilo"... Digo: sério mesmo? Sério que vocês acham que a grande imprensa, que estudiosos e afins vão dar atenção para algo "não" frufru? Aqui fica um pouco do conhecimento da nossa própria cultura.
Temos que ir pelas bordas. Não adianta dizer que One Piece é fantástico porque faz sucesso. Não adianta reclamar - como vejo no Facebook - que novela tem mais violência que anime. A violência alheia sempre parece mais "assustadora" que a nossa. Novela faz parte de nossa cultura. Anime não. Não adianta tentar mudar a cabeça das pessoas falando mal de produtos culturais nacionias. Deve-se mudar a cabeça das pessoas apontando animes que sejam considerados bons pela sociedade (vide sem violência).
E, nem tudo que é considero bom, nós gostamos. Não seria mais fácil a grande imprensa aceitar falar de um anime com história meiga como um Honey Honey (lembram?) do que um One Piece? Os otakus têm que fazer sua parte. Tentar ser um otaku diferente do otaku japonês. Dar um novo conceito ao que é ser otaku brasileiro. Enquanto fãs e algumas empresas continuarem a ignorar a própria cultura - sem apresentá-la adequadamente aos japoneses - anime continuará no limbo no Brasil. A sociedade não aceitará os desenhos japoneses e as empresas japonesas vão continuar a acreditar que não vale a pena investir no mercado brasileiro...
Quem quiser e puder escrever seus comentários, fiquem a vontade. Acredito que é importantíssimo que as pessoas que realmente querem mudanças - de comportamento em geral - possam dizer o que acham ser positivo, ser interessante. Querer gritar mudanças pela força para a sociedade, realmente, não dá. O silêncio dos bons faz com que só os "maus" sejam percebidos...
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24 comentários:

Luiz Fernando disse...

Acredito que dois fatores contribuem pra anime não decolar no Brasil. O primeiro é comercial.

A grande verdade é que emissora nenhuma quer manter no ar um programa que não dá retorno na hora de vender os intervalos comerciais.

Pega um Ben 10 e olha a quantidade de comerciais com produtos licenciados do desenho. Olha os do Max Steel, os da Disney. Agora olha o que tem do Naruto, que é o anime mais popular dos ultimos anos, que produto que tem? Cadernos? Mochilas? E dos poucos que tem, quantos são anunciados na tv?

É claro, a parte cultural tem a sua importancia na hora de investirem em anime no Brasil, mas o que pesa mesmo é a grana, e os japas, com raríssimas exceções, não se esforçam pra fazer o produto deles vender fora do Japão.

Tire um exemplo pelo jogo dos cavaleiros do zodiaco que eles lançaram aqui no Brasil. Na hora que acabaram os brindes que vinham junto com o jogo lá no japão, a primeira coisa que os caras fizeram foi tirar os brindes que seriam entregues aqui no Brasil e mandaram de volta pra atender o mercado deles por lá. Olha a importancia que eles dão pro nosso mercado.

E isso nos leva para o segundo motivo, que é o mais doido pros otakinhos daqui. Os japoneses não estão nem aí pro que acontece fora do Japão. Os caras são xenófobos mesmo. Os animes, mangás e etc, dão certo no japão porque são feitos de japoneses pra japoneses, se estourar fora do Japão, estourou. Se não estourar, dane-se.

Druid Elf disse...

Sim e não, Luiz Fernando.
Os japoneses podem ser sim um pouco xenófobos e só pensarem no mercado deles, mas é o que sustenta o Japão.

O interesse em levar esse material para outros países, é do próprio país. No caso do Brasil, nossas empresas não querem se arriscar, têm medo. As poucas que o fazem, ainda fazem besteira (vide Changeman e Jiraiya, Evangelion em Blu-ray sem áudio HD por preço absurdo, etc.) e também a culpa é de nós mesmos, consumidores.

O Otaku brasileiro é muito vagabundo, sim é, ele quer tudo perfeitinho do jeito que ele gosta, mas não quer pagar o valor que isso custa. Claro que dá para se fazer um bom trabalho e cobrar um preço justo, mas isso as empresas não querem, querem lucros excessivos.

Mas mesmo quando não está perfeito, nós não queremos comprar porque temos medo que não lancem o resto ou ficamos de #mimimi pelo preço. O que as empresas acham disso? Que não há mercado e não vale a pena lançar.

E continuamos no mesmo ciclo de #mimimi, lançamentos sem venda ou descontinuados.

El Jasque disse...

Uma esperança seria ter algo como o http://www.crunchyroll.com/ no Brasil.

Os animes lá passam por stream e são licenciados rapidamente.

Quanto a tv aberta está algo complicado, já que parece haver um forte preconceito...


Mesmo que o canal não queira cortar o anime, ele vai querer passar de manhã. E se passar de manhã sem cortes, ou mesmo a versão dos eua que nem tem tantos cortes, o ministério público já vai xiar.

Por isso que concordo que se for passar um one piece ou um naruto todo cortado, é melhor passar logo algum anime de qualidade que não seja violento. Existem opções.

Bakuman, por exemplo, é um anime popular e que acredito que não precisaria sofrer cortes. Ou mesmo Hikaru no Go, aproveitando o mesmo autor(no caso só o Obata).

O problema é que por ter tido aquele boom com cavaleiros do zodíaco, os fãs brasileiros se apegaram ao gênero battle shounen(especialmente os da Shounen Jump), vulgo 'anime de lutinha', e é isso que vende e faz mais sucesso por aqui.

Só que a maioria deles sofreria algum tipo de corte. Hoje isso é inevitável.

Aliás, até mesmo no Japão esses animes já são amenizados pra poder chegar aos Eua e não precisar editar!
Basta assistir o novo anime do Hunter x Hunter para constatar, por exemplo. Mas visto os cortes banais que fizeram em Naruto, mesmo assim ainda considerariam violento.

Luiz Felipe disse...

Acredito ainda que o problema é do brasileiro médio, pois o que se vê entre entre os adultos e até entre os jovens que quem gosta de anime é criança e afins, fruto de uma sociedade atrasada, no Chile, para não ir muito longe, existe um catálogo de animes muito superior do que há o Brasil e aparentemente, não existem tantos preconceitos quanto aqui, nem nos Estados Unidos.
Fora a censura hipócrita que temos aqui, que não pode passar nada mais "forte" para proteger nossas crianças, mas funk e novela no horário nobre é normal.
Acho que a parte comercial também atrapalha, pois se quisessem explorariam mais os animes "comerciais" como Naruto, Cavaleiros e Pokémon.

Sandra, muito bom seu texto, embora não concorde em 100%.

Diego Guzzi Felix da Silva disse...

Talvez o problema seja que nem nos sabemos quem nos somos mesmo e isso ocorre desde a nossa independencia, na qual nao possuimos uma historia milenar ou um ideal que guiou nosso povo na independencia e o que quero falar e que o brasileiro se adapta a qualquer situacao e cultura.

L.Karina disse...

Muito interessante você colocar a questão cultural.Uma coisa que eu sempre achei errada foi lançar mangás com leitura oriental,acho que não foi a melhor forma de ser lançado aqui justamente pela questão cultural. Ler de trás pra frente deve ter afugentando boa parte do público.
Talvez se no Brasil algum ator ou diretor renomado se disse fã de animação japonesa, como os diretores de Matrix fizeram nos EUA.Porque isso também ajuda a abrir as portas do mercado pra um público maior.
Quanto aos artistas que querem fazer mangá, acho que falta algum bom roteirista que saiba trabalhar influência sem parecer cópia, porque o público percebe. Acho que o brasileiro tem que descobrir que tem uma cultura riquíssima que dá pra trabalhar, mesmo usando influência da mangá ou de cinema. Basta olhar pra Turma da Mônica original e ver com Mauricio de Sousa usa influência sem copiar ninguém e como ele usa a nossa cultura.E claro as novelas da Globo que sabe usar nossa cultura.Porque não adianta nada copiar o que é do outro,porque cada povo tem sua cultura.

Panino Manino disse...

Um pouco do que disse me fez pensar/lembrar que os otakus aqui acreditam que mangá é coisa de nicho, só para otaku, um entretenimento manjado.

Mangá pelo que ouvi e conheci até hoje é uma mídia bastante abrangente no seu local de origem. Por mais que um One Pice não seja lido por todos por mais que venda, parece que todos leem algum mangá por lá.
De alguma forma estranha o público jovem parece não ser capaz de sustentar um mercado grande de mangás, nem ter maturidade para levar o mangá como algo cultural, por isso teria que apelar para um público mais velho, tentar conquistar um público mais velho. Nisso eu penso que alguns mangá de "nicho" poderiam ajudar nisso, mas não de qualquer nicho, especialmente o underground obscuro, acredito que seria algo mais leve e universal como With the Light, alguma história mais comum e que conquiste leitores por identificação com algo do mundo real.
Apesar de que sempre há o problema de por aqui ter poucos leitores de qualquer coisa.

Nekomimi disse...

Diego Guzzi, o que você quis dizer é que talvez por causa da história do nosso país (o Brasil), nós somos assim, essa indefinição cultural. Essa afirmação não é nova.
Já li artigos e matérias em jornais (principalmente entrevistas com escritores e intelectuais, se bem que agora não me lembro de nenhum nome em particular), dizendo que o Brasil é assim porque não houve um movimento de ruptura com o passado como houve nos EUA ou no Japão, por exemplo (leia-se guerra civil). E é por isso, segundo esses escritores e intelectuais), que o Brasil está hoje nessa situação cultural. Isso pode ser o preço de ser um "povo cordial"(será que o povo brasileiro é cordial MESMO? A história do nosso país já deu exemplos de que isso é apenas um mito. Até mesmo quem assiste o canal History Channel sabe disso).
Talvez seja preciso, se depender de fatores históricos para que essa situação mude, esperar pelos próximos 500 anos. Se bem que é capaz de o mundo acabar até lá (não em 2012, já que não acredito nessas histórias de profecias maias) ou, pelo menos, o Brasil acabar...
Quanto aos demais comentários, cada um deles, em parte, têm um fundo de verdade. No entanto, nenhum deles têm a resposta completa.
O problema é mais complexo do que parece, e tem um conjunto de causas que devem ser examinadas isoladamente e meticulosamente (e com muito cuidado), evitando generalizações e conclusões apressadas.
Em primeiro lugar, é preciso saber uma coisa importante: existem animes e animes.
Uns são feitos para o público infanto-juvenil, outros são feitos para o público adolescente e outros são feitos para o público adulto.
E como se isso não bastasse, há aqueles que são feitos para o público masculino, enquanto que outros visam o público feminino.
Sem falar, é claro, dos gêneros e subgêneros de animes existentes no Japão: (fantasia, ficção científica, terror, ação (incluindo o battle shounen), esportes, vida escolar, comédia, romance-comédia, romance, drama, policial, história de detetives, aventura, etc. (e, é claro, os animes produzidos exclusivamente para o público adulto, como o hentai e o yaoi).
Um anime como Sazae-san, por exemplo, poderia passar no horário da manhã em qualquer canal de TV brasileira, sem problemas, já que é considerado pelos japoneses uma série "família" (aliás, Sazae-san passa naquele país desde os anos 1970 e continua a ocupar as manhãs da emissora em que é exibida. E, vale destacar, aparece no primeiro lugar do ranking dos animes mais vistos por lá desde então. Quem quiser saber mais sobre essa série, é só pesquisar na internet que vai achar mais informações sobre a referida série.
Já uma série como HunterxHunter (tanto a versão original quanto a nova versÃo) seriam mais adequados para o horário noturno (ou em qualquer horário, se for num canal pago). O mesmo vale para séries do tipo "battle shounen", como Yuyu Hakusho, Saint Seiya e outros.
Definitivamente, nos dias de hoje, só animes produzidos para menores de 12 anos seriam viáveis na TV aberta brasileira, que de certa forma trata com preconceito produções não-americanas, como é o caso dos animes, por exemplo.
É algo cultural, fruto da desinformação e do desconhecimento da história da animação japonesa (que, como os verdadeiros fãs de mangás e animes sabem, é mais rica e variada do que apenas battle shounen). E as coisas só pioram quando entra en cena os que, intencionalmente, denigrem os animes, tachando-os de "satânicos" e tais, o que só aumenta o estigma em torno deles.

Nekomimi disse...

Falando em animes para o público infanto-juvenil (e que não teriam nenhum problema em passarem nos canais da TV aberta brasileira), eis uma pequena lista de séries para o público menor de 12 anos de idade:
1.Candy Candy
2. Mirumo de Pon (Mirmo Zibang)
3.Card Captor Sakura
4.Pita-ten
5.Heidi
6.O Pequeno Príncipe
7.Ojamajo Doremi (Magical Doremi)
8.Princess Comet (Comet-san)
9.Hamtaro
10.Daa! Daa! Daa!
11.Angel, a Menina das Flores
12.Honey Honey
13.Shiawase Sou no Okojo-san
14.Nick & Neck (Dorimogu Daa)
15.The Dog of Flanders
16.Ashita no Nadja
17.Corrector Yui
18.Doraemon
19.Super-Dínamo (Pa-man)
20.Hello Kitty
21.Nintama Rantaro
22.Rascal
23.From the Apennines to the Andes
24.Sinbad the Sailor
25.Maya the Honey bee
26.Conan, The Boy in Future
27.The Adventures of Tom Sawyer
28.Pollyanna
29.Aesop’s Fables
30.Peter Pan & Wendy
31.Chibi Maruko Chan
32.The Alps Story: My Annette
33. Alice’s Adventures in Wonderland
34.Peter of Placid Forest
35.Misha
36.Southern Rainbow
37.Meme
38.Katri, The Cow Girl
39.Hey! Bumboo
40.Monarch: The Big Bear of Tallac
41.Charlotte
42.Angie Girl
43.Anne of Green Gables
44.Bannertail: The Story of Gray Squirrel
45.Manxmouse
46.Flone on the Marvelous Island
47.Brinky and Printy
48.Bosco Adventure
49.Elfie
50.Around the World in 80 Days
51.Grimm’s Fairy Tales
52. Dagon in the Land of Weeds
53.Topo Gigio
54.The Jungle Book
55.The Bush Baby
56.Muka – Muka
57.Super Pig (Boorin)
58.Mom Loves Poyopoyosaurs
59.Lassie
60.Coji – Coji
61.Ten Ten Kun
62.Marcelino Pan y Vino
63.Rascal in the Snag Forest
64.Pénélope tête en l ‘air
65.Guru Guru
66.Guru Guru II
67.Soreike !! Anpaman
68.Sazae-san
69.Shimashima Tora no Shimashirou
70.YAT Anshin! Uchuu Ryoukou
71.Harimogu Harry
72.Minna no Uta
73.Azuki-chan
Essas séries, sem dúvida, agradariam a essa faixa etária e fariam os donos de emissoras e pais perceberem que existem opções para seus filhos pequenos.
Aliás, o exemplo poderia partir dos fãs de mangás e animes / otakus. Refiro-me àqueles que já são pais de filhos menores de 12 anos e que poderiam dar o exemplo, apresentando-os a qualquer dessas séries citadas acima. Eis uma idéia que vale a pena ser posta em prática.

sandra monte disse...

Neko...
Muita boa a lista que você colocou. É importante propagar animes cuth-cuth para quem NÃO é otaku. Acredito que animes mais infantis é o caminho mesmo, não tem jeito gente...

Existe um problema comercial porque há uma questão cultural por trás... Se Max Steel vende, Ben 10 vende é porque são aceitos.

A pergunta que o pessoal tem que fazer é: porque são bens aceitos?

Óbvio que a Disney, Warner, a Mattel (dona do Max) sabem trabalhar, mas tem "algo mais". Nenhum deles tem "violência" que agrida. Os animes que vieram nos últimos tempos têm...

A questão de levar o material para outro país seria possível no caso Japão se eles nos conhecessem. Outra questão é: as empresas de entretenimento japonesas nos conhecem?

Quanto ao Chile, Europa, etc... Gente, o Chile é o país com melhor educação da América do Sul. É um país pequeno. É um povo que sabe de suas obrigações e direitos.
O pessoal apega-se demais aos exemplos positivos de outros países. Só que, normalmente, estes países têm uma estrutura tão diferente, mas não diferente do Brasil... Que fica difícil tecer comparações....

A questão cultural pega muito forte aqui... Tanto em animes como em mangás, como a LKarina citou. Tanto que agora, com a tal leitura oriental, caímos em um ponto: será que isso ajudou na mega segmentação que o mercado virou?

Panino... este é um outro problema: achar que anime (e mangá) é coisa de nicho. Tornou-se algo de nicho no momento que otaku meteu o bedelho demais no mercado, que as empresas aceitaram demais o que otaku quis.

Jovem sustenta o mercado sim. Afinal, quem você acha que "sustenta" todas as séries da Disney? Quem sustenta Rebelde...

É o que eu falo... as empresas japonesas nem estão no Brasil, nem sabem como agir aqui... Daí, fica o registro ao otakus: que tal se desvencilhar da origem da palavra se agir mais conscientemente?


Administrador disse...

Eu não concordo plenamente com o que foi escrito. Primeiramente, qual a necessidade de fazer proselitismo otakista com crianças? Pode até ser ignorância minha, mas pra mim mangá e anime é coisa de adolescente pra cima. Pois acredito que o grande mérito do mangá e do anime é romper com o moralista e o convencional, injetando ainda muito drama e intensidade com o nanquim. É obra de impacto, que aborda sempre valores como sacrifício, amizade, dedicação, tudo com uma dose de exagero extra. Pode pegar qualquer shoujo ou anime mais light e verá que mesmo neles os personagens demonstram maturidade emocional além da esperada, e sempre estarão passando por perrengues pessoais... E são esses elementos, aliados a estética mangá, que nos fazem gostar deles. Tirem esses elementos e temos só um "desenho" e um "gibi". Mantenha só a estética e ganhe um "Turma da Mônica Jovem". Sim, mangá é violento, é dramático, é exagerado, é bizarro, é sexualizado, e por isso nós o amamos :)

Quanto o fato dos mangás não decolarem (se bem que isso é discutível, vejamos que só aumentam os títulos), na minha opinião, é poque esbarram na preguiça da leitura. Até anime legendado de fansub sofre desse mal. A quantidade de gente que não consegue acompanhar uma legenda é animal.

Talvez digam que sim, devemos ter animes infantis não apelativos, ocidentalmente aceitáveis, para conquistar espaço de mercado e mais produtos, mas eu digo que aí estaríamos alimentando o clichê de que mangá e anime é coisa de criança. Será que o público que realmente gosta de mangá e anime, ou seja, o adolescente e jovem adulto, não é capaz de sustentar seu próprio mercado, conquistar seu próprio espaço como grupo de consumo, sem depender de um apoio infantil?
Enfim, se o anime e o mangá forem se ocidentalizar de modo a agradar os moralistas do leste do planeta, perderá sua identidade e seus atrativos. E não somos um nicho. Somos uma elite :P

sandra monte disse...

"Administrador"...
Não faço posts para as pessoas concordarem. Mas, discutirem. Graças a Deus há opiniões diversas em uma "dita" democracia"...

Tanto que discordo do seu pensamento de que anime tem que romper com o "moralista e o convencional".

Como foi citado nos comentários acima, Sazae-San é o anime mais visto no Japão - e é exsibido à noite por volta das 20h... - e não é nada disso que você citou.

É um anime família, que trata do cotidiano japonês. Maison Ikkoku, clássico absoluto de Rumiko Takahashi, não tem um pingo de violência.

Você está confundindo maturidade com contestação. Uma coisa não está atrelada necessariamente a outra.

Anime não precisa se "ocidentalizar". Os japonesas e as emissoras, e otakus é que devem - em um primeiro momento - querer e aceitar animes que possam ser exibidos em nosso contexto.

Por fim... ser "elite" é bom para você? Para mim, soa quase como um xingamento, porque passa a ideia de ser "privilegiado" não em sentigo positivo, mas pejorativo...

Gente, não se esqueçam, as palavras têm uma força avassaladora. Uma única palavra muda todo um contexto. Ok?

ze disse...

Sandra, tu referiste várias vezes que nosso mercado de mangá e anime tornouse de nicho porque empresas acataram demais as ideias dos "otakus". Eu discordo em parte e vou até citar uma frase tua num comentário um pouco acima, "o pessoal apega-se demais aos exemplos positivos de outros países, só que normalmente, estes países tem uma estrutura tão diferente do Brasil que fica difícil tecer comparações"... Quadrinhos e animação só não são coisa de nicho só em poucos lugares do mundo. Mangá e anime ainda mais raro não o serem. Acho que só no Japão o mangá é realmente cultura de massa. No resto do mundo, a grande maioria das pessoas assistem/leem essas coisas durante a infância, mas só uma fração continua consumindo essas mídias ao longo da vida...
Por outro lado, concordo que a nossa indústria poderia abranger um público maior se tivesse políticas e planejamentos mais acertados, abocanhando um público talvez não tão fiel, mas que casualmente vai comprar títulos pontuais. Isso pensando em mangá. Tenho realmente muita dificuldade em ver saída para o mercado de anime, porque os japoneses dificilmente farão mudanças tão abruptas em seus modelos de negócios para agradar nosso mercado, que como disseste, tem uma cultura extremamente diferente. Aqui o consumidor médio acha um absurdo pagar R$20,00 num DVD, sente que faz um bom negócio quando compra um DVD com 3 filmes a R$5,00 num camelô... Quem consome produtos oficiais são minorias como pessoas com altas rendas, ou os nichos (cinéfilos, nerds, fãs de séries, "otakus" etc). E a indústria ainda trata mal esse consumidor, oferecendo produtos de qualidade questionável (não sei se cabe reclamar do preço, no Japão, EUA e Europa os preços podem ser até maiores, sendo que o público consumidor é muito maior). Quanto a tv, também é complicado, as emissoras acho que insistem em trazer diversos animes de batalha relativamente violentos para as grades da manhã porque isso agrada às crianças menores e às mais crescidas, até adolescentes. Não estão dispostas a tirar da grade um filme ou novela para colocar um anime (ok, seria loucura comercial)à noite, onde poderia ser exibido sem censura. Bem complicado isso =\

Roberta Caroline disse...

Bom post Sandra, esto sempre de olho no que você escreve, embora é raríssimo eu opinar. Não concordo com todos os pontos levantados, mas é um ponto válido e que deve ser debatido.

Discordo um pouco com a questão cultural. Animes "violentos" tiveram o seu auge por aqui, onde mesmo a toda poderosa Globo, foi obrigada a se render (e até pouco tempo atrás, DBZ era seu desenho de maior audiência, mesmo retalhado - o que não diminuiu ser teor "agressivo"). Vejo pelo lado da questão de mercado mesmo. O mercado está sempre mudando, mesmo no Japão (que atualmente, já não é mais o Japão de Sazae-san, apesar de este continuar sendo a maior audiência por lá quando se trata de animes. Agora eles vivem a cultura de Akihabara e QUASE tudo que foge desde escopo quando se trata de series animadas, NÃO VENDE. Atualmente, um novo anime exibido em horário dominical pela manhã pra toda família é Space Brothers, mas que está longuíssimo de uma audiência a lá Sazae ou Doraemon, mas é um dos poucos que recebem a atenção dos empresários), e infelizmente o mercado daqui não e adequou a essa nova visão de mercado e continuaram investindo em produtos que deram certos há tempos atrás. Erradíssimo, falta de sensibilidade de mercado.

Disney e outras empresas estão sempre evoluindo jundo do mercado, imagina se ainda continuassem investindo em desenhos que fizeram sucesso com o público da outra geração? Galerinha oldschool mete o pau em Ben 10, mas geeeente, é isso que as crianças/pré-adolescentes querem (fora que é uma série muito beeeem produzida), não um He-Man e um ThunderCats cheirando a mofo. Daí, a empresas licenciantes de séries japonesas continuam investindo em velharias como "A princesa e o Cavaleiro", Sailor Moon e etc. Fora séries consagradas como CDZ, DBZ (que já saturaram também, de tantos relançamentos enfadonhos) e Evagelion, deveriam apostar no atual e formar um novo público. Concordo plenamente quando você disse que a saída e apostar na não-violência. É bem por aí mesmo e o Japão ainda tem muito desses animes. Um Precure, é o tipo de série que se bem trabalhado numa mão dupla entre TV e empresas de DVD's, teria um enorme potencial pra produtos licenciados, idem para o já citado Space Brothers, que tem o humor do brasileiro, divertido, bem feito e totalmente familiar. E são series de longa duração, tudo que agrada ao canal de TV.

(continua/ maldito modelo de comentários do blogguer)

Roberta Caroline disse...


Quando vejo posts assim http://nahelargama.wordpress.com/2012/03/22/gloob-rejeita-animacoes-japonesas-violentas/ e assim http://nahelargama.wordpress.com/2011/12/06/o-fim-da-tv-globinh/ cada vez mais tenho certeza que o problema mora nos empresários e diretores. Num país onde a maior tv aberta resolve aderir a um padrão que nada tem a ver com o Brasileiro, subjulgando os desenhos para o nicho do nicho, vejo que a era dos desenhos animados já passou, e se mesmo os desenhos já enfretam esse problema, imagina se irão olhar para os desenhos japoneses. Lembrando que tirando exceções aí, os desenhos animados passam por uma fase bem medíocre, só olhar a tabela de exibição do SBT e Rede TV.

Quanto aos mangás, acho difícil alcançarem um nível além que títulos como Ranma ½, Naruto, Bleach, entre outros, alcançam - isso falando a curto prazo. Ou seja, o público convencional, o não otaku, o leitor de quadrinhos. A difusão desses títulos entre esse público é sensacional. Acredito que, infelizmente as editoras estejam segregando demais e seguindo aquele modelo lá do Japão (a cultura de Akihabara), apostando no hardcore e não investindo no convencional, devido a retornos imediatos. Acho isso errado. Eu gosto das otakices, mas é bom ter variedade nas bandas e cultivação de um mercado mais forte. E acredito que isso vai acontecer com o investimento em qadrinhos capazes de alcançar essa parcela do público.

E bem, discordo quanto a questão de leitura oriental VS ocidental. Se fosse assim, Akira e "Mai - A garota sensitiva" (entre outros diversos títulos), investidas da editora Abril durante o inicio do boom dos mangás, teria decolado e ela continuaria aí, trabalhando com quadrinhos japoneses. Existe um bom motivo para que os mangás sejam publicados em seu sentido original, além dos mimimis otakus (pesar que o Japão quando publica quadrinhos da coreia lá, invertem a ordem para o sentido oriental, se ajustado à cultura deles...mas acho isso bizarro). Enfim, apesar dos pesares, acho que os mangás terão um futuro muito melhor do que os animes tiveram por aqui. Gosto bastante do modelo de investimento atual da Panini Comics (investindo em diversas frentes/ shoujos, shounens,seinens, joseis, títulos adultos, populare, etc).

Desculpe, escrevi rápido e, acho que deve tá meio confuso isso ai.

sandra monte disse...

Zé...
Acho que entendi mais ou menos o que você disse...

Que quadrinho e que animação? Realmente, tudo depende do país e do mercado local. Na França e Itália, quadrinhos em geral têm muita força.

Nos EUA, o que tem força é a animação. No Brasil são as novelas. Entende, é tudo relativo.

Não estou dizendo para anime virar algo de "massa" - até porque o termo é questionável -, mas que seja um nicho não tãaaao nicho assim.

Porque temos algo ilógico: otaku se queixa que não tem anime na TV, mas quer continuar a ser "elite"? Uai... ou uma coisa ou outra.

sandra monte disse...

Roberta...

Não sei se o problema é só dos empresário.

Imagine o seguinte: o ccara vai até uma feira internacional e só oferecem desenho com teor violento para o cara.

Daí ele chega no Brasil, esbarra na "classificação indicativa" (que tirou até o Simpsons do horário vespertino) e lê na internet que "anime é tudo violento".

Quando ele vê que otakus estão SÓ criticando as novelas dele se dar um resplado de algo positivo...

Que conceito você acha que ele terá? Percebeu como o "cultural" é maior do que se imagina?


Nekomimi disse...

Caro "Administrador":
É claro que não é o caso aqui de reforçar esteriótipos, tipo "desenho animado é coisa para crianças" ou coisas assim, até porque esteriótipos são coisas que induzem ao erro e a falsas idéias, além de alimentarem preconceitos.
Mas é preciso esclarecer as pessoas, otakus e não-otakus, de que existem animes e animes, como eu citei no meu comentário anterior. Desde aqueles REALMENTE voltados para o público infanto-juvenil até aqueles voltados para os públicos adolescente e até mesmo o público adulto (incluindo os chamados "sómente para o público adulto"). E existem animações voltadas para adolescentes e/ou adultos produzidas na Europa, nos EUA e Canadá (como "A Vergonha da Selva", "L'Historie d'O" "Fritz The Cat", "American Pop", "Heavy Metal, Universo em Fantasia", "Aeon Flux", "South Park", Beavis&Butt-Head", e até mesmo "Os Simpsons", que nunca foi animação para crianças verem, etc. Se quiserem saber mais sobre esses títulos, é so pesquisarem na internet).
Falando em sermos uma elite, isso me fez lembrar de um artigo do Nahel Argama, no link abaixo. Quem quiser ler, pode fazê-lo à vontade:
http://nahelargama.wordpress.com/2012/08/12/editorial-01-tropa-elite-otakus/

Nekomimi disse...

Sandra:
Na minha opinião, a solução para o problema (se é que existe solução), passa pelo diálogo com o público em geral e as emissoras.
E isso pode ser feito, com uma série de artigos em jornais impressos e na rede, contando toda a verdade sobre os animes no Japão e no mundo, desde o seu surgimento até os dias atuais, mostrando como eles são divididos em faixas etárias, sexo, gêneros/subgêneros, mídias (animes feitos para a TV, para cinema ou para o mercado de vídeo/DVD/BD) quem assiste determinado tipo de anime, a diferença entre animes "mainstream" e animes "de nicho", o cenário atual dos animes dentro do Japão (e no Exterior), etc.
Dessa forma, o público brasileiro, e não só os otakus, poderão ter uma imagem mais real (ou pelo menos mais próxima da verdade) dos animes, sem idéias preconcebidas, preconceitos, esteriótipos, etc.
Isso é algo que jornalistas, profissionais da mídia comprometidos com a verdade e aversos ao sensacionalismo barato, blogueiros REALMENTE comprometidos com a divulgação de informações verdadeiras (leia-se imparciais), e todos os que entendem MESMO do assunto podem fazer. Melhor dizendo, DEVEM fazer.
Enquanto ficarmos discutindo esse tema só entre os otakus, muito pouco ou nada vai mudar no Brasil. Essa é a minha opinião.

Fábio Mexicano disse...

Concordo com post. Como venho dizendo sempre que tenho oportunidade, pouco adianta reclamarmos das emissoras, editoras, do governo, do bispo, se nós mesmos não fazemos nada. Querem ser aceitos mas não querem aceitar. Por isso o que defendo é uma mudança de atitude de quem faz parte desse nicho.

Essa frase de comentário recente define bem o comportamento da maioria dos que se chamam de "otakus": [i]otaku se queixa que não tem anime na TV, mas quer continuar a ser "elite"? Uai... ou uma coisa ou outra.[/i]

ze disse...

Roberta, Sandra:

Concordo em parte com o que a roberta disse e com o que a Sandra disse. A questão é muito cultural, como já referi acima, mas faltam empresários/editores/diretores/o-que-for competentes e corajosos que consigam contornar a dificuldade. Não vão conseguir audiências que batam a novela das 21h, não vão conseguir um mangá que venda Mônica Jovem x 2, nem lançar DVDs que vendam mais que House ou coisa do gênero. A questão é que poucos parecem se esforçar pra como disse a Sandra, sair do "nicho tãããão nicho". Não se vê marketing, posicionamento empresarial no sentido de expandir o mercado, nada. E ainda por cima, não conhecem bem o suficiente nem o próprio nicho para o qual vendem, não oferecendo praticamente nenhum material para colecionador, por exemplo. Licenciar material oficial? Além de brinquedos e material escolar (só de séries que "explodem" na tv)o que temos? Menos de meia dúzia de "enciclopédias" sobre obras de grande sucesso... Fora os desperdícios de oportunidades... Saindo um pouco do "mercado otaku" mas sem ir para muito longe, como é que a Panini não entope as bancas com revistas dos Vingadores e lança tipo 1 mês depois do filme sair de cartaz um novo volume d'Os Supremos? Outra, apesar de todo sucesso na tv, passou algum filme de Naruto nos cinemas?
Sandra também falou sobre a cultura do próprio nicho, que realmente é um problema muitas vezes... Se derem uma passada em grupos de facebook relacionadas a animes que fazem um certo sucesso ou mesmo blogs e podcasts populares com um público mais novo, são cheios de postagens tipo "anime não é coisa de criança" com uma foto gore acima, "anime não é desenho!", "mangá não é revista em quadrinhos", "pq anime tem que ser cortado mas jornal e novela podem mostrar cenas pesadas?", "meu primo de 8 anos ainda está acordado durante a Tela Quente" etc., gerando uma espécie de auto-segregação. Não tem cabimento, mas se olhar quem está publicando 90% são adolescentes de 13~15 anos querendo afirmar sua maturidade, mas que não tem ainda (espero que AINDA) uma bagagem cultural e discernimento suficientes para verem as bobagens que postam... E acho que voltamos ao pessoal que seleciona conteúdo, que às vezes leva a sério demais as manifestações erradas, como a própria Sandra disse, chega em casa olha na internet e vê que anime é tudo violento... Os problemas tem muitas variáveis interdependentes, é difícil resolver a equação e parece que algumas empresas colocam (preencha com a profissão menos adequada)ao invés de matemáticos...

Claudio disse...

Vou tentar ser mas direto no assunto de negocios, sem muito bla bla bala, si otaku de verdade que ver um produto oficial acho que alguns dos linceciadores e distribuidores nacionais que tem seu mercado de animes comprados os direitos autorais de exibição dos japas, é tentar aqui no Brasil um mercado na internet de site stream de videos que no começo com no minimo alguma dezenas de animes com dublagem BR exclucusiva que nas vozes pode contrata dubladores com experiência e até valendo pra os dubladores novatos que até o momento não ganahram a oportunidade de dublar profissonalmente só pega uns poucos exemplos de fandubs lá do forum dublanet e aliacefandub e demais pessoas anônimas fora da internet que tem um certa nova convicção na voz, assim temos um tratamento na dublagem com novo elenco que tem certa combinação de persoanlidade perfeita aos persongens de animes e o pessaol e assim o pessoal já demostrar satifeito, imaginar o quanto pode ser perfeito si acontecer e logico incluindo a opção de audio legendado, mas uma nova dublagem brasileira com novos intregantes no cast, pode ser o fator de conquista clientes que pagar seu serviço de stream. Imaginar o qunto seria cada 10 ou 15 reais por mês assinando stream de anime, que aqui no nosso país pode dá certo, já que somos considerados aproximadamente 100 milhões de internautas, um pouco dessa porcentagem em numeros já faturaria bastante.

Antigamente dava mais um pouco certo, talvez por que não tinnah internet, e mais si não fosse a internet será que a previsão estaria o mesma coisa, acho nos tempos atuais que esse lance do licenciador e distribiuidor esperar uma tal emissora ou mercado de video adquirir seu anime, tá difcil render assim, talvez so empressarios não interessar mais, por que cacleou por falta de vendas e outro por o dono de tv e pão duro, não que pagar e quando adquirir só fica por pouco tempo, o seja gastou pouco pelo produto dele.

O seja si os empressarios de tv e home video não que saber tanto dos animes, então não haverar lucro, o que resta a qualquer do lincenciador e distribuidor nacional como citei antes patir pra outros planos e querer entrar nesse mercado na internet, que os proprios todso milhares de otakus podia pagar a conta assinando o stream animes oficial, quem sabe com o possivel sucesso do stream alguns animes mais vistos tentaria um mercado de video em dvd e blue-ray, assim sera tudo sem censura visto, mesmo valendo pra infantis e com maior idade, que no momento não vejo futuro das atuais redes de tv aberta e paga aqui no Brasil, tá fora da questão que esse passou o tempo e só dá prejuizo aos empressarios brasileiros que tá cuidando dos animes aqui no nosso país que muitos das atrações japas ficar na geladeira sem contrato no meio de comunicação, e poder facilmente chegar o tempo expirar o contrato, não é isso querem.

Bem Sandra Monte é isso que tenho a falar anime na tv está muito em falta, por incompetência dos atuaias donos de tv mesmo as grandes emissora são ricas, infelismente só quer economizar, e não quer saber de anime que poderia ser ótimo numero em audiência.

E os licenciadores e distriubuidores faltar ter essa minha ideia de apostar em um mercado de stream que será essa solução.

Luiz Felipe disse...

Eu ainda insisto que o problema é o brasileiro médio, pois chamam erroneamente os animes de violentos, principalmente os Shonen como Naruto e One Piece, mas toleram baixaria nas novelas e cenas fortes no horário das 18h nos programas policiais, fora as musicas obscenas que tocam nas rádios hoje em dia, não sou contra nada disso, mas isso mostra uma certa parcialidade, como o Zé disse, esses adolescentes de 13-15 anos que assistem animes e participam de discussões na internet talvez ainda não tenha mais discernimento das coisas, mas parte do que dizem é verdade, sou contra qualquer tipo de censura, principalmente de uma animação tida pelo brasileiro médio como "boba".

Fabio Sosa disse...

Parabenizo todos vocês e a dona do post pelos esclarecimentos. Vou contar sobre meu caso pessoal:só recentemente vim a descobrir que anime é um universo artístico vasto e interessante, através de "Ghost in the Shell", que descobri POR ACASO no youtube. Recentemente, também sem saber, me deparei com um anime ambientado na antiga União Soviética durante a Segunda Grande Guerra; fui pesquisar sobre ela e descobri que se tratava de um projeto russo-japonês-canadense, o que me fez pensar: "Seria viável, pelo menos artisticamente, um anime com uma história 100% brasileira, ambientado no Brasil?" E novamente agradeço a todos que postaram seus comentários e à Sandra.