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sábado, 26 de maio de 2012

Del Greco sai da JBC. E agora?

Navegantes,
A esmagadora maioria dos fãs de mangás e animes já sabem da saída de Marcelo Del Greco da gerência de conteúdo da JBC. Nos últimos tempos, houve problemas grandes e graves nos lançamentos da JBC. Podemos citar três em especial:

- Tradução e adaptação com seus "passar cerol na pipa"...
- Divulgação equivocada dos lançamentos da editora em redes sociais "pessoais"
- E, talvez, as baixas vendas

As baixas vendas podem - e vejam eu disse "podem", logo, é suposição - ter sido ocasionadas por tudo isso e mais um pouco como erros de impressão, gráfica ruim, etc. Alguns fatores, certamente, são foram culpa do Del Greco. É difícil mensurar o que ocasionou a saída dele da editora.
Mas, o fato me lembra um pouco o que acontece com os técnicos de futebol do país. Ele não tomou as decisões sozinho, mas, como era ele quem dava a cara a bater, levou os "méritos"... Não se preocupem! Ele tem muitos amigos e já deve estar se arranjando no mercado. Bem... quero crer que sim...
Preocupem-se, por exemplo, com a situação dos mangás na JBC, a situação do Crunchyroll. Como fica? Porque a JBC nunca mais tocou no assunto e isso, a mim, é muito sério... Como já disse anteriormente, os relançamentos também preocupam. Afinal, quem garante que os mesmos estão vendando? São coisas a se pensar.
Quanto a nova gerência... apesar dele não curtir meus textos ou a mim, espero que faça um bom trabalho e não caia em algumas "armadilhas" que, parece-me, a Panini tem conseguido fugir... A JBC não. Agora saberemos, afinal, de quem era/é a "culpa" pelas mazelas vistas nos mangás da JBC nos últimos tempos...
E, aos interessados, outro site que fez (inclusive inspirou este post) comentários interessantes foi o Anikenkai. Se você já chegou até aqui, vá até ali no site e veja mais informações.
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15 comentários:

Anônimo disse...

Todo mundo sabe que o relançamento de cavaleiros do zodiáco era coisa com as digitais do Del Grecco.

Vai saber se um eventual prejuízo por causa da publicação não foi a gota d'água pra saída dele. Mas, num nicho de mercado onde ninguém tem coragem de divulgar os números reais de exemplares produzidos e os vendidos, fica complicado debater.

Mas, como é um nicho cheio de gente invejosa e de falsos amigos, logo logo alguém, sem querer querendo, vaza o motivo da saída em alguma rede social.

Só esperar mais uns dias.


- Luiz

Nekomimi disse...

Não é surpresa o fato de a JBC ter passado por tantos problemas, tendo um “Editor de Mangás” como aquele.
Para quem não sabe (ou para quem não se lembra, no caso dos que viveram a era do surgimento das revistas de animes no Brasil nos anos 1990): Marcelo Del Greco era editor da revista Herói, uma das revistas que tratava de animes (entre outras coisas) que havia naquela época.
Lembro ter lido num exemplar da revista Animax (não confundir com o malfadado canal de animes da Sony) de 1997 ou 1998, sobre um caso de agressão física envolvendo o Marcelo Del Greco, contra o editor da Animax, que era um tal de Sérgio Peixoto Silva (havia até uma cópia do Boletim de Ocorrência numa das páginas da edição da revista, além de um depoimento do editor agredido). Me pergunto se caso essa notícia tivesse sido publicada na mídia japonesa, o que eles pensariam dos fãs brasileiros de animes. Conhecendo o sensacionalismo que existe em certos segmentos da mídia nipônica, não dá para saber quais as consequências.
Bom, pelo caso citado acima vocês podem ter uma idéia do tipo de pessoa que é o Marcelo del Greco. Não sei como a JBC foi colocar num cargo de tal responsabilidade, uma pessoa com um passado assim.
Enfim, vamos esperar para ver o que vai acontecer daqui para a frente.
Para quem quiser saber mais sobre o antigo editor da extinta revista Animax (e sobre a dita revista), eis alguns links:
http://www.guiadosquadrinhos.com/artistabio.aspx?cod_art=5018
http://www.facebook.com/peixoto999
http://nankinn.blogspot.com.br/2012/02/oficina-de-manga-resumo-de-conteudos_03.html

Nekomimi disse...

Se um autor de mangá japonês resolvesse criar uma série sobre otakus brasileiros e os efeitos da cultura pop japonesa no Brasil (com a ajuda de especialistas e fãs brasileiros), o que iria aparecer na obra?
Seria um panorama do fandom tupiniquim, englobando tudo: fanzineiros, fanfiqueiros, cosplayers, fansubbers, scanlators, sites, portais, blogs e páginas de redes sociais brasileiras de animes e mangás, convenções e eventos relacionados a animes e mangás, etc. Iria também abordar os problemas, as dificuldades, as rivalidades, as inimizades, as desavenças, as polêmicas e as controvérsias relacionados aos animes, mangás e games e os seus fãs.
Seria uma visão crítica e mordaz das mazelas das emissoras de TV aberta e paga, das distribuidoras de filmes e vídeos e de tudo o que caracteriza o Brasil em relação aos animes.
Desnudaria o falso moralismo dos donos da mídia local, da hipócrita e farisaica sociedade brasileira (cada vez mais sodomizada pelos BBBs, pagodes, funks, sertanejos, novelas e outras drogas que intoxicam a TV brasileira e por conta disso cada vez mais à beira do abismo), dos políticos oportunistas que enganam os ingênuos com seus discursos moralistas, enquanto roubam mais e mais dinheiro do povo (como esses que aparecem agora envolvidos em escândalos) e que são capazes até de apunhalar pelas costas a democracia brasileira e a Constituição do país, dos pseudopedagogos, pseudoeducadores e ONGs de proteção à infância e suas acusações sem sentido contra os animes, dos fundamentalistas religiosos que querem impor ao país sua visão retrógrada e antidemocrática em relação aos meios de comunicação e à indústria do entretenimento (enquanto sugam mais e mais dinheiro de seus seguidores), enfim, todos esses e outros mais que contribuem para o malogro dos animes no Brasil nessas últimas duas décadas.
Também mostraria o que acontece nos eventos e convenções de animes, páginas de redes sociais, nos fóruns, blogs, sites, salas de bate-papo relacionados aos animes e mangás (e ao fandom criado por eles).
Uma série de mangá que se propusesse a mostrar tudo isso seria tão interessante quanto impactante, tanto para os leitores brasileiros quanto para os leitores japoneses, com repercussões em ambos os países. Quem sabe, poderia até mesmo virar anime para a TV, que seria visto não só nos dois países, como também em todo o mundo. Assunto para essa série não faltaria, com certeza.

Anônimo disse...

TANTOS PROBLEMAS NO PAIS
E AINDA SE PREUCUPAM COM
MANGAS QUE SO SERVEM PRA EMOS
E PERVERTIDOS? VIREM HOMENS
OU VAO LEVAR MUITA PORRADA!!!

sandra monte disse...

Sabe "Anônimo" de Floripa...

Decidi colocar este seu comentário para ficar registrado no Google a origem do comentário.

Para qualquer outra eventualidade...

sandra monte disse...

Que por sinal...
Esqueci de falar... Você não "gosta" de otaku, mas visita bastante este site, né?

Curioso...

Carlírio Neto disse...

Saudações


Engraçado...
As pessoas distorcem os fatos e as razões de que cada sítio na net em existir...

O Brasil tem problemas, mas qual é a temática deste blog, por exemplo? Às vezes poderá haver um encontro de informações, mas não é (essencialmente) o alicerce daqui.

Este anônimo além de preconceituoso não tem ideia da responsabilidade que carrega ao digitar tais coisas (o fator "anônimo" é para quê?).

No mais, a saída do MDG da JBC poderá significar algumas mudanças. Ou não.

Publiquei um post, em março, sobre o Crunchyroll no Brasil. Nesta ala, eu acredito que a coisa ainda deverá ir para frente, mas já se previa alguma demora desde aquela época pois, após a pesquisa nacional feita pela Japorama, os resultados seriam (segundo a própria JBC) consolidados e, em meados do segundo semestre, uma resposta seria dada.

Também estou no aguardo de novidades quanto à isso, Sandra.


Até mais!

sandra monte disse...

Só para constar Neto...

Costumo não colocar alguns comentários de "anônimos". mas, caso algum otaku queira processar o cidadão, fica fácil para o Google achá-lo com a publicação da nota.

Dá para fazer um rastreamento, facinho facinho...


E, também estou no aguardo quanto a situação da JBC... Abraços,

Caio disse...

É importante ter em mente que a JBC não é do MDG, ele era apenas mais um funcionário dentre vários que realizam a tradução, adaptação e etc ( ele era apenas o responsável direto publicamente por isso). Ou seja, os verdadeiros donos da JBC possuem pleno conhecimento sobre todas as ações tomadas pelo Editor chefe ( ou gerente de Conteúdo)e, consequentemente, concordam com tais medidas. Isso porque, comercialmente falando, o MDG fez um ótimo trabalho. Sério, em dez anos o mangá passou de algo de nicho nerd para , em suas proporcionais medidas, algo popular. Conheço muitas pessoas que leem mangás sem nem ao menos saberem o que significa Otaku, sem se preocupar com as gírias em Fairy Tail ( ou mesmo a qualidade). Os fãs nem percebem que o público está muito mais abrangente do que o nicho hardcore, e foi essa linha de pensamento que guiou a JBC por esses anos ( sempre apostando no que, sem duvida, traria retorno comercialmente). Por isso, não sei se essa saída dele resultará em uma mudança significativa. Eu realmente acredito que o consumidor deva agir mais como consumidor e parar de mendingar. Se vc vai em algum restaurante que n te serve bem, vc não volta, certo? Bem, aqui se aplica a mesma regra. Não é porque a JBC publica o seu mangá favorito que vc tem que comprar, se não gosta do serviço da empresa não compre! É o que eu faço, atualmente só compro mangás da Panini.

Nekomimi disse...

Oi, Sandra:
Você não se importa se eu divulgar o link para esta seção de comentários? Eu já coloquei no site do JBox e no ANMTV. É que assim, os que se sentirem ofendidos pelo comentário do tal "anônimo de Floripa" possam saber como achá-lo.
Ah, e você leu meus comentários acima? Eu sei que são longos, mas nem sempre se pode dizer tudo com poucas palavras.
Bom, por ora é só.

Anônimo disse...

Vamos ver os fatos:os mangas
apresentam queda,enquanto os
comics apesar de todos os defeitos
comecam a vender mais por que sao
apoiados por Hollyood;
O sbt so exibe alguns episodios
isolados de Thundercats por que
tem medo de que o estilo anime
tire o prestigio da grade infantil;
Se pedir aos pais pra escolherem
Goku ou Wolverine como exemplo pros
filhos a maioria escolhera Wolverine;
O diretor do canal Gloob ja afirmou
que todos os animes sao violentos,
e sabemos que a globo ainda influencia o pensamento de boa
parte do Brasil;
Aparentemente todas as emissoras
rejeitaram Naruto Shipudden;
Entao quem continuar com o vicio
de manga/anime corre o risco de
passar a vida como excluido social;
E antes de julgar alguem saibam
que ja fui doar revistas de Sailor
Moon pra uma biblioteca!Pra mim
cavaleiros e guerreiras magicas nunca mais!

sandra monte disse...

Neko...
Fique a vontade para divulgar.

E, não há problemas em comentários longos.

Inclusive, liberei seu comentário porque é verdade a história com o Peixoto. Tenho a revista em questão.

Quanto ao outro comentário, de um mangá sobre o Brasil... Ao meu ver, é verdade o que você. Vi no JBox que houve críticas negativas ao seu comentário. Só que, se um mangá fosse feito sobre nós, a coisa iria bem para este lado mesmo...

sandra monte disse...

Olá "Anônimo" de SC...
Voltou mais comedido?

Só para constar.. o SBT exibe isoladamente Thundercats porque, possivelmente, a Warner está fazendo ajustes comerciais.

O que determina não é o fato de ser anime ou não. É quem distribui.

E, porque você visita um site/blog em que um dos temas principais é justamente mangá/ anime?

Não se rejeite... Você ainda é otaku.

Nekomimi disse...

Sandra:
É claro que sempre haverá aqueles que irão reclamar se caso um mangá desses fosse publicado no Japão e depois lançado aqui e em outros países.
Mas, por outro lado, pode ser mais fácil um autor estrangeiro fazer uma obra com uma visão crítica sobre a sociedade e a mídia brasileiras do que um brasileiro fazer tal obra, já que um brasileiro se sentiria constrangido a fazer uma obra crítica ao Brasil (o que não aconteceria com um autor de fora, seja ele japonês, americano ou europeu).
Além do mais, os brasileiros talvez sejam mais receptivos à tal obra se ela for feita por um estrangeiro do que se fosse feita por algum autor brasileiro. Um exemplo disso (talvez) é aquele episódio dos Simpsons que se passa no Brasil, lembra-se?
De qualquer forma, um mangá que mostrasse tudo isso o que eu descrevi é algo necessário para despertar o senso de crítica e autocrítica dos brasileiros, sejam eles fãs ou não, e os levem a procurar soluções para os problemas apontados, principalmente aquele que gera muitas reclamações dos fãs: a escassez de animes na TV aberta e até na TV paga. É necessário discutir as questões e encontrar soluções para resolver esses problemas.
Do contrário, nada mudará e os fãs se limitarão a reclamações e lamentos estéreis sem fim.

sandra monte disse...

Neko...

Eu não diria que para um autor estrangeiro seria mais fácil. Ninguém melhor do que um brasileiro para falar das coisas daqui.

Basta ver um filme como Rio, que todo mundo achou que seria ufanista e, no entanto, pegou muito brilhantemente os problemas da cidade maravilhosa.

Ou Cidade de Deus... ou Tropa de Elite. As novelas... Na verdade, o que estão faltando são bons autores de mangás no Brasil.

O que é diferente do que você citou.

Há uma forma para mudar algumas imagens, especialmente em relação aos animes e mangás. Mas, vou me reservar ao silêncio, pois alguém pode implementar antes de mim.