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terça-feira, 3 de abril de 2012

Você "acredita em um país" que não lê?

Navegantes,
Esta notícia é um tanto assustadora. No Cultura e Mercado pudemos ver que metade da população não lê. Tipo... não lê nenhum livro. Ao ver esta notícia, lembrei de um comentário de um dos palestrantes do I Fórum Internacional de Gestão Cultural, que o Brasil corre o risco de se tornar um país rico, mas "bronco".
Sim, é verdade. Um país de uma classe média C com grana, mas que nem pegar para ler um livro de umas 50 páginas, pega. Ou seja, um país economicamente rico, mas pobre culturalmente. Esta é uma pesquisa bem, mas bem triste de saber. Porque nos mostra que o Brasil está caminhando para algum lugar sombrio, um abismo muito profundo. Crescimento econômico sem educação não é realmente um crescimento.
Mas, esta é a política atual: dar o pão - em formato de "bolsa" - e só. Educação? Vamos fazer a galera entrar na faculdade dando benefícios. Mas, hein? Este mesmo povo que está lá nem sabe escrever o próprio nome direito...
E por quê? Alguém lê? Já lendo se comentem erros. Já lendo ainda não sabemos o que poderíamos saber. Imagine não ler nada... A política pública brasileira de educação, que um certo Haddad implementou, é uma das mais equivocadas da História. Não adianta fazer as pessoas entrarem na faculdade. Elas têm que aprender, primeiro, o básico. Que aprendem - ou deveriam aprender - no ensino fundamental.
E, como nenhuma das esferas públicas - municipais, estaduais e federais - quer realmente ver o povo pensar - "esquecem" este ensino. Daí, vemos pesquisas como a do início deste post... Metade de uma população que não lê. E ainda almejam chegar a ser uma China ou Coreia... Só pode ser brincadeira, né?


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6 comentários:

Luiz Fernando disse...

Que o brasileiro não se interessa por livros é uma verdade, mas isso é só o resultado de uma série de fatores que pesquisador nenhum corre atrás. Por exemplo, pesquisa nenhuma fala que:

- As escolas do ensino fundamental estão coalhadas de professores mais preocupados em fazer justiça social do que ensinar e fazer com que os alunos tomem gosto pela leitura.

- Dos pouco professores que indicam livros para os alunos, indicam livros clássicos ao invés de começar com algo mais atual e que prenda a atenção do aluno. Imagine uma criança começando a ler pegando os lusíadas? Acredite, tem muito professor que faz isso.

- A falta de livros brasileiros de qualidade no mercado. Não que os estrangeiros sejam ruins, mas é mais complicado que alguém leia algo que não tem nenhum elemento com que possa se identificar.

- A inexistencia de marketing de qualquer publicação. Quantos cartazes você vê pela rua, nas bancas de jornais etc fazendo propaganda de um livro?

Enfim, a situação é ruim. MAS, acredito que a coisa vai mudar em breve. Acredito que dentro de poucos anos, assim como os celulares, os tablets vão se popularizar em todo o país.

Com isso, é certeza que os livros, revistas e hq's, vão ganhar um boost em vendas e, quem souber como usar a internet e a velocidade das redes sociais pra vender o próprio peixe, conseguirá chegar ao público sem necessitar de passar pelo crivo dessa gente pequena e mesquinha que dominou os meios de publicação no Brasil e sempre dá um jeito de limar qualquer um que não seja da panela.

Quanto a política de educação. Ela não está, nem foi equivocada. Ela segue exatamente do método escolhido pelo governo petista. Ou seja, manter o povo na ignorância.

Se o povo tivesse um pouquinho mais de cultura, você acha que os mesmos políticos de sempre seriam eleitos e re-eleitos?

E putz... queria ter feito um comentário bem menor, mas não deu. Ao invés de um comentário, acabou saindo um texto hahaha.


Abraços

sandra monte disse...

Não se preocupe com o tamanho do comentário.

Ele foi totalmente pertinente e correto.

L.Karina disse...

Muito bom esse post.Não é de hoje que o brasileiro não gosta de lê e ainda não incentivado a fazer.Por exemplo tem professor que torce o nariz para qualquer livro que seja popular entre as crianças e os adolescente e que enviar goela abaixo um clássico e isso faz com que a criança ou adolescente nem queira saber leitura.Não estou dizendo que não é importante ler os clássicos,por é sim importante ler esses livros,mas as pessoas chegam a eles através de outros livros que são mais fáceis de ler.
E também tem o tal do falso moralismo chamado de ''politicamente correto'' que fica achando coisas para se ofender em qualquer livro e gente metida a puritana que também censura livros. No caso de Monteiro Lobato e de um livro destinado a ''inocentes de 16 anos'' que tinha sexo.
Certas ONGs fazem isso mostrando que quem mora em favela tem só que aprender a bater lata e ler panfleto de partido,que já tá bom de mais.
Eu concordo com você no ponto de que as pessoas têm mais dinheiro(embora eu não ache isso),mas continuam ignorantes.Querem tudo bem explicadinho para não ter nem o trabalho de pensar.

bruno disse...

sandra,a china não é nenhum modelo de educação.o japão sim,fez uma verdadeira revolução no ensino fundamental e médio.se existe uma sony,uma nissan,uma mitsubishi ou uma hitachi,é porque a iniciativa privada sempre foi valorizada no japão.eles investiram pesado em infraestrututra,pesquisa e tecnologia.

bruno disse...

vou discordar em relaçao ao ultimo paragrafo do seu texto citando a china como modelo de educação.a china é uma ditadura totalitária, em que a educação em todos os níveis,é usada para a doutrinaçao dos ideais socialistas,que só trouxeram miséria,fome e destruição em todos os países que foram vítimas desse sistema titânico.coloco a china no mesmo nível de cuba, venezuela ou coreia do norte.

F.D. disse...

Um país que colocou um analfabeto, iletrado e ignorante como presidente, já responde por si só essa pergunta.



No final, a massa pensante destas terras, se resume ao tamanho de um amendoim diante de uma manada de elefantes. De resto, é o "zé povinho" que se contenta com o BBB e as partidas de futebol no final de semana.

Mas como dizem, cada país tem o governo (e o povo) que merece.