Queridos navegantes,
Alguns comentários. Primeiramente, o calor me deixou muitooooooooooo mole esta semana. Sério, passei mal, quase perdi a consciência. Sei que há notinhas para colocar, mas devo fazer isso estando mais "normal".
Também gostaria de dizer a algumas pessoas para não se "ofenderem mortalmente" com minhas opiniões. Sou apenas uma jornalista que tem discutido o mercado de mangás e animes no Brasil. Não sou dona da verdade, mas certamente, faço defesas acentuadas de minhas ideias. Acho que tenho este direito, ou não?
Tudo que tenho dito, novas reflexões e até mesmo mudanças de opiniões são frutos de muitas coisas. Vi mudanças no mercado, conversei com muitas pessoas com posições diferentes e com argumentos válidos.
Mudanças de comportamento, especialmente pela rápida evolução da internet, mudanças em leis (vide direito autoral) que devem acontecer em breve e que, gostando ou não, teremos que aceitar... Vivência de "coisas" em âmbito profissional, social e pessoal são importantes para alguns de meus comentários.
O que percebo é que já não tenho um discurso tão radical quanto a muitos assuntos como eu tinha antes. Discurso que não é mais "conveniente". Que a vivência tem me mostrado que não é possível sermos tão pau, pau e pedra, pedra. Que há o outro lado, o lado B. Pode ser bom, pode ser ruim? Acho que só o tempo dirá.
Estamos vivendo um momento histórico complexo, pois estamos no "olho do furacão" de mudanças profundas na sociedade. Não estamos mais divididos em ser capitalista ou socialista. A divisão hoje dá-se em um âmbito de quebras ideológicas, sociais, financeiras... Mudanças que são boas ou ruins para uns e para outros. Mas, se não soubermos como lidar com tais situações, a convivência torna-se difícil.
Daí, cairemos nos radicalismos de, por exemplo, atitudes do politicamente correto. Um extremo perigoso. Minhas opiniões devem ser pensadas. Não necessariamente aceitas. Ninguém é obrigado a aceitar o que digo. Mas, ao menos, pensar. Radicalismos em um mundo tão complexo é algo realmente difícil. Nem sempre, quem aparenta estar errado, está. E nem que parece estar certo, realmente está. O exemplo que darei pode ser tosco, mas... Até porque, parte dele realmente aconteceu.
Um skatista "brinca" de um lado para outro embaixo de um caminhão, destes enormes. Se um motorista ou um motoqueiro pegá-lo e matá-lo, será um crime. Homicídio. Mas, e a culpa? Afinal, a culpa terá sido de quem? De quem matou ou se deixou matar por pura estupidez?
O exemplo foi exagerado? Foi. Mas, temos justamente que tomar cuidado com certas posições ou exageros. E muitas posições, muitas vezes, são fruto de interesses - normalmente políticos ou financeiros. Interesses que são nossos? Discursos que são nossos? Tanta "raiva" com meu texto abaixo não seria porque coloco em xeque a zona de conforto que as empresas se encontram hoje? E uma forma de repelir esta zona?
E nós? Fazemos exatamente o que dissemos? Pois, uma coisa é dizer, outra é agir. Quem, como disse um leitor, nunca xerocou um livro na época da escola ou faculdade? Ter um discurso sem ter ação não é o mesmo que os políticos fazem? Logo, não seriam críticas vazias? Por que a fala é uma, mas a ação é outra?
Uma das frases mais sábias ditas por Jesus: jogue a primeira pedra quem nunca cometou pecado." É para "pecar"? Não. Mas, às vezes, não dá para "não" pecar. E, certamente, há consequências. E, o ser humano deve aprender, muitas vezes por bem, outras por mal, com os seus erros. Que todos pudessem acertar sempre. Mas, isso é possível?
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