Desejo: Boas Festas...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Festa da maconha? Parabéns ao reitor da PUC- SP

Navegantes,
Depois do post abaixo e vendo esta notícia Reitor da PUC-SP suspende aulas para evitar "festa da maconha", fico cada vez mais com a sensação de que o Brasil não tem futuro.
Parabéns ao reitor. Esta foi uma atitude correta. Na mais influente universidade privada do país, um bando de desocupados querem fazer manifestação para isso? A minha geração foi dos que não fizeram nada. Esta está sendo dos que fazem besteira, o que é pior. Vão se manifestar por redução de impostos, contra a corrupção, etc...
Depois que a polícia desce o cacete, dizem que é abuso de poder... Vão tomar banho... Não é nada. Se maconha é realmente prejudicial eu não sei... Mas, fazer um mega chamamento nas redes sociais e o povo se mobilizar para isso? É melhor ficar quieto no canto a fazer besteira...
E em tempo, em meados de julho, Estudantes chilenos protestam por melhorias na educação... Eis uma "certa" diferença. E olha que o Chile é tão América Latina como nós. Mas, a consciência é outra...

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11 comentários:

Felipe disse...

É dose... não dá pra levar esses adolescentes marcheiros a sério. Só protestam por coisa besta, pelo amor! Na melhor das hipóteses é uma necessidade desesperada de autoafirmação. Mas eu acho mesmo é que só querem fumar maconha sem se esconder. A desculpinha de acabar com o tráfico é de dar risada. Ninguém é tão altruísta assim não, só querem fumar abertamente mesmo. Se pensassem mesmo em coletividade, os protestos por coisas realmente importantes é que seriam destaque nas redes sociais. Aliás, tenho pra mim que quem inicia essas marchinhas no Facebook são pessoas justamente interessadas em desviar a atenção dos jovens de coisas sérias. E é um prato cheio: questões importantes ficam esquecidas pelos jovens que estão se preocupando mais com maconha e ficam ofuscadas na mídia que só vai se ocupar da polêmica fabricada por essas marchas.

lagarto disse...

Olha,a impressão que eu tenho é que tudo isso é reflexo de um povo acomodado e que não acredita que ele possa mudar alguma coisa. O brasileiro perdeu (ou talvez nunca tenha tido) capacidade de indignação. Só faz essas manifestações bestas que ele sabe que não vão levar a lugar algum, mas que pelo menos ele faz uma festa durante o evento. O brasileiro invés de mostrar coletivamente sua repúdia à corrupção, prefere usar ela como uma forma de legitimar suas "espertezas", como fraudar imposto de renda, roubar carga tombada, mentir para conseguir bolsa de estudos...

Não sei se isso muda tão cedo, o brasileiro ainda não se vê como integrante de um coletivo. O problema dos outros é o problema dos outros e ele não tem nada a ver com isso.

Anônimo disse...

"Depois que a polícia desce o cacete, dizem que é abuso de poder... Vão tomar banho... Não é nada. Se maconha é realmente prejudicial eu não sei... Mas, fazer um mega chamamento nas redes sociais e o povo se mobilizar para isso? É melhor ficar quieto no canto a fazer besteira..."

Olha, não é preciso muito raciocínio para perceber o quão errado está esse pensamento. É muito benéfico que haja um mega chamamento nas redes sociais e que o povo se mobilize para lutar pela legalização da maconha. Isso é lutar por um direito. E se a polícia bater estaremos retrocedendo enquanto seres humanos. A violência é a primeira arma do ignorante.

No primeiro comentário, vemos essa ideia exposta: "A desculpinha de acabar com o tráfico é de dar risada. Ninguém é tão altruísta assim não, só querem fumar abertamente mesmo." Sim, é penoso saber que alguém realmente pensa que lutar para poder desfrutar abertamente de um produto é errado. A proibição da maconha é um disparate, dentre vários outros pontos, social. Não se proíbe um povo de consumir determinado produto, mas se cria mecanismos de regulamentação. Como se criou para o álcool e o tabaco.

Apenas uma mente pouco esclarecida, ou pouco afeita a noções como liberdade e respeito ao próximo, defende a proibição desse produto.

Outra coisa, eu vi que o post e os comentários fazem certo tipo de conexão que me é surpreendente. A conexão entre lutar pela liberação de algo que é arbitrariamente proibido com o não lutar por outras causas. Uma coisa não é tem nada a ver com a outra.

Não é uma luta ou manifestação que atravanca o processo de uma luta mais ampla, pela educação, saúde, contra a corrupção, etc. O que atravanca o processo é a falta de uma cultura de levante, a população não se acostumou a ver manifestações. Tanto é fato que quando ocorre uma manifestação legítima, como pela liberação do consumo de maconha, a sociedade não sabe avaliar, quando deveria aumentar o coro pela liberdade.

Como esperar que um povo lute por causas complexas como melhorias na saúde, ou melhor distribuição de renda, quando ele não se move nem contra coisas como a proibição de um produto (uma causa muito mais simples, que, aliás, já deveria ter sido solucionada)?

Claro, não digo que a estratégia adotada pelos alunos no referido caso seja a mais proveitosa, ou a mais condizente com um movimento que se dá em meio a uma sociedade pouco esclarecida como a brasileira (veja como isso é fato pelo post feito e pelos comentários que se seguiram; sem querer ofender, mas é flagrante o baixo nível informativo das opiniões aqui expostas), porém isso é igualmente resultado de uma falta exemplos de mobilização. As pessoas não sabem se mobilizar.

O Chile, não é possível comparar a cultura política chilena com a brasileira... Qualquer um com um pouco de noção em história sabe das peripécias políticas daquele país, cara, eles fizeram Allende eleito. Democraticamente.

Enfim, fica um comentário mais ou menos apressado à guisa de antítese. Qualquer coisa volto para ampliar os argumentos que nem cheguei a expor.

Desculpem-me o tom pouco educado.

sandra monte disse...

Tudo isso que você disse Anônimo, é muito "lindo".

Mas, eu e o primeiro comentários só estamos vendo o óbvio. Com tantos diretos dos brasileiros sendo lesados, porque justamente um que não tem lá esta importância é o grande interesse?

Enfim, cada um acha importante o que quiser. Minha opinião é que se é para fazer uma besteira, melhor ficar quieto no canto.

E para constar, seu texto pode simplesmente não ter a legitimidade que você queira. O seu "anonimato" tira o seu respeito.

A primeira coisa que quem quer fazer um portesto precisa entender é, dar a cara a bater. Discurso bonitinho é lindo... Agora, fazer isso de cara limpa, ou fazê-lo de forma aberta na internet ninguém quer.

Uma "proteção" esquisita.
Mas, pode voltar. Asism você no seu "anonimato" mostra porque o reitor está certo.

Ah, e outra coisinha que este bando de desocupado esqueceu: a PUC é uma universidade privada. E que tem seus conceitos morais.

O mínimo é o respeito ao conceitos da instituição.

Como falo, alguns querem direitos, mas esquecem dos direitos alheios.

Polvo Tentáculo disse...

Desculpe, mas gostaria de tomar conhecimento do porquê eu não vejo o óbvio qual você. Eu vivencio debates da natureza política e social desse país, me interesso pelas ditas questões, estudo, me esmero na tentativa de compreender um pouco o mundo a minha volta; enfim, não sei porque eu não poderiam enxergar o que vocês enxergam. Creio que a sua postura não é mais lúcida que a minha. Poderia aqui argumentar que, a julgar pelo seu discurso, tenho um pouco mais de propriedade para tratar desse assunto do que você, mas não é esse o ponto. O ponto é que frases do tipo "Mas, eu e o primeiro comentários só estamos vendo o óbvio." de nada acrescentam a ideia alguma.

Segundo, meu discurso não foi "lindo" (as aspas são suas). Caso tenha percebido alguma beleza nele, recomendo relê-lo. É, na melhor das hipóteses, um discurso "feio" (agora são minhas, as aspas, claro). Eu afirmo que o brasileiro não tem cultura de contestação, que não temos uma história política tão madura quanto a chilena, que não fomos capazes, pelo menos até agora, de resolver uma questão básica quanto a legalização da maconha, que, por conta dessa falta de traquejo, ainda estamos distantes de uma luta verdadeira quanto a bandeiras mais alarmantes; francamente, quão mais "feio" pode ficar o meu discurso? Meu comentário não foi utópico, foi bastante pé-no-chão, talvez com um pendor pessimista, mas este é redimido pelo minha visão positiva do movimento pró-legalização.

Por fim, devo reconhecer que o meu "anonimato" se deu por causa de um lapso, a pressa subverteu minhas prioridades, nunca escondi minhas opiniões, deixarei aqui o blog onde me encontrar (http://coletivopolvo.blogspot.com), de forma que não haja qualquer mal-entendido quanto as minhas convicções. Eu as sustento.

Mais uma coisa, a PUC é privada, isso eu entendo, não entendo são os conceitos morais a ela atribuídos por você. Entendo regras por ela impostas: "não se pode fumar maconha aqui". OK, os alunos tem que respeitar. Mas se manifestarem eles podem, a expressão é garantida. Conforme disse no meu comentário anterior, vejo os manifestantes meterem os pés pelas mãos na ânsia de lutarem por algo como o resultado final do grotesco aparato de dormência social: não sabemos nem dizer "olhe estamos lutando por algo certo e lutando do jeito certo". É uma pena. Mas ao invés de apenas salientarmos os problemas, talvez seja válido recapitularmos o que há de positivo.

"Tá, ok, não estão lutando pela saúde, pela igualdade econômica, pela diminuição da violência, mas pelo menos tem gente lutando por algo."

Espero ter esclarecido alguns pontos. Caso seja necessário volto aqui de bom grado.

Boa noite,
O Polvo

sandra monte disse...

"Polvo"...

Acho que devemos lutar por algo? Acho.

Mas, o que discordo é começar justamente por algo tão banal e tão contestável como a legalização da maconha.

O Brasil necessita de protestos mais urgentes e necessários.

Não vamos discutir quem tem mais "propriedade", porque também contesto certos pensamentos que são válidos somente no papel, na academia.

Também me preocupo e estudo para entender nosso mundo, especialmente o Brasil.

Não vejo esta "festa" - o termo festa já denota a falta de seriedade da coisa - como positiva, pois mostra que a juventude não olha para a realidade do país.

E a PUC é uma instituição privada. Não se deve pensar em fazer algo nas dependências de um lugar que - claramente - é contrária a legalização.

O mínimo do mínimo seria fazer a tal "festa" na frente de outro lugar.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/976356-reitor-fecha-puc-mas-alunos-programam-ato-por-festa-da-maconha.shtml

É óbiov que a PUC não vai dar nenhum tipo de aval. É uma instituição católica.

Ou seja, a falta de consciência e respeito é tão grande, que nem se atentar a isso, esta gente se atentou.

Para mim, desculpe, não dá mesmo para levar este povo a sério. Porque se eles mesmos não respeitam os conceitos de uma instituição, como vão ter consciência de alguma coisa?

lagarto disse...

Sandra, concordo com você. E tem mais, achar que o pessoal realmente está lutando por um ideal nessa manifestação aí ou é muita ingenuidade ou falta de sintonia com o que ocorre no mundo material.

Polvo Tentáculo disse...

Senhor Lagarto, acredito que tenha sido mal interpretado, no meu primeiro comentário defendi a obviedade do fato de que as pessoas que protestam pela liberação da maconha estão, em sua esmagadora maioria, interessadas em "fumar abertamente". Defendi, também, que isso não é um erro. No máximo é a defesa de um direito que deveria ser garantido.

"Mas, o que discordo é começar justamente por algo tão banal e tão contestável como a legalização da maconha."

Sandra, banalidade não é. Muito menos contestável (importância é algo de caráter subjetivo, a contestação passa pelo crivo da racionalidade, e qualquer um sabe - e caso não saiba o Mr. Google pode resolver a questão em minutos, visto que as publicações de ponta no assunto estão disponíveis ali - o quão ilegítima é a proibição da maconha). Concordo que existem questões mais universais, mas um protesto não exclui os demais, no máximo denota a nossa falta de capacidade de coordenação (é complexo lutar por várias melhorias).

A sua opinião no assunto não se mostrou muito sólida. Fazer o ato na frente da universidade não é errado. É um espaço público. Desde que, é claro, se respeite a legislação vigente quanto a festas (que eu reconheço não saber ao certo qual seja em SP, assumindo que haja alguma diferença entre os estados, claro). Enfim, respeitando a legislação, poderiam fazer o ato diante de qualquer instituição, seja ela contra ou a favor da instituição de um direito básico.

(Desculpem eventuais erros gramaticais, mas não posso revisar o texto e o escrevi às pressas).

Boa noite,
O Polvo

sandra monte disse...

Pois é Polvo,

Em sites de busca - não existe só o Google - também há textos que apontam para o lado negativo da maconha. Ou seja, no final das contas, cada um enxerga o positivo ou negativo que lhe convém...

A PUC é um local aberto ao público. Poderia ser legal, mas não é correto. É um desrespeito aos conceitos da instituição.

Se estas pessoas não entendem o temro "respeito", fica difícil. Querer direito é antes de qualquer coisa, respeitar o direito alheio.

Se fosse assim, um grupo poderia pregar a legalização da maconha dentro de uma igreja. Nem tudo que é do direito se coaduna com a moral.

E, a propósito, já que você é tão atento a legislação, Polvo, dá uma olhada no título II, capítulo I, artigo 5, IV da Constituição.

A partir de agora, não vou mais publicar seus comentários já que você não saiu do anonimato. A legislação me dá este direito.

Responda o que quiser, já que você vai querer dar sua última palavra para eu ler.

Se vou ler, são outros quinhentos. Acredite.

Lagarto disse...

Polvo, certo e errado não são aspectos necessariamente delimitados por lei. Você pode inclusive achar errado situações permitidas por lei, e para isso basta ter por base seus valores morais.

Você parece que está tentando desqualificar a opinião da Sandra a todo custo.

Se você acha que essa manifestação tem valor por ser a defesa de um direito, tudo bem, isso é como você encara esse microcosmo. Você só perde tempo tentando provar que não se pode encarar essa situação de outra forma.

Sua opinião não vale menos por não ser a verdade definitiva sobre o assunto.

sandra monte disse...

Sabe o que é mais impressionate Lagarto...

Eu não vou a nenhum site a favor impor minha opinião.

Estou expondo aqui, no MEU blog. É espantoso como as pessoas querem colocar sua posição e meio que obrigar os outros a aceitar.

Que fala-se muito em legislação mas esquece-se da questão moral... Sim, aquela que está transcrita no Houaiss.

E suas palavras foram muito corretas. Obrigada.