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sábado, 11 de junho de 2011

O que é fazer humor? Fazer rir?

Navegantes,
Tenho dito diversas vezes aqui o quanto estou estarrecida com uma série de coisas que têm acontecido nos últimos tempos. E já faz algum tempo que estou com vontade de falar de humor. O que é humor? O que fazer graça? Falar algo engraçado, fazer graça, seja em teatro, cinema, TV, etc é talvez mais difícil do que fazer chorar.
Nunca foi fácil fazer as pessoas rirem. Charlie Chaplin que o diga. Chaves, Os Trapalhões, Chico Anysio... Ser engraçdo é muito mais que dizer um monte de bobagens. Ofender, incitar a violência, seja contra quem for, isso não é e nunca será graça. Os palhaços, lá nos primódios da Era medieval, falavam dos absurdos da sociedade ao rei. Eram eles os verdadeiros "orientadores" dos soberanos. Estes últimos sabiam verdadeiramente dos problemas do reino pelos palhaços.
Com o passar do tempo, ser palhaço mudou um pouco. Tornou-se algo mais lúdico, infantil. Mesmo assim, no último século, tivemos muitos palhaços geniais, que não precisaram de muito para fazer rir. Como citado acima, Chaplin, Roberto Bolaño com seu Chaves, os quatro Trapalhões e sim, o inigualável Chico Anysio. Este último conseguia fazer crítica social com genialidade única.
E há outras formas geniais de piadas, como as que no espetáculo teatral A Incrível Batalha Pelo Tesouro de Laduê. É um monte de gente talentosa junta em uma apresentação inteligente, coerente, lúdica e sincera. Pode ser invanfil? Pode. É qualquer um que sabe fazer isso? Não, não é.
E há (houve) os que são somente adultos com o Ary Toledo e a Dercy Gonçalves. Muito palavrão? Muita "tiração" de sarro com os outros? Sim. Mas, nunca incentivaram nenhum tipo de violência. Não que eu me lembre...
Nenhum dos citados se diz comediante e sai incitando violência. Diferente de Rafinha Bastos, que como ele mesmo disse no seu Twitter: "Oi, meu nome é Rafinha Bastos. Eu sou comediante. Comediante faz piada. Obrigado." em 12:07 PM Jun 8th. Os citados acima não incitam violência. Já Rafinha, que se sente muito engraçdo, incita e incita violência, como podemos ver na matéria do Comunique-se.
Se ele realmente não acha ser "nada" ser estuprada, Rafinha Bastos deveria ter estrupado por um negão de 2 metros (em todos os sentidos)! Daí, veríamos se ele faria "piada" com assunto estupro. Mas, ele só disse o que disse porque deve ser filho de chocadeira, se tivesse mãe, teria falado aquilo?
Ser comediante é fazer rir. Fazer os outros rirem. Quando, de repente, as pessoas não acham graça na piada, quando a piada incita violência, é porque a pessoa é tudo na vida, menos comediante. Os outros citados acima eram e são comediantes. São, muitas vezes, os verdadeiros "palhaços" que a sociedade precisa. Porque que incita a violência, não é comediante, não é palhaço. É só um engravatado que, provavelmente, não teve mãe.
E não, não sou feminista. E não acho - que como uns e outros - que deveria haver uma lei específica para a bobagem dita... Porque já existem leis. E incitar violência contra o ser humano (no caso, mulher), já está incluso no Código Penal. Se fosse com alguns outros, já se estaria falando em "mulherfobia"...


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3 comentários:

L.Karina disse...

Parece que são poucas as pessoas que não gostam desse tipo de humor com mentalidade adolescente de chocar,por chocar.E quando alguém diz a verdade é logo colocado e ''falso moralista''.
Gostei de você citar o criador do ''Chaves'' do ''Chapolin'' pra mim o humor desse cara é genial,justamente por ser simples.

J.R.Pereira disse...

Esse é um dos exemplos de seus piores textos: você falou, falou, falou e não conclui nada.
Porque você não sabe o que é Humor, Sandra.
Você partiu de uma premissa que desconhece, mistura assuntos opostos e conclui com sofisma.
Atenha-se ao fato de que a essência do Humor é a HUMILHAÇÃO!
Quando há uma revolução, o primeiro a ser morto é o cidadão comum e o humorista; o primeiro por ser fácil e o segundo por fazer doer.

Mas perceba o nível de seus leitores: você citou Chaves, um plágio descarado e vaganundo d'O Garoto de Chaplin e o cara aí gostou porque, puxa, "eu adoro".

A informação que você queria passar se diluiu, não mudou nada mas o cara ficou feliz porque falou do agrado dele.

Seu texto emburrece os leitores.
Pare com isso e faça a diferença.

J.R.Pereira disse...

"Ser comediante é fazer rir."
Não.
O comediante expõem as mazelas do mundo através da pilhéria. Mas todo comediante chora por dentro.

Nossa, tá difícil aí, heim?