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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Santuário e Lixo Extraordinário

Navegantes!!! Esta semana vi dois filmes um tanto difíceis de serem vistos! Difíceis, pois mostram a miséria humana: Santuário (Sanctum) e Lixo Extraordinário (Waste Land).
O primeiro é uma ficção em que um grupo de pesquisadores fica preso em uma gruta. Apesar do cartaz dizer que é baseado em uma história real, ao que tudo indica, ninguém morreu na vida real. Entretanto, o grosso de tudo o que acontece é só ficção. Pelo menos é o que dizem os sites da net. Seja como for, o filme recebeu muitas críticas negativas.
E, hoje percebo que é bom ir assistir a um filme sem ler as críticas. O roteiro é completamente previsível? Mais ou menos. Mas, o que importa, realmente, são as situações da condição humana em momento de crise. A gente termina de ver o filme e se pergunta: será que eu faria isso? Ou faria aquilo. Daí, depois de alguma meditação, você chega a conclusão que sim. Achamos que somos muito melhores que somos, mas é no momento mais tênue que percebemos que somos miseráveis. E no final, também nos perguntamos: na certeza da morte, será que temos o direito de abreviar a vida? Só vendo ao filme para entender minha indagação.
Santuário nos mostra a miséria humana em seus sentimentos e reações. Já Lixo Extraordinário nos mostra a miséria física, a miséria real que muitas pessoas vivem. Mas, que menos assim, são mais dignas que nós, tão ou mais honestas e fortes. Este é aquele documentário indicado ao Oscar desta categoria. Fui assistir e sai um tanto triste. Isso porque há coisas que, definitivamente, não paramos para pensar: para onde vai e quem vai usar o lixo que jogamos?
É triste saber que tem gente que vive do lixo. Que as condições sociais foram tão desfavoráveis, que milhares e milhares de pessoas não encontraram outra alternativa para viver. E como muitos deles mesmo falam no documentário: "melhor viver disso aqui do que estar em uma boca de fumo!". Lixo Extraordinário é para ser visto. Para darmos mais valor a tudo que temos, a tudo que somos. Porque há pessoas que sentem orgulho de si, são felizes com o que têm, muitas vezes, com tão pouco (material).
É nestas horas que vejo como são fúteis estas questões de mangá, anime, etc. O mundo lá fora gira. As pessoas vivem como podem. E nós aqui... reclamando por bobagens sem fundamento. Se vivéssemos como os catadores de material reciclável vivem, daríamos mais atenção a nós mesmos e teríamos mais respeito uns pelos outros.


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1 comentários:

Francisco Othon Pereira de Norões disse...

Lixo Extraordinário é muito massa...

mesma autor usou tema abertura Passione

http://www.youtube.com/watch?v=vAs9-wh-dZA