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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fansubbers e scans: um mal necessário?

ATUALIZADO em 08/02/2011, às 21h50. Em vermelho. E leiam aos comentários. Eles são importantes para uma melhor compreensão da discussão.
ATUALIZADO em 13/02/2011, às 20h50. Somente correções de sintaxe.

Navegantes,
Hoje, falarei de um assunto que algumas pessoas já me perguntaram via Twitter, e-mails e em outros sites. O que penso dos fansubbers e sites de scans? Bem, quem acompanha o Papo de Budega desde muito tempo - ou veja em "conscientização" - sabe que eu era terminantemente contra um e outro.
Hoje, tenho repensado que há casos e casos. Há situações que, defitivamente, não devem nunca ser apoiadas, como fansubbers venderem Dragon Ball Kai, sendo que este título já tem representante legal e emissora legal para exibir o anime.
Mas... há situações que, realmente, pedem uma análise. Vide mangás com traduções porcas e DVDs com problemas técnicos sérios. Para casos assim, é de ser pensar realmente se a saída são os scans e fansubbers. Mas, não um consumo aleatório, e sim um consumo de protesto. Afinal, é um absurdo que um mangá, por exemplo, seja lastimavelmente mal traduzido e incompreensível, que ninguém entendi piada alguma, que o texto é deturpado de forma horrorosa.
Para casos assim, só mesmo deixando de comprar o mangá e correndo para os scans. Mas, não é uma ida aleatória. É um consumo de protesto. Afinal, uma editora deve apresentar o mínimo de um trabalho razoável para o leitor. E o mesmo vale para os animes.
Enfim, como eu disse, tenho repensando em toda esta situação. Inclusive porque muitos leitores ajudaram em mudanças em minha opinião expondo as suas. Por isso, galera, é importante que todos vocês falem. Porque não é possível ser radical para tudo, tudinho. Fansubbers e scans têm se mostrado importantes para estas situações de desrespeito.
Sou a favor que produtos legalizados sejam comprados, inclusive para dar ao autor uma parcela de grana pelo trabalho dele. É respeito para com o autor e uma forma de mostrar que o trabalho dele é importante. Mas, é muito complicado quando a empresa, que compra o título, desrespeita o autor original com uma atuação porca, ocasionando, também, desrespeito ao leitor.
Por hora, é isso.

O assunto é muito sério e requer diversas discussões. Até porque, no final das contas, caímos na questão da Lei de Direitos Autorais. Que, só para constar, mudará. Houve no ano passado um Debate Público para a mudanaça da lei. Debate igual ao que acontece hoje com a - classificação indicativa. E alguns pontos devem mudar e o que hoje é crime, deixará de ser pela nova lei. Enfim...
Um pouco difícil responder a todos os comentários, que diga-se de passagem, foram deveras pertinentes. Mas, mais alguns pontos a serem pensados, porque o grande X da questão hoje é o desrespeito mútuo existente em consumidores e empresas.
O que dizer, por exemplo, de casos como Peach Girl, Shin-Chan ou Éden? Títulos sumariamente cancelados. Dá para dizer para o pessoal comprar os volumes que saíram em bancas? Eu acredito sinceramente que não. Porque para estes casos também houve um total desrespeito para com o consumidor. Pois afinal, para que você vai comprar um mangá (de encalhe), se você sabe que não terá o final dele? Esta é outra questão a ser pensada nesta grande questão de derespeito de empresas no mercado.
Outro caso, que bate na porta de muita gente: cosplay, afinal, é ou não uma quebra de direito autoral e pior, desrespeito para com a obra? Sim, porque vemos cada roupa mal feita, cada interpretação esdrúxula que pode ser visto como algo ofensivo a obra. Daí, fica a questão: a Shueisha estaria certa em proibir cosplayers de suas obras no World Cosplay Summit? Ou isso seria um exagero?
E as histórias nacionais (vide os chamados mangás nacionais) que fazem paródias de diversas obras e pegam inclusive, golpes e elementos afins de obras originais como Harry Potter, Sailor Mooon ou Dragon Ball? Como estas ficam? Porque no final das contas, também são algum tipo de apropriação indevida de uma obra qualquer. Isso pode? Vejo muitas pessoas aplaudirem os casos de sucesso no Brasil, Casos assim?
Fansubbers e scans são o lado mais visível de problemas que estão aí. As questões de direitos autorais entre outras. Não sou a favor de pirataria. Sou contra 99% da pirataria exisntente em nosso país. Mas, tenho visto muito massacre para com fasubbers, e louvor para outras coisas. E uma atenção exarcebada para empresas que desrespeitam o consumidor de tal forma, que é difícil apoiá-las integralmente como em momentos passados.
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24 comentários:

Allena disse...

"Para casos assim, só mesmo deixando de comprar o mangá e correndo para os scans. Mas, não é uma ida aleatória. É um consumo de protesto."

Em minha opinião isso está "errado".
Considero que se algo está muito ruim e deturpado, sua primeira ação deveria entrar em contato com as editoras, mostrar sua opinião, exigir melhora e não "fugir" para um consumo de protesto.

A verdade é que para muitos a ideia de ir atrás e "lutar" é muito mais trabalhoso, vale mais a pena ir na net. E outra, como uma empresa vai "perceber" esse consumo de protesto? Se eyu você uma empresa e algo não vende eu vou pensar "tá todo mundo consumindo em scan em protesto"? Ou "essa bost* não vende"?

Correr atrás de scan é dar "um jeitinho". Evitar ter que mandar e-mail, discutir ou peitar. Correr para a net é matar, também, o péssimo mercado que já temos.

Se algo é mesmo muito ruim e supomos que ninguém vai comprar. E que todos caiam em cima da editora, a mesma não demonstra mudança de atitude. Ela vai cancelar ou fechar as portas. Com a obra cancelada, recorrer aos scans vira a alternativa APÓS um processo de luta dos consumidores.

Mas imagine que a editora se toque e vá de péssimo a divino. É triste que o volume 1 esteja nojento, mas ter os próximos volumes em uma condição divina não é melhor que depender do scanlator, que em 90% dos casos é horrendo também?
Quem sabe a editora até lance uma versão digital melhorada por exemplo, faça um recall ou coloque no site as erratas.

Mas simplesmente ir do "ah, não gostei" e pular para a pirataria, é "suicidar" o mercado de mangás/animês do Brasil.

Patrick Raymundo disse...

Não tinha me passado pela cabeça usar fansub e scans como forma de protesto. É uma ideia que pode dar certo. Eu tenho, como forma de protesto, uma forma bem mais cara para mim, mas menos lesiva ao autor, que é importar material (seja mangá ou DVDs ou Blus) de outros países, que tratem o material de forma decente. Lógico que quase ninguém pode fazer isso. Eu mantenho o direito autoral, trago material de boa qualidade para mim, e informo a empresa brasileira da minha compra. Mas fansubs e scans de protesto são uma ótima ideia tb! :)

sandra monte disse...

Concordo com você Allena.

O problema é que infelizmente, enviar e-mails, se queixar não tem dado certo para algumas empresas. Muitas simplesmente não estão nem ai para o que pensam os seus consumidores, o que é lamentável...

Daí, ir para fansubbers e scans torna-se a única forma de protestar, quando não escutam os leitores e espectadores.

Como eu disse, comprar o legal é o ideal. Mas, o legal tem que realmente, estar "legal"...

Otaku disse...

Primeiramente concordo com a Allena;
Segundo ctrl c ctrl v do comentario que coloquei no jbox.

==X==

Ai concordo com você Allena, compre em outra língua, deixe de comprar, mas estimular pirataria é fora de questão.

Quando não existe, fica aquele ar de “ok, ninguém licenciou ainda”, mas dizer “leia o scan que é melhor” ou “jogue no pirata que é mais facil”.

Se todo mundo comprasse o produto nacional, mantendo uma linha mais direta com as empresas, tentando ser mais participativo, ok. Juro que a maioria das queixas são feitas em fóruns, mais nunca chegam as empresas, indefere o produto. Olha não costumo mandar e-mail de reclamação, mas as vezes que o fiz fui respondido.

==X==

Já que fui convidado a ler, não posso fazer desfeita.

“consumo de protesto” – via Papo de Budega

Realmente existe justificativa para pirataria agora, o dvd que você compra nada mais é que um protesto pelos preços, ou pela demora, ou qualquer desculpa que você deseje.

Na minha humilde opinião, alguém com responsabilidade optativa não pode arrumar desculpa para serem usadas por outros. Agora veremos nos sites de anime pirata “publicação de protesto – baixe aqui”.

==X==

Allena, não comento aqui normalmente, porque não tenho interese de voltar para ler a resposta, mas como você foi toda educadinha... está ai.

Allena disse...

Se eyu você uma empresa e algo não vende eu vou pensar "tá todo mundo consumindo em scan em protesto"? Ou "essa bost* não vende"?
WHAT? Me lembre de nunca escrever nada com sono... Cruzes.

Verdade qua não dá muito certo. Mas quantos mandam e-mail? Se eu fosse uma empresa também não ligaria para meia-dúzia.
E mesmo quando você escreve algo e protesta os próprios leitores acham ruim. Vira exagero e ficam mais preocupados em brigar com você que reclamar daquilo que você concorda.

A verdade é que você, eu e mais uma meia dúzia é exceção. Para o resto mundo tá uma maravilha, consume em protesto o quanto quiser não fará diferença também.
Como qualquer minoria, cabe a nós o papel de ser torturados até que nos venhamos a ser maioria.

Por isso o que eu faço é conscientizar. Já que sei que nada que eu faça pode mudar, eu tento aumentar a "minoria".

F/X disse...

Defender a pirataria como forma de protesto é como defender o vigilantismo por que a polícia é ineficaz. Pra mim, não passa de desculpa para continuar endossando a pirataria.

Conheço suas posições em relação ao assunto, mas por isso mesmo, acho que esse seu texto serve mais como um justificativa para moleques que só usam pirataria - pirataria não se consome - do que como uma forma de melhorar o serviço das editoras.

Você não comprar e exigir que o trabalho seja bem feito é uma coisa. Mas o que você propoe é ameaçar a incopetência com crime. Isso nunca vai melhorar uma situação de mercado, e pelo contrário, ainda agrava uma situação que atravaca mais ainda ele.

Você deve é mostrar a sua indignação por e-mail, por escrito, no seu blog, em eventos, e principalmente, deixando de comprar e comprando outra coisa.

Provavelmente esse post já vai render algumas crianças justificando a pirataria como protesto.

Anônimo disse...

Antigamente eu era scanlator.
Mas era pelo motivo de não termos mangás publicados no Brasil.
A coisa mudou de figura quando a Conrad e a JBC começaram a trazer os primeiros título de peso para cá, eu parei de fazer esse trabalho. Afinal, antigamente o pessoal tinha um código de honra silencioso (se um mangá é licenciado, parasse de fazer o scan dele)
Mas devido a péssima tradução e edição de em alguns títulos (pelo amor de Tezuka, que edição porca aquela em Rayearth, deveriam relançar a serie com uma edição muito melhor). Fico pensando se os scanlators não tem razão de esquecer esse código de uma vez.

Apesar de ainda continuar confiando e mandando e-mails para as editoras cobrando uma melhor revisão nos seus mangás atuais.

A sim, ainda condeno os scanlators que continuam a traduzir os mangás que já são publicados no Brasil, mesmo com a péssima edição, tem gente que precisa ganhar o salário deles, pela vendas dos mesmo.


Old_Nash aka Anubis_Necromancer
Anubis302@hotmail.com

Carlos disse...

- Acho sim que deve-se usar os fansubber e scans, para conhecer uma série, por exemplo, alguma editora brasileira lança algum mangá e você quer ler alguma coisa para ver se vale a pena ou não (acho que as próprias editoras deveriam disponibilizar o primeiro capítulo na net como "amostra grátis").

- Longe de querer ser bonzinho ou puritano demais, mas tanto animes na net, como scans, são pirataria das bravas, mas como a maioria das séries não têm seus direitos garantidos por nenhuma empresa no país, então tá tudo bem né................ claro que não, mesmo em outro país existe alguém que é dono da marca e trabalha duro e vive disso, se eu fosse dono de uma marca e a visse sendo pirateada mundo a fora, moveria mundos e fundos para mandar para a cadeia os responsáveis, vocês não?.

- Se as editoras daqui não estão fazendo um trabalho legal, a melhor forma de protesto é reclamar com esta, se não lhe der ouvidos, não compre, se esta algum dia vier a ter prejuízos, saiba que foi por inteira responsabilidade dela, e não do nanico mercado de quadrinhos que existe no Brasil.

- Sandra se algum leitor, um dia reclamasse da qualidade gráfica do livro que você lançou ( sei lá, por qualquer motivo...) e como forma de protesto o lesse inteiro pela internet (só um exemplo) e o divulga em algum site, o que você acharia?

Otakemo disse...

Quando se fala em fansubbers e scanlators sempre ignoramos toda a realidade e nos focamos no dilema do ético nos produtos licenciados, mas a realidade é a seguinte na maior parte dos casos se prefere baixar da internet a comprar um produto original PORQUE NÃO TEM PRODUTO ORIGINAL se tratando de mangás ainda existe um ou outro publicado mas se tratando de animes não dá para comparar os produtos na prateleira com uma pagina de download com cento e tantos títulos, quanto aos mangás, quem prefere baixar um manga da internet com a desculpa de falta de qualidade nos produtos licenciados eu sugiro que procure um profissional da area de psiquiatria porque em comparação com o lixo que está por ai para download o trabalho das editoras parece até perfeito.

Paladino do Cerrado disse...

Alguém esqueceu de nossa censura infaltil(para não dizer senil).

Eu sou fã de animações e não acho legal ver simpsons ao meio dia porque aquele desenho não é tão infantil quanto pensam as pessoas.
Porém se passa coisas piores nos jornais do almoço (como as ditas tragédias) porque não?

Ainda acho que nossa censura vem por parte das grandes emissoras que nunca irão colocar um Bleach as oito da noite, pois é a hora da novela!

E tem mais, antes de aparecer o revendedor LEGAL de BLEACH(apenas citando um dos casos) tinha fã suber que apostou na série, se eles deram a dica de olhe colher os louros porque eles tem de parar com o que mostraram.

Pois aqui no Brasil muita coisa ligada a HQs/Mangás e animações em geral só vai para frente se tem gente comentando ou fazendo download (ilegal) de algo que eles nem sabem que existia!

Tem bancas que eu pasmo ao ver Eureka7, Claymore ( tudo que eu considero "CULT", para mesmo os fãs de mangá é expecializado) sendo publicado aqui no Brasil.

Por dificuldades financeiras eu parei de comprar Eureka e Claymore e quase parei de jogar WOW pago (nunca mais volto para piratas, em respeito ao trabalho da Blizzard e seu nível de atendimento), mas voltando.

sandra monte disse...

Allena,
Tenho tentado "conscientizar" e me conscientizar.
Mas, é duro ver quanto justo lado que deve realmente fazer o trabalho decente, fazer qualquer porcaria. Daí, o que fazer? Ir aprender japonês e ler no original? Ler uma outra língua, que também pode estar mal traduzida?
O ideal mesmo, é que todos comprem o material legal. Sempre. Mas, para isso, as empresas devem fazer sua parte.


F/X
Concordo que este texto é extremamente perigoso Fábio.
E as pessoas devem começar aprender a ler.
Acho correta sua posição. Como eu disse, durante muito tempo, a esmagadora maioria da minha vida, fui totalmente contra a pirataria. Em 99% dos casos.
E veja, 99% não é mais 100%. Se os jovens não conseguirem entender o texto e os comentários aqui trancristos, daí temos que abrir outra discussão, de como a educação está tão capenga no Brasil, que as pessoas não sabem interpretar um texto.

Paladino do Cerrado
Pegando sua deixa...
Dificultade financeira, não é, de forma alguma, desculpa para se piratear nada. Quem não tem grana, não adquira o pirata.
Como mencionado, a discussão é importante e como eu já disse, sou contra a pirataria em 99% dos casos...

Nash,
Concordo com você também. Quando um título é licenciado, os scanners devem parar de fazer isso.
Mas, como mencionado, é complicado quando o trabalho está tão porco que você não o entende. Sou a favor do que legal, mas também, com o trabalho, ao menos, compreensível.

Carlos,
A sua pergunta final é pertinente.
Por que como eu disse, sou contra a pirataria. Pirataria de tudo. Inclusive, eu já tive problemas com a pirataria na net em relação ao meu livro. Sou contra? Sou. Só há uma possibilidade que acredito quer passível de um xerox de livro inteiro: quando o mesmo não é mais comercializado. Imagine um livro que não teve reedição, reimpressão, re nada... Só xerocando mesmo. Tenho um livro que sei que ninguém vai achá-lo em livrarias, bibliotecas nem nada. O que fazer caso alguém precise lê-lo? Se ele não existe em lugar algum?

Por isso sou contra a piarataria em 99% dos casos. Não é passível apoiar um crime como mencionaram. mas, tenho realmente pensado que há casos e casos. Para tudo na vida.

Allena disse...

Me arriscando a ser mal-interpretada, quanto a questão da interpretação de texto.
É meio complicado cobrar isso do leitor quando seu texto é tão zoado sintaticamente. Você erra 1 a cada 3 vírgulas, separando os sujeitos, verbos e objetos. Se um texto não é 100% claro, fluido e conciso, nunca vai existir uma só interpretação (o que já é difícil num texto perfeito).

Falo isso mais como um desabafo, sempre me cansa ler o que você escreve por causa disso. Uma jornalista a princípio devia tomar mais cuidado com isso.

Sinta-se livre para deletar e não aceitar o comentário, não me importo. Não tenho intenção de humilhar. Até prefiro que meu desabafo fique entre só você e eu.

Suzuki.K disse...

Esse é um assunto bastante complicado.

Não sei se o que vou falar é besteira da minha parte ou não, mas, ao meu ver, as editoras começaram a investir pesado em mangás e animes quando percebeu que o público interessado no assunto começou a aumentar. E isso aconteceu quando a internet começou a melhorar, na minha época acho que a única fonte de informação sobre animes e mangas eram aquelas revistas nas bancas, como a Animax. A internet permitiu o acesso rápido de informações e consequentemente os scans e fansubber foram surgindo.

Sem contar também o grande ponta pé que a Conrad deu lançando Dragon Ball e CDZ em mangá e aí viram que o formato nipônico foi aceito pelos brasileiros.

Eu acredito que a ideia inicial do Fansubber e scans foi algo genial, quem imaginaria ler/assistir tal obra que só passa no Japão? E sabe deus quando veríamos a série em nosso país? Mas com o tempo essa idéia tão "inocente" foi se tornando algo muito perigoso e que muitos se aproveitam para lucrar em cima disso.

Vejo essa discussão como uma espada de dois gumes, se não fossem pelos fansubber/scans eu nunca imaginaria ver uma obra como Welcome to the N.H.K. ou até mesmo Hoshi no Koe lançados no Brasil.
Mas também se não fossem por eles a pirataria não rolaria a solta por aí (O famoso bairro da Liberdade de SP é um grande exemplo disso).

Eu admito, não quero ser um hipócrita, consumo tais produtos piratas, baixo animes que estão em andamento por lá e assisto em casa. Quanto aos mangás, eu prefiro comprar o original em japonês do que ler pela internet. Sempre que existe a possibilidade eu compro materiais originais.

sandra monte disse...

Allena,
Não vejo mal em seu comentário. Pelo contrário, peço aos leitores que apontem mais ou menos onde escrevi asneiras. Porque, às vezes, lemos tanto um texto que perdemos a noção e erro e acerto.

Além disso, preciso ter noção de onde errei e me politicar. Se foi:

- erro de desatenção
- erro de sono
- erro pela pressa
- erro de calor (e é sério, eu não deveria escrever quando minha pressão cai pelo calor)
- ou erro pelo frio

E também, para eu ter ideia se realmente errei, ou não. Às vezes acontece de eu ter escrito certo e a pessoa que achou errado...

Beleza?

E Suzuki, o assunto é tão complicado que realmente causa comoção.

Porque de uma forma ou de outra, todo mundo já cometeu o crime de pirataria. Atire a primeira pedra quem NUNCA tirou um xerox de um livro, por exemplo... e não viu problema nisso.

Enfim...

Anônimo disse...

Realmente é um caso polêmico e da mesma forma que se encontram argumentos favoráveis,o contrário tbm existe. Porém, vamos aos fatos:

1°) Tem que se ver que há cidades pequenas no Brasil, e que nelas é difícil encontrar alguns mangás e quando encontra são poucos os títulos ou estão desatualizados.Há tambem, o fato de que a cada dia a Internet se torna um meio mais democrático e mais acessível(é claro que não chegou no ideal)e que se consolida entres os meios de massa.Existe tbm por meio de algumas emissoras demoram para trazer novos títulos e até mesmo os já lançados demoram para serem dublados(não sei o porque, acho que é a burocracia).

2°) Vejamos por um outro lado, de uma certa forma, os fansubbers e scans "contribuem" para a divilgação da cultura japonesa no Brasil, mostrando sempre títulos novos e ficando a par do que há de novo nas terras nipônicas.

É claro que os fins não justificam os meios, e sei que os autores merecem sua parte. Há outros fatores ,mas a preguiça nao me deixa continuar.

É claro que é dificil falar desse assunto, pois envolve de certa forma a ética e a moral.Porém, vejamos sempre os dois llados da moeda.Pelo menos no sites onde eu "baixo" animes nunca me foi pedido dinheiro(sei que eles ganham dinheiro por outros meios).Não sejamos hipócritas, quem nunca tirou xerox de um livro da Facu. Eis o meu parecer da questão: É preciso ver os fansubbers e scans de outra maneira.
OBS:Desculpe a minha prolixidade.

Alexandre Nagado disse...

A questão é complicada. Como autor, não gostaria de ver meu Almanaque da Cultura Pop Japonesa disponível em um Rapidshare ou similar. Mas, falando em termos de grandes corporações, gostaria de recomendar a entrevista de Mark Waid, famoso roteirista americano sobre a questão dos scans de revistas:

http://bit.ly/MauGuia03

Penso um pouco como ele, no sentido de, ao invés de combater os downloads, pensar em formas de capitalizar a divulgação inegável que vem com a gratuidade da pirataria. Eu não tenho respostas, mas certos movimentos não têm como retroceder, e o hábito de baixar coisas de graça é um deles. A indústria musical foi a que mais sofreu e tem tentado encontrar seus caminhos a duras penas.

Anônimo disse...

Não acredito que existe alguem que não tenha baixado. Mas não acho certo apoiar a pirataria, mesmo com bons argumentos.

reginalolipop disse...

A forma da sandra se expressar na sua opinião deu a impressão que ela quer que todo mundo que use Scanlators caso não gostem do mangá.

Ai vai uma pergunta simples pra quem achou errado? Como voces tem certeza que ninguem manda e-mail pras editoras reclamando sobre isso? Até protestos em eventos com cartazes alguns se arriscam a fazer e nem por isso as empresas respondem decentemente, vide Gulherme Briggs e seu horroroso trabalho com Fairy Tail.

Nunca quem alguem com influencia pode alegar algo que influencie opinião de leigos pra justificar o errado.

Mais porque botar a mão no fogo pra alegar que as impresas são vitimas e elas so fazem trabalho porco porque ninguem reclama? Esse questionamente tambem é erroneo e tem como objetivo justificar o erro delas por conveniencia, qualquer empresa pode parar de responder e-mails e dizer que ninguem reclama, assim como fez o Animax.

Não sejam ingenuos a ponto de acreditar nessas manobras de empresas pra justificar o errado, Brasil sempre representou uma guerra de interesses, muitas empresas aqui trabalham usando lucro como unico fator de aceitação, bem diferente de alguns paises da europa e japão por exemplo.

Alexandre Nagado disse...

Oi, Sandra. Parece que o link que eu indiquei não abriu, né?

Tá aqui, desta vez sem encurtadores de URL:

http://www.guiadosquadrinhos.com/blog/post/2011/02/01/Entrevista-com-Mark-Waid.aspx

Recomendo a entrevista, pois o autor comenta sobre os downloads e scans.

abraços

Rodrigo disse...

Isso só acaba quando começarem a vender o material online simultaneamente, seja uma assinatura paga num site, ou que seja com propaganda. A internet acostumou a geração atual em ter tudo rápido, tudo na hora, é bem diferente de anos atraz em que se tu não esperasse o anime ser dublado e algum canal resolver passar tu não via. Hoje um amigo te recomenda tu acha na internet e assiste.
E convenhamos, se um grupo AMADOR consegue disponibilizar uma tradução razoavel em 10~12 horas, por que uma empresa não conseguiria colocar no ar o mesmo anime/manga simultaneamente ou com um atraso de 4~6 horas em relação ao japão?
Outra coisa que seria legal, mas que me parece muito improvavel, seria as revistas de manga publicarem no Brasil uma versão em português 1~2 dias depois do lançamento no Japão, eu assinaria a revista, todos meus amigos a quem já perguntei se assinariam tb gostariam de ter esse tipo de serviço.
Falta as empresas se instalarem aqui e pesquisarem o mercado e ver como tornar rentavel a comercialização desses produtos, pq na via tradicional não dá certo, nenhum jovem da geração atual vai esperar o canal de tv comprar a temporada do anime (1 ou 2 anos depois de transmitido no jp), esperar ser dublado pra então ir assistir, até lá já viram com legenda de fansub mesmo! O animax não teve sucesso pq boa parte do publico alvo já tinha assistido a programação.
E outro detalhe, o potencial consumidor de anime no Brasil não é tão jovem, então a obra estar dublada em português é irrelevante, logo que lancem rápido com legenda, esperar um processo de dublagem é o suficiente pro consumidor já ter assistido e perdido o interesse no produto.
Resumo: ou lancem com agilidade/qualidade e preço acessivel (e sem cortes babacas, o jovem Brasileiro não é idiota), ou deixem os fansubs em paz e não ganhem um centavo por isso, sei que é meio bruto, mas segurar a internet é impossivel, ou as empresas usam ela, ou são derrotadas por ela.

Fernando Ventura disse...

Qualquer iniciativa que obrigue editoras e afins a saírem da zona de conforto e fazer um trabalho DECENTE ao invés de PORCO é válido.

Suzuki.K disse...

Olá, aqui é o Suzuki de novo. Eu nem me lembrei que havia um site americano bem interessante.

O Crunchyroll, falando de forma bem resumida, eles disponibilizam animes (desde 2009) e dramas de graça, todo o material deles é legal! Tanto é que eles possuem um acordo com a TV Tokyo e a Gonzo. É uma excelente alternativa para ver animes.

Seria bom se existisse algo do tipo no Brasil, vamos ser realistas, pensar nisso é algo muito utópico.

Eu fiz um texto, se estiver interessada em ler: http://bit.ly/g9pl5z

Toda minha fonte foi tirada do wikipedia (não foi grande coisa, mas já ajudou) com a FAQ do Crunchyroll.

sandra monte disse...

O link está quebrado, Suzuki!

Manda novamente.

Anônimo disse...

Tá, e os que não são legalizados aqui? E os seiyuu otakus, como ficam? Seiyuu otaku é bem diferente de otaku. Somos pessoas que se interessam pelos dubladores. Conhecemos cada um deles, os personagens que fizeram, reconhecemos as vozes nos animes e nas músicas. Cada seiyuu é escolhido com cuidado no japão, existem cursos especiais para dublagem de animes, revistas especializadas, eles possuem programas de rádio, lançam CDs, aparecem na TV, viram ídolos. Eles estão ganhando com o anime DUBLADO que nós compramos? Mesmo que a dublagem seja bem feita, como fica a original? Compraria anime licensiado sim, mas só se fosse LEGENDADO. Aposto que custa bem menos pagar UM tradutor que um dublador pra cada personagem.