Desejo: Boas Festas...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A vida como ela é, sem utopias...

Navegantes,
Recebi este texto por e-mail. Achei-o interessante. Vale a pna ler. E espero que seja do autor em questão mesmo.
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Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado. Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas.
Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou. Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.
No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa. O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
“Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931

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10 comentários:

Cristiano disse...

Parece que não... Procurando por Adrian Rogers, esse link aparece na primeira página:

http://www.quatrocantos.com/LENDAS/419_adrian_rogers_experimento_socialista.htm

sandra monte disse...

Bem, pode não ser dele, mas o texto é ótimo!

O Polvo disse...

Me desculpe, mas o texto não é ótimo. Ele é bem escrito, porém dificilmente poderia ser classificado como "ótimo". As idéias nele contidas são, no mínimo, duvidosas. Chega a ser difícil escolher por onde começar. São muitas opções.

Para não estender muito esse comentário (que já vai ser grande), gostaria apenas de dizer como a dita "experiência" foi conduzida por um viés extremamente parcial. Com o intuito de atacar uma forma de pensar e agir.
Socialismo não é uma imposição (quando o é as coisas desandam), muito menos uma reação utópica sentimental (outro caminho errôneo). Ele é reflexão e preparação, para depois haver mudança. Não se muda de um estágio para outro assim do nada. Por mais preparados que nos sintamos (como foi, ao que parece, o caso dos alunos citados).

O que esse professor fez foi isso. Se aproveitando de uma situação (alunos defensores do socialismo), ele mudou completamente as regras do jogo. Colocou alunos sob uma regra nova, nunca antes experenciada por eles, sem uma orientação prévia (me assombra o nível pedagógico desse professor). Mas não foi esse o único problema. Ele colocou regras de um jogo em outro. Aplicou um fundamento político-econômico em um ambiente estudantil regido por uma lógica completamente diferente (não é nem preciso muito estudo para essa conclusão, presumo eu).

Faltou a esse professor duas coisas: ética (obviamente esse "experimento" teria como resultado o que ocorreu, talvez com uma variação mínima, pois foi aplicado sem uma reflexão prévia com intuito ao um resultado harmonioso em um grupo que, provavelmente, nunca havia passado por isso) e carga teórica.

Ver o Socialismo como um sistema no qual uns levam os outros nas costas. Isso é falta de estudo. Não estou dizendo que se deve ser socialista, ou que se deve ter alguma orientação de esquerda. Não é isso. Se deve, no entanto, ter o tato, a educação e o respeito para com a teoria sobre a qual se pretende dizer ou provar algo. Obviamente não é o caso do texto. Não trata dessa teoria com o amplo cuidado que a ela deve ser dado. Cuidado que também se deve ter em vista do baixo conhecimento médio sobre ela que nossa sociedade apresenta. Esse texto só amplia a visão de um "senso comum" contaminado de vícios ideológicos.

Entretanto, se esse professor tem, como não acredito, a carga teórica devida para versar com propriedade sobre esse assunto, então o problema dele é de falta de honestidade. Atacar com argumentos e situações impróprias uma teoria é sujeira. Seja qual for a teoria, independente do que se acredite. É preciso ser ético.

Muito me impressiona esse blog "achar interessante" e ajudar a difundir esse texto como se ele fosse "ótimo". Ele representa a proliferação de um pensamento viciado que contribui para desintelectualizar nossa sociedade.

Cordialmente,
O Polvo

Anônimo disse...

Bem legal este texto.

D00d!

Othon Pereira de Noroes disse...

eu vota nulo.....

Anônimo disse...

Tem muitos erros nesse texto...
"O Polvo" resumiu muito bem...
O que o texto sugere, é que as pessoas "tem de crescer por si mesmas", mas, aqueles que nasceram na miséria, não tem como estudar - porque tem de trabalhar para comer - e vivem uma situação extremamente desigual, comparado aos que nascem em famílias ricas, e portanto, tem melhores condições de crescer, estão incluidos nisso? Se o Estado não fornecer nenhum tipo de ajuda, como essas pessoas ficarão? Na miséria e desigualdade.
Não haverá mudanças.
Apesar do capitalismo dizer que "todos podem crescer", isso é uma mentira. Só com o capitalismo não é possível, porém, todos já vimos o que acontece com "apenas o socialismo", o que seria certo então? Provavelmente uma mistura dos dois, o que na minha opinião, o Brasil está se saindo muito bem...
Mais uma coisa, o professor era o Estado, e ele não fez absolutamente nada. O que o professor na realidade aplicou, foi um anarquismo "socialista", porque além do povo ter de dar e fazer tudo, o Estado não se envolve e praticamente não existe.

sandra monte disse...

Bem, só para constar...
Não acredito em socialismo. Não oque foi empregado no mundo.

E lastimavelmente, o que vejo no dia a dia são pessoas serem beneficiadas com coisas que elas não dão valor.

Acabam gastando não para crescer, mas pura e simplesmente para ficarem na "boa". Ter filhos para ter benefícios, pegar o dinheiro e gastar com "cachaça", a mim, não é parece justo.

O mal do ser humano (nem todos) é não dar valor ao que lhe é dado. Só dá valor quando ele próprio tira do bolso...

Enfim, são pontos de vista...


Sandra Monte

V disse...

Mas, Sandra, a culpa não é do sistema e sim do próprio povo. Uma coisa é você não ter oportunidade nenhuma de crescer enquanto outra pessoa ter todas as oportunidades. Essa segunda pessoa pode se dar bem no futuro. Mas e a primeira? É preciso sim algum assistencialismo, mas é culpa do povo usá-lo para cachaça.

Alsan Matos disse...

O Polvo, o anônimo e o "V" tiraram as palavras da minha boca. Esse texto é tendencioso demais, além de apócrifo, pois o suposto professor, comprovadamente, JAMIAS fez tal experiência. Enfim, coisas vãs jogadas ao vento da web por tucanos desesperados.

O "experimento" nasceu viciado e programado pra falhar. Sabe por quê? Porque "socialismo" não é pegar um grupo HOMOGÊNEO no qual todos os integrantes já têm oportunidades iguais e nivelar sua produção pela MÉDIA. Socialismo verdadeiro é pegar um grupo HETEROGÊNEO e dar aos seus integrantes oprotunidades iguais para desenvolver o MÁXIMO que cada um é capaz.

O experimento mais correto seria: permitir o ingresso nessa turma de alunos negros, chicanos e pobres em geral, dar a matéria igual, alimentação igual, acesso igual a livros e material escolar, ter a mesma BOA VONTADE com todos, sem discriminação racial ou classista. No fim, dar uma prova VIOLENTA de tão difícil e avaliar cada prova com TODO O RIGOR POSSÌVEL.

Garanto que a playboyzada iria ter os piores resultados e os filhos dos pobres iriam arrebentar, se agarrando a essa ÚNICA oportunidade que lhes foi dada. É o que acontece no Basil de 2010.

Por isso é que certas otakas paulistas pessimistas, deprimidas e mal-amadas não gostam de socialismo. Por que, pra continuar posando de intelectual sem ser, elas precisam que o resto da otakaiada seja bitolada.

O problema é que otakus assistem Akira e Lain...

sandra monte disse...

Alsan,
Até concordo com vc em partes.

Mas, também, acho que as coisas por aí não são "lindas" como uns e outros querem fazer valer crer.

Enfim, não vai adiantar discutir pq meu ponto de vista é diferente do seu.

Mas, como sou contra censura, fica seu registro aqui.