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sexta-feira, 14 de maio de 2010

ANIMA INFO 1221 - Especial

Robin Hood

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Robin Hood de Crowe e Costner.
A imagem do segundo pode ofuscar a do primeiro

Inglaterra, século XII. Com a morte do rei da Inglaterra Ricardo I, Robin Hood, o experiente arqueiro e ex-integrante do exército da Coroa, viaja para Nottingham, um lugar que sofre com a corrupção de um xerife tirânico e impostos assustadores.
Lá, ele se apaixona pela espirituosa viúva Lady Marion, uma mulher cética da identidade e motivações desse guerreiro da floresta. Esperando receber a mão de Marion e salvar a cidade, Robin reúne uma gangue cuja habilidade mercenária é igualada apenas à sua vontade de viver.
Com o país enfraquecido por décadas de guerras, Robin e seus companheiros – insatisfeitos com o ineficaz governo de um novo rei – iniciam uma grande aventura, evitando que a Inglaterra entre em uma sangrenta guerra civil e devolvendo a glória ao país.
Esta é a sinopse de um filme bom, mas que talvez deixe um pouco a desejar. Os atores são bons. Não há críticas a fazer para Russell Crowe e nem Cate Blanchett. Mas, alguma coisa não funciona nesta versão de Robin Hood. E o motivo talvez seja a imagem forte que Kevin Costner deixou em Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões. A situação é bem parecida com o filme Superman. A última versão não é ruim, mas o título clássico com Christopher Reeve ficou muito marcado no imaginário cinematográfico dos espectadores. E os anos não apagaram a imagem de Reeve no papel do herói.
É bem provável que este seja um dos motivos que as pessoas vão estranhar este Robin Hood. É um filme sério demais, com u herói amargo demais, diferente da versão de 1991 com Costner. Também não é um vilão carismático como o Alan Rickman - o xerife de Nottingham.
O filmes estreou hoje em circuito nacional. Mas, dados estes fatores, e ainda por cima com a estreia de Fúria de Titãs que acontece este mês, é bem provável que Robin Hood não tenha uma sobrevida muito longa nos cinemas nacionais. Um bom filme técnico - efeitos visuais interessantes, figurino adequado, cenografia impecável - , mas que sofreu com o imaginário deixado pelos Robins anteriores.

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2 comentários:

Felipe Nascimento disse...

Eu não assisti, mas só pelo "amargurado" já estranhei.

Quando penso em "Robin Hood" logo me vem à mente a figura de um homem sonhador e valente, com um quê de otimista.

L.Karina disse...

Eu ainda nem assisti, mas eu tive jsutamente a impressão que esse Robin Hood é muito sério.Talvez por eu gostar da versão com Kevin Coster.