Caros navegantes,
Não gosto muito de falar de política, porque este é um assunto extremamente espinhoso. Mas, percebo que é importante mencionar e tecer algumas considerações acerca do tema. O mais engraçado - se é que isso é engraçado - é notar, hoje,
que não existe esquerda no Brasil. O que me parece é que existe uma direita moderada. Sim. Na última semana e o último ano, tivemos os mais diversos tipos de comentários dos possíveis candidatos à presidência da república.
O que se percebe é que há algumas diferenças no discurso. Mas, quando se olha com mais atenção, vemos que as atitudes são praticamente as mesmas.
De um lado, temos um PT que em nada parece com aquele de anos atrás. O partido tem como aliados figuras como José Sarney. E o pior, acha isso natural. Realmente, é natural mesmo. Se outro lado, temos um PSDB que está correndo com diversas obras. E, ao que parece, somente por causa das aleições de 2010.Difícil saber em quem votar. Porque as atitudes de praticamente todos os partidos, praticamente todos os políticos é a mesma:
quando estou fora do poder sou uma coisa, quando estou lá, sou outra... É assim com PT e PSDB? Bem, basta ler o noticiário e constatar.
O que me deixa triste - já que um dia fui petista (não de carteirinha) - é perceber que o
discurso é furado. O PT se transformou em um partido que usa dos mesmos tipos de artifícios de qualquer outro partido. Dá apoio aos seus, chama jovens sem consciência -
segundo consta esta notícia... Isso tudo é muito triste.
E antes que falem: sim, a galera da UNE não tem consiência, ao meu ver. Porque quando se está na faculdade, o trololó é lindo. Mas, quando colocam o pé para fora, vão fazer o quê? Vão trabalhar para um partido - que hoje está no poder - ou vão trabalhar para uma "major" qualquer e se render ao capitalismo.
Por isso, pela primeira vez na vida, acredito que em 2010 devo votar nulo. Não vemos alternativas. Não vejo atitudes diferentes. Votei no governo Lula duas vezes, mas acho que o tempo do PT acabou. Entretanto, não vejo um governo Serra como positivo. Se fosse Aécio eu até pensaria no caso. Porque, ao contrário do que "terroristas" petistas dizem, não acho que o governo PSDbista acabaria com tudo o que foi de positivo. Basta ver os CEUS e o Bilhete Único em SP. Mas, Serra? Melhor seria Aécio, nele eu votaria...
Ah, e por que "terrositas" petistas? Porque também tenho escutado os mais divertidos tipos de comentários. Um petista não vê absolutamente nada de bom em um governo PSDBista. E sempre há algo positivo. Até mesmo no curso que estou fazendo, escuto uns comentários esdrúxulos. Fora o que a gente lê na net... Existe um limite para fanatismo, e alguns petistas passam até mesmo destes limites... Perdem o total e mais completo respeito.
A coisa beira em um tal absurdo, que acham errado as cores azul e amarelo de sinalização no chão do metrô. O problema é que os petistas se esquecem que é mais natural aos olhos aceitar estas cores do que vermelho. Afinal, azul e amarelo estão em nossa bandeira. O vermelho não!
E há absurdos do outro lado? Há também, e muitas vezes, do lado PSDBista a coisa beira o racismo e preconceito puro. Peguam os erros da pessoa e generalizam para o povo inteiro...
Muitos de meus queridos navegantes devem achar que sou PSDBista com meus comentários. Não sou. Consigo ver o que cada um faz de positivo. Mas, como disse acima, fico triste porque um dia, votei no PT. E hoje, notamos que não existe diferência. Só o discurso. E isso, tem feito do PT um partido tão igual pior do que o PSDB.
Com poder nas mãos, qual a diferença?Por tudo isso, eu que sou centrista, estou me tornando cética. Espero que fatores positivos me façam mudar de ideia... Porque até o momento, está muito difícil, conhecendo os partidos como conhecemos...
E o pior é que na corrida eleitoral que já começou, fala-se muito em desenvolvimento, que o país vai crescer, prosperar e tals. Mas, quem se importa com a educação? Também com todas as conversas e algumas constatações que tenho feito e que são óbvias em âmbito geral, a educação é o que relmente mudará o país! Mas, quem se importa com ela, não é mesmo?