Esta semana houve um certo auê por conta de algumas questões do jornalismo. Um deles foi em relação a
Lei de Imprensa. Que está lei necessita de reformas urgentes, ninguém nega. Mas, acredito que como qualquer lei, deve-se tomar cuidado para que as mudanças não privilegie a falta de noção, compostura e respeito dos jornalistas.
Outro ponto comentado foi a questão da
regulamentação da profissão de jornalista. Vi uma "coleguinha" da Folha defender a desregulamentação. Ela afirmava que é possível ser jornalista sem o diploma, que o mesmo não garante qualidade.
Realmente, isso é verdade. Vemos grandes absurdos a serem escritos, especialmente em assuntos de caráter nacional. Entretanto, acredito que o problema não está exatamente na questão da qualidade. Está na questão da segurança.
Vocês podem perceber que toda profissão que não tem regulamentação sobre com o
"pago o que quiser" do mercado. Sim, você leu esta palavra mesmo: mercado. Quem defende a desregulamentação, e lamentavelmente alguns são jornalistas, esquecem que no Brasil as coisas necessitam de regulamentação. Se não houver, o objeto em questão fica largado às traças. Querem um exemplo de profissão sem regulamentação que os profissionais sofrem com a questão financeira:
desenhistas e ilustradores.
Não há regulamentação, logo não há nenhum tipo de proteção e nem tabelas de preços. Daí, o desenhista ou ilustrador fica refém do que o "mercado" quer pagar.
Alexandre Nagado vira e mexe fala do problema.
Sou a favor da regulamentação. Mais por uma questão de proteção dos profissionais do que pela tal qualidade. Que, diga-se de passagem, pode melhorar se o governo der menos concessões a faculdaddes fajutas. Não se mede a qualidade de um jornalista pelo diploma. Mas, certamente, vai se medir e nivelar para baixo o valor do profissional.
Afinal, regra básica do capitalismo: vamos formar mão-de-obra excedente para não nos preocuparmos com a grana.
Triste...
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