Desejo: Boas Festas...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Atendimento péssimo, agora no cinema...

Sabe, eu não peço muito. Mas, não custa ser um pouco cordial. E o que houve comigo nesta quarta-feira foi de uma total descaso. Abaixo, segue trecho do e-mail enviado a Playarte acerca do péssimo atendimento que recebi. Quem trabalha com atencimento tem que ter certo traquejo. E digo isso porque eu JÁ trabalhei no balcão. Leiam com atenção:
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Caros,
Sinto-me na obrigação de fazer este comentário.

Hoje – quarta-feira – fui ao cinema Playarte Bristol ver UP – Altas Aventuras. À tarde, vi no site que o preço do ingresso era R$ 14,00. Um engano o meu. Entretanto, fui ao cinema com este engano na cabeça. Quando chego ao caixa pedir o ingresso de UP das 19h (e eram umas 18h55), a atendente me fala o preço do ingresso.
Com o engano na cabeça, fiquei invocada com o valor que ela falou. Eu disse que poderia entrar com uma reclamação junto ao Procon por causa do que eu achava ter sido divulgado no site.

O que mais me impressionou foi a resposta da moça:
- O site deve estar errado... Sempre tem algum erro...
E
- Se você entrar com uma reclamação, para mim não faz diferença, porque eu não sou a dona do lugar.

Ok. Depois, sem compreender direito a questão da nota fiscal – a qual pedi para ela colocar meu CPF – a moça não soube explicar. Foi necessário vir outra atendente me orientar.
Fui ver o filme e quando cheguei em casa, eu estava decidida a entrar com uma reclamação junto ao Procon por causa do preço. Verifiquei no site o preço e eis que não havia erro. A entrada era mesmo R$ 23,00. A questão é: este é o preço para a sala 3D.
Ou seja, além de não saber orientar uma cliente na questão da nota fiscal, a atendente simplesmente não soube me orientar na questão do valor. Parece-me que ela não sabe que a entrada nas quartas-feiras é R$ 14,00 para salas normais e R$ 23,00 para a sala 3D.
Por conta do preço, não vou entrar com uma reclamação junto ao Procon. Mas, saibam que eu entraria somente por causa do atendimento horroroso que esta moça prestou. Foi o conjunto do todo: tom de voz, postura física, descaso com minha desonrientação. E mais: descaso com a empresa onde trabalha. Falar o que ela me disse, no tom mencionado, a mim só me mostrou que não há respeito por absolutamente ninguém.
Eu teria saído de lá sem ressentimentos se ela tivesse apenas me informado o óbvio: “o preço de R$ 23,00 é para sala 3D, sala normal nas quarta-feiras é RR 14,00."

Sempre tive bom relacionamento com a Playarte como jornalista, lamentável ter tido tamanha desconsideração como consumidora. Assim como fiz com o McDonalds e Telefônica, cujos atendimentos foram ruins, sinto-me obrigada a orientar os leitores de meu site a não ir ao cinema do Bristol.
Pois, como senti, o atendimento é de uma desqualificação e de uma falta de respeito sem tamanho.
Att,

Sandra Monte
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4 comentários:

thiago oc disse...

Parece que quanto maior a empresa, mais eles se sentem donos da situação e nem mais se esforçam em promover um serviço de qualidade, visto que se sentem intocáveis. Eu fui algumas vezes vítima de um péssimo serviço, mas sorte que temos mais opções e podemos nos privar desses gigantes que "se acham". Eu já não utilizo a Telefonica há alguns anos por conta de situações como essas.

Anônimo disse...

Você tem que partir do princípio que, se uma pessoa está trabalhando em um cargo desses, é porque não tem competência ou experiência para estar em uma posição mais privilegiada.

No caso da falta de experiência, é de se esperar que isso mude com o tempo. Mas na verdade o que mais se vê são pessoas sem nenhum tipo de cultura, estudo ou preparo que, por falta de opção trabalham nessas posições, praticamente um sub-emprego.

Por outro lado as empresas contratam esse tipo de pessoa pois é o que os orçamentos permitem (no fundo o que interessa para a empresa é fechar o ano com lucro, seja para a felicidade dos acionistas ou dos proprietários).

Outro ponto que vale mencionar é que discutir com essas pessoas, ou mesmo falar com elas o mínimo necessário para alcançar seu objetivo (comprar um ingresso, pagar sua conta, etc) é pura perda de tempo. Essas pessoas não são pagas para raciocinar (coisa que por sinal não é natural para elas) e muito menos para conversar. São pagas para desempenhar uma função repetitiva e pouco especializada, e correr para casa (ou para o boteco mais próximo) no exato minuto em que acaba seu turno.

Algumas profissões, pelos aspectos que mencionei acima, parecem ter a capacidade de atrair esse tipo de pessoa obtusa e sem perspectiva de futuro: seguranças, caixas de supermercado, atendentes de balcão em geral, vendedores de loja, os famigerados atendentes de telemarketing e outros.

sandra monte disse...

Anônimo,
Isso tudo que vc disse tem relevância. Mas, só para constar...

Aqui em frente há um mercado DIA e uma caixa que está grávida. Ela sempre é atenciosa e - ao menos - nunca a vi solta a cavalgadura em ninguém.

Sinceramente, acho que isso varia de pessoa para pessoa.

Anônimo disse...

Como tudo que se refere ao ser humano, não há regra que cubra 100% dos casos. Da mesma forma que existem padres pedófilos isso não significa que todos o são, ou só porque a maioria dos criminosos condenados sai da cadeia pior que entrou não quer dizer que nenhum deles seja recuperável.

O que você mencionou se chama Anecdotal Evidence, e é uma falácia muito comum em situações que lidam com pessoas. Acredito que você saiba do que estou falando, mas caso contrário a wikipedia é sua amiga: http://en.wikipedia.org/wiki/Anecdotal_evidence