Desejo: Boas Festas...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Primeiro, Turma da Mônica Jovem, agora Luluzinha...

Pois é. Primeiro, Turma da Mônica Jovem, agora Luluzinha. Alguns comentários vistos no Blog dos Quadrinhos são altamente pertinentes. Cara, o Bolinha ficou esbelto, descolado. Preconceito contra os gordinhos?
Não é uma questão de ler ou não para ser se é bom. É algo que vai além e que muita gente lamentavelmente não percebe ou não quer perceber. As duas obras são trabalhos pura e simplesmente para ganhar grana. Querem "pegar" um público que está aí, que gasta bastante: o jovem.
É triste ter que admitir o fato. E o pior: para vender mais, usam o termo mangá, que no meio virou carta coringa. Nem Mônica e nem Lulu são mangás. No máximo, são títulos que em algum momento lembram. Só pela estética, diga-se de passagem. Ambos estão mais para Malhação do que mangá. É um artifício desastroso, ridículo e nefasto para o próprio mercado. Por quê? Porque deturpa o que realmente é mangá.
Mesmo eu não gostando, a Panini lança mangá. A JBC lança mangá. A Conrad lançou mangá. Isso que bradam aos sete ventos, e que desastrosamente a grande imprensa acolhe como mangá sem ao menos ter alguma base não é mangá. Nem o estilo.
Pouco conheço, mas ao menos, Hansel&Gretel é o que se propõe ser: um mangá nacional. Não é caça-níquel. Não é para ganhar grana. Não da forma como são as outras. Tenho pena das editoras que realmente lançam mangás. Porque daqui para frente, qualquer bobagem será chamada de mangá e com certeza, uma hora o estilo será completamente desvirtuado. Se é que esta hora já não chegou...




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3 comentários:

Yuski disse...

Acho que preciso de verdade correr atrás de editoras...

John's Chronicles disse...

tb acho triste

fora q a Lulu é vesga!!! kkkkk

Roberto Pereira-Saito disse...

Uma coisa boa pode-se tirar dessa situação: o mangá, finalmente, está sendo aceito POR CERTOS EDITORES com uma forma de expressão comercialmente atraente.
Há distorções e erros, claro, mas pelo menos esta-se quebrando o preconceito contra o estilo, antes julgado como lixo ou modismo.
Pena que o fandom brasileiro de mangá seja incapaz de produzir um único mangá que preste.
Tanto técnica quanto em termos de roteiro.
Há demanda por mangá nacional.
Mas falta mangá nacional que preste.