Desejo: Boas Festas...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Conscientização em sites de animes

Olá a todos.
Sempre que falo de conscientização, muitos devem me achar uma pessoa chata. E a verdade é que sou mesmo para algumas coisas.
Hoje, falarei de conceitos do jornalismo que muita gente por aí usa sem saber. O que é uma nota oficial? Bem, nota oficial é um informe de uma organização sobre um determinado assunto. Por exemplo: no post abaixo sobre o Animacor é uma nota oficial, porque foi emitida pela própria organização do evento.
A nota sobre o interesse do SBT em Cavaleiros não é uma nota oficial. Porque não foi algo escrito pela própria Toei e nem pelo SBT. Isso tem outro nome e se chama furo de reportagem. Notas oficiais normalmente são releases ou confirmações por escrito das empresas.
O que me espanta é como há criancice no meio do mangá e anime no Brasil. Gostem ou não, o primeiro site a falar – sem tom de boato - da negociação do SBT para a possível aquisição de CDZ foi o Papo de Budega.
Chega a ser ridículo ver que certos sites se recusam a aceitar que alguém além deles deu um furo de reportagem. E pior, colocam como nota oficial. Isso é – no mínimo – uma falta de respeito para com as empresas envolvidas, que não emitiram nenhuma nota – normalmente por meio do departamento de comunicação e/ou marketing – e com os próprios leitores.
Menos pessoal, menos. Deixem as “bombas, dinamites, TNTs” com o exército ou terroristas E aceitem uma coisa simples como um furo de outra pessoa ou site. É mais digno e correto. Não tira pedaço e nem envergonha. O Anime News Network é o site de animes mais visitado do mundo e sempre coloca as fontes, mesmo quando os sites são concorrentes. Se eu pensasse assim, não teria dado crédito ao Anime, Mangá e TV em Anima Info 599. Foram eles que começaram a campanha contra a doideira da Animax. Por que negar o óbvio?
Eu e a Saouri aofremos com a falta de respeito de muitas crianças crescidas que brincam de escrever notícias... É triste... olha... a coisa é triste...

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10 comentários:

Jefferson Kayo disse...

Olha, discordo em partes com o que disse a respeito dos conceitos jornalísticos por trás de um furo de reportagem.

Hoje, um furo de reportagem - que não seja algo factual - precisa ser antecipado e até agendado por ambas as partes. O que chega a ser paradoxal, devo admitir, mas de que vale um furo sem confirmações oficiais?

No jornalismo de games isso é fato recorrente. O escândalo mais recente foi o roubo de fotos + conteúdo do lançamento de SF4, dadas como um "furo de reportagem" por um blog. Quebraram as pernas da revista que publicaria com exclusividade tais informações e denegriu (mais ainda) a imagem do jornalismo executado por blogueiros.

Enfim, o furo de reportagem, ao meu ver, não se aplica à nossa necessidade de noticiar antes os fatos da indústria de entretenimento, a menos, é claro, que ambas as partes -fonte e jornalista- estejam de comum acordo para tal. Aí, teríamos uma exclusiva.

A boa notícia não é a que é dada antes, mas a que é explicada melhor (não são minhas palavras, mas não lembro que foi que as disse...)

O conceito por trás de um furo de reportagem é bastante diferente disso, tem mais a ver com estar no lugar certo na hora certa do que com antecipação de informação.

sandra monte disse...

Olá Jefferson,
Discordo de você. Um furo não necessita ser agendado ou antecipado. O furo consciente em grande parte em você estar na hora certo e lugar certo. E no caso, falar com a pessoa certa. Como foi o meu caso...

A nota oficial é quando a empresa se posiciona oficialmente acerca de um assunto. Quer um exemplo: o Cartoon Network divulgou por meio de nota oficial que o novo Clone Wars vai estrear no canal em fevereiro, se não me engano. Isso foi oficial e foi para todo mundo.

Só que... eu perguntei antes (eu e a torcida do Corinthians). Se por acaso a emissora ou alguém do licenciamento ou outra pessoa de confiança (que sabe, mas não tem ligação direta com a empresa) tivesse falado a qualquer jornalista, daí sim seria um furo.

O furo depende do ineditismo do fato, Jefferson.

A questão dos roubo das imagens foi sim um furo. Só que ai, você já está falando de outro fato: a questão ética de como foi conseguido. Se usarmos o termo "roubo", daí temos um problema ético muito sério mesmo.

Vou dar outro exemplo: um amigo, o Renato Siqueira, há muito tempo... teve acesso as imagens de um filme (que não lembro qual) e postou no antigo blog dele.

As imagens estavam dando sopa no site de imprensa, relativamente escondidas. Algum burro da empresa as colocou lá, mas não eram para ser divulgadas. Resultado: Deus e o mundo entraram no site do Siqueira para ver as imagens do filme.
A pedido da empresa, ele tirou do ar. Mas o furo dele, já havia acontecido.

Não sei se você entendeu meus exemplos ou se expliquei direito... Enfim. O furo consiste em dar primeiro e certo uma informação.

Um dos pontos fundamentais deste post é: você dar as fontes o devido crédito. Teve uma porrada de sites que colocou o Papo de Budega com a fonte primeira. E colocaram pq efetivamente foi o primeiro site a falar disso.

O que mata em sites de crianções, Jefferson, é quando negam publicamente e tomam para si o fato, como se nada que fora dito antes tivesse valor.

Daí eu te pergunto: isso é correto?

E outra coisa que já vi acontecer, com o mesmo tema CDZ. Se o SBT não comprar ou acontecer alguma merda, com certeza este site a qual me refiro vai tirar da reta e dizer, "Mas, veja bem, nem fomos os primeiros a divulgar. Foi boato da internet".
Isso vai acontecer caso não se concreditze? Posso te dizer que sim. Dai temos outro problema: estes crianções só gostam de chamar para si o sucesso, o fracaso de uma informação qualquer fica sempre para os outros...

Se você prestar um tiquinho de atenção, vai perceber que estou certa. Ok?

Corto Blog Maltese disse...

Sandra, parabéns pelo seu blog. Eu mesmo postei a notícia no meu usando o seu como fonte e também já li uma entrevista sua em que vc falava desse assunto.
Eu tenho uma curiosidade, até pro caso de me precaver tb.

Nesse caso, que tipo de providência poderia ser tomada?

sandra monte disse...

Olá Corto.
Muito obrigada pelos elogios.

Agora, infelizmente, não dá para tomar nenhuma providência.

Porque ele foi atrás da mesma fonte primordial depois de mim. E escreveu de forma diferente.

O que é possível somente, é tentar consicentizar as pessoas do tipo de "profissional" que se apresenta e que lemos, acham que é o máximo.


Por hora, só isso...

Bob-sama disse...

Parabens Sandra Mone!

Vcs ´euma referncia pra mim, quanto a obtenção de informações, sempre visito blog..não cmento muito,mas sempre leio...e concordo com o dito por vc, crianças existem sim,principalmente no ramo do anime e manga...eu mesmo convivo com muitos...^^, apesar de não me considerar um~~

eu possuo um blog, e sendo formador de opiniões, eu sempre dou credito a quem merece...pois gostaria que fizessem o mesmo, caso ocorra comigo.

vlw e ate um proximo post..^^

Saouri disse...

Sandra, amiga, veo con tristeza que estas cosas siguen pasando.
Pero la verdad de los hechos siempre sale a flote.
Lo mejor es que tienes lectores que saben como haces tu trabajo y que no publicas tus temas sin asumir la responsabilidad por cada letra que escribes.

Besos desde Venezuela.

Sreng disse...

oi tudo bem?
q site roubou as sua noticias?

Jefferson Kayo disse...

Então, Sandra.

Eu li com um tiquinho de atenção (heh) ao que você escreveu e notei que o que vc disse no seu primeiro parágrafo é o que eu disse no último. A mesma coisa.

O que eu quis dizer é, como vc pode dar um furo sem o consentimento de ambas as partes? Não dá pra fazer isso sem ferir a confiança da sua fonte.

Não tiro o mérito do seu furo, mas veja bem, E SE a sua fonte entrevistada não tivesse lhe dado o aval para publicar tais informações? Você o faria mesmo assim? Mesmo comprometendo a sua fonte?

O roubo de imagens não foi um furo, mas falta de ética do blogueiro, primeiro, em relação à sua fonte, segundo, por manter consigo informações privilegiadas, afinal, ele era freelancer da revista. Como dar um "furo" no seu próprio "patrão"?

Se vc trabalhasse numa revista e soubesse da capa, você pegaria essa matéria e publicaria antes da veiculação da revista para dar um furo no seu blog? É mais ou menos isso que eu quero dizer...

O caso do Renato (que eu também sou amigo) é um pouco diferente, já que as fotos estavam em um diretório online por puro descuido das pessoas lá da empresa (eu lembro dessa história).

O furo de reportagem nas editorias de entretenimento, está mais atrelado à questão da exclusiva do que qualquer outra coisa.

E quanto à questão de roubar informações, pegar para si e tal, concordo com vc. Ainda há pouco li um texto seu em relação à assunto semelhante (se eu não me engano, de um site que publicou uma 'matéria' a respeito dos erros dos outros sites), e apoio a sua opinião. Seria um mundo mais justo se as fontes de informação fossem creditadas. Mas às vezes a falta de interesse dos jornalistas em creditar informações não parte do mesmo. Vide as notícias bizarras do G1.

A minha única divergência aqui é em relação ao conceito de furo jornalístico, não como um todo, mas apenas nessa editoria de entretenimento.

Mais um exemplo. A representante da Nintendo estava planejando secretamente uma festa para o lançamento do console Wii no Brasil. Aconteceu que a informação confidencial vazou e foi parar em um blog que serve ao fã da marca no país. Vazou a festa, vazou o lançamento. Culpa das conversas informais e das informações privilegiadas que algumas pessoas detinham e passaram adiante. A Latamel desde então, não trabalha mais com informes de seus lançamentos, simplesmente os lança.

É lógico o furo existe, mas o furo jornalístico para informações desse tipo caracteriza mais uma forma de imprensa marrom do que algo que valha um Pulitzer.

Até,

sandra monte disse...

Só para constar, não me lembro exatamente o ocorrido com o caso das imagen dos games. Se foi esta a situação que vc mencionou, daí realmente foi além de sacanagem, burrice do cara.

Se minha fonte não tivessse dado aval, eu teria duas possibilidades: ou eu publicaria e correria o risco de perder a fonte ou não publicaria.

Daí, depende muitooooooooooooo da circunstância, assunto e situação. Eu já tive casos semelhantes. Posso dizer que já tive atitudes diferentes em relação ao universo do entretenimento.
Normalmente não divulgo, quando o assunto pode causar problemas reais a fonte. Só que às vezes, nem a própria fonte sabe quantas são as fontes dos jornalistas.

Às vezes parece óbvio, mas não é. Já ocorreu de uma fonte informar, o que para ela não era sigiloso, mas outra ficar de cabelos em pé. Daí, temos a questão da credibilidade. E isso é algo que se conquista. É algo muito difícil mensurar...

O que posso te dizer sobre os furos ou exclusivas é: sim, existem nesta editoria sim, a cultural. Mas, existem diversas formas de você conseguir um furo, ter autorização para o mesmo e até mesmo, você como jornalista, decidir se vale a pena divulgá-lo, sem ter custos maiores (como o emprego de alguém)...

Ah, sobre este exemplo da Nintendo: temos outro problema. As empresas devem ter cuidados sim a quem passam informações, porque nem todos são corretos. Por isso que falo, credibilidade é algo que se conquista.

E não precisa passar por cima do trabalho alheio para consegui-lo.

Abraço,

Anônimo disse...

Um furo jornalístico...
Tá aí, foi lançada no ar a questão.
Na minha humilde opinião, creio que um furo é, nada mais nada menos, que um misto de quase tudo o que foi dito anteriormente.
Um furo, acredito, pode vir como fruto de um "exclusiva", assim como também (e, aliás, tenho para mim que essa é a raiz do furo de reportagem, a sua forma mais natural e emocionante) ocorre como fruto do acaso, quando se está no local e na hora certa - às vezes com a pessoa certa também).
É isso, um abraço a todos, jornalistas e grande massa.

Ass: Bruno fec