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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

ANIMA INFO 400

Inu-Yasha chega ao número 100 no Brasil


Inu-Yasha é certamente, uma dos mangás mais conhecidos deste início de século. O quadrinho japonês alcançou uma marca histórica: é o primeiro mangá publicado no Brasil a atingir a edição de número 100.
Publicado desde 2002 pela editora JBC, a obra criada por Rumiko Takahashi (uma das mais renomadas mangakás do mundo) e lançada originalmente em 1996, é um dos principais títulos da revista Shonen Sunday.
No Brasil, o mangá é lançado no formato "meio tankohon" contendo em média 5 capítulos (100 páginas) por edição. Desta forma, durante os mais de 5 anos de sua publicação, cerca de 250 milhões de páginas de Inu-Yasha chegaram às bancas de todo o país.
O mangá conseguiu chegar a esta marca passando pelas mais variadas fases. Foi lançado em 2002 no Animecon como uma das grandes promessas da JBC. Inu-Yasha estava em franca ascensão nos Estados Unidos, lugar onde o título conseguiu suas melhores marcas fora do Japão. Naquela ocasião, o anime estrearia no Cartoon Network, o que acreditava-se, contribuiria nas vendas do título.
Também naquele já distante 2002, a grande expectativa era a estréia da animação da rede Globo, o que certamente contribuiria muito para a força do meio-youkai. O canal exibiu Inu-Yasha somente em janeiro de 2005 e não conseguiu segurar o desenho nas manhãs por causa da classificação etária. Foram somente 26 episódios exibidos. Os problemas que Inu-Yasha sofreu chegaram ao nível da dublagem. Além dos cortes das cenas, a emissora teria que editar as falas, consideradas violentas. Foi o suficiente para que o canal desistisse de exibir o anime.
Mesmo sem a televisão aberta, e posteriormente sem a televisão fechada, o mangá de Inu-Yasha continuou firme quinzenalmente até o início de 2006. Contudo, a HQ passou por uma mudança na periodicidade: de quinzenal tornou-se mensal. Isso porque a edição brasileira praticamente alcançou a edição japonesa original.

Hoje, muitos leitores de mangás criticam a história e a postura de Rumiko Takashi, pois Inu-Yasha teria estendido além do necessário. Inclusive os leitores compartilham desta opinião. Mas, mesmo com arcos desnecessários, Rumiko Takahashi consegue fazer algo que poucos autores têm domínio: dar vida, personalidade e emoção aos seus personagens. O que levou Inu-Yasha tão longe não foi a busca por Narak e a Jóia de Quatro Almas. Mas sim as emoções, dramas e mudanças dos personagens.
Neste volume 100, Kagome volta ao tempo atual e Inu-Yasha vai atrás dela. Embora sua estada em nossa Era seja breve, a heroína se dá conta de que em breve terá de tomar uma dura decisão: viver no Japão Feudal ao lado do meio-youkai ou voltar para sua família em seu tempo real.
De volta ao passado, Sesshou-Maru, inconformado com a dependência da Tenseiga em relação à Tessaiga de Inu-Yasha, vai atrás de Toutousai em busca de respostas sobre a verdadeira intenção de seu pai. Enquanto isso, Narak vai atrás do último fragmento da Jóia de Quatro Almas, que está com Kohaku.
No Brasil, o mangá está comemorando seu centésimo número. No Japão, Inu-Yasha está no volume 54. Acredita-se que o título acabe no volume 55, o que aqui dará 110 edições. Mesmo com alguns problemas adaptação – como o de dividir o nome do personagem título ou de Sesshou-maru –, edição – como espremer a última página de muitos volumes para economizar papel – entre outros menos visíveis, a edição brasileira é boa.
A JBC está de parabéns pelo trabalho e continua firme e forte na edição do título. E seus leitores e fãs, que continuam firmes e fortes a comprar os mangás de Inu-Yasha, dando tão longa vida ao meio-youkai no Brasil.

*Agradecimento da foto a Renato Siqueira, na ocasião do lançamento de Inu-Yasha em 2002
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